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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

"Breve História do Afeganistão de A a Z", do jornalista Ricardo Alexandre, editado na próxima semana pela Leya

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A Oficina do Livro edita na próxima terça-feira, 8 de fevereiro, “Breve História do Afeganistão de A a Z”, do jornalista Ricardo Alexandre, que enquanto repórter cobriu vários conflitos mundiais. Com uma linguagem simples e directa, o actual director adjunto da TSF explica o complexo puzzle afegão num livro que resulta de uma pesquisa intensa, de diversas entrevistas e do trabalho no terreno.

Recuando a tempos imemoriais, mas focando-se essencialmente no tumulto constante das décadas mais recentes – desde o golpe que derrubou a monarquia de Cabul em 1973 ao regresso dos Talibãs já em 2021, passando pela ocupação soviética e o consequente advento dos mujahedin nos anos 80 – , “Breve História do Afeganistão” é um documento que ajuda a compreender um país profundamente marcado pela guerra e com uma importância estratégica fundamental.

O grande falhanço do Ocidente no Afeganistão não foi a intervenção internacional nem os 20 anos em que lá estivemos, que podiam, de facto, ter sido mais equilibrados no peso atribuído à reconstrução do estado (deveria ter sido maior) e à dimensão securitária (desejavelmente, deveria ter sido menor). O grande falhanço foi abandonar o país, numa decisão que Obama pensou tomar, Trump fez um mau acordo para a concretizar da pior forma possível, e Biden acabou por executá-la da forma atabalhoada que se conhece. Mas não, o Afeganistão que é deixado nas mãos dos talibãs na segunda metade de 2021, não é o mesmo que lhes foi conquistado em novembro de 2001”, escreve na conclusão Ricardo Alexandre, que nesse ano esteve no país em reportagem para a RTP, antes de alertar: “Os talibãs 2.0 podem ter telemóveis de última geração e comunicar pelo Twitter, podem estar em grupos de WhatsApp, mas aquilo que verdadeiramente os agrupa é a mesma visão medieval do mundo que já nos tinham mostrado há mais de 20 anos.”

Ricardo Alexandre, jornalista, 51 anos, é atualmente director adjunto da TSF, onde apresenta os programas O Estado do Sítio e Mapa Mundo. Foi editor de Internacional  e coordenador na RTP e também repórter, editor  e diretor adjunto da Antena1. Na RDP, apresentou  o Programa da Manhã e Visão Global. Fez a cobertura de eleições e conflitos em vários lugares do mundo, incluindo o Afeganistão. Investigador do Centro de Estuados Internacionais (CEI) do ISCTE e do Observatório de Relações Exteriores (Observare) da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), ensinou jornalismo nas universidades do Minho, de Coimbra, Lusófona e da Maia. É doutor em Ciência Política – Relações Internacionais e licenciado em Sociologia. Portuense, vive em Lisboa, é casado e pai de dois filhos.