Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Caminhos da Pedra: mais de 50 espetáculos gratuitos a partir de 12 de outubro na região do Médio Tejo

Caminhos da Pedra
a partir de 12 de outubro no Médio Tejo

 

ca4abc1f-aa00-45a3-8cf5-3ca16279d0a5.jpg

 

O terceiro e último momento do Caminhos do Médio Tejo 2018 - Caminhos da Pedra – realiza-se nos dias 12-14 e 18-21 de outubro, na região do Médio Tejo. Depois do Caminhos do Ferro e do Caminhos da Água, em abril e em julho, respetivamente, chega agora a altura de fechar o ciclo, neste terceiro momento, com mais de 50 espetáculos gratuitos durante dois fins-de-semana, em Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

Um conjunto de ofertas culturais, organizado pela CIMT - Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e pelos 13 municípios integrantes que inclui espetáculos de música, teatro, dança, teatro de rua, circo contemporâneo, histórias e percursos artísticos, seguindo os caminhos e as estradas da região.

Na música, há Lula Pena que, com a sua voz e guitarra, vagueia pelo português, francês, espanhol, inglês e grego (Tomar), LST – Lisboa String Trio, de José Peixoto, na guitarra, Carlos Baretto, no contrabaixo, e Bernardo Couto, na guitarra portuguesa (Entroncamento), Cristina Branco, que tem um álbum lançado este ano, Branco (Ourém), Norberto Lobo, acompanhado por Marco Franco e Ricardo Jacinto (Torres Novas), Marta Pereira da Costa, Uma Mulher, Uma Guitarra em palco (Tomar), La Negra, projeto que nos traz a voz e o piano de Sara Ribeiro (Sardoal), paisagens sonoras de Senza (Sardoal), Crassh Babies 2.0, de CRASSH, dirigido às famílias (Ferreira do Zêzere) e o projeto comunitário Voz à Solta que, sob a direção musical de Rui Souza junta as gentes de Ourém e Vila Nova da Barquinha numa Marcha de Almas (Ourém e Vila Nova da Barquinha).

No teatro, há Catabrisa, pela Companhia Instável (Sardoal), Se eu vivesse, tu morrias, de Miguel Castro Caldas (Torres Novas) e Aurora, de Mandrágora (Ferreira do Zêzere). No âmbito do teatro de rua, Mulier, da companhia espanhola Maduixa (Tomar e Entroncamento), a estreia nacional de Flagrant Délire, da companhia francesa Yann Lheureux (Entroncamento) e há Bestiário à Solta, onde se descobrem Histórias do Bestiário Tradicional Português (Entroncamento, Ferreira do Zêzere e Tomar) que irão agradar a todos, desde os mais novos aos mais velhos.

As propostas de circo contemporâneo são Gigante, de La Pequeña Victoria Cen (Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha) e SAVAR A.M., de Erva Daninha (Ourém e Torres Novas).

Há ainda percursos de quatro artistas em diversas localidades: Iria - percurso sonoro, de Tiago Correia (Tomar), Pedra a pedra, de Ana Bento (Sardoal), De mapa na mão, de BURILAR (Ourém) e Andão mortos por sima dos vivos, de Francisco Goulão (Torres Novas).

Toda a programação do Caminhos do Médio Tejo é gratuita e apresenta-se, uma vez mais, com um programa cultural completo e apelativo, para todos os gostos e idades.
 

CAMINHOS DO MÉDIO TEJO 2018

O Caminhos do Médio Tejo 2018 – Programação Cultural em Rede – divide-se em três ciclos programáticos, que percorrem os acessos viários da região para chegar a todas as comunidades.

Em abril deste ano, teve lugar o Caminhos do Ferro, que acompanhou as linhas ferroviárias, em julho, o programa seguiu os cursos dos rios com o Caminhos da Água e agora, em outubro, percorre as estradas para assistirmos ao Caminhos da Pedra.

Criado em 2017 pela CIMT - Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e os 13 municípios integrantes, este projeto pretende proporcionar encontros em redor da cultura, colocando os recursos e espaços naturais ao serviço das comunidades. Encontros dos artistas com as comunidades, dos residentes com os vizinhos ou com outros visitantes, da arte com o entretenimento e da cultura com a paisagem natural.

 

CAMINHOS DA PEDRA
12-14 / 18-21 OUTUBRO
Entroncamento
Ferreira do Zêzere
Ourém
Sardoal
Tomar
Torres Novas
Vila Nova da Barquinha

 

PROGRAMA
POR DIAS

DIA 12 (SEXTA)
09:30 Iria - percurso sonoro, Tiago Correia – percurso
Posto de Turismo - Mata dos Sete Montes, TOMAR

10:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Centro Escolar de Areias, F. ZÊZERE

10:30 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Parque Infantil, TOMAR

11:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Jardim José Pereira Caldas (Jardim da Aranha), ENTRONCAMENTO
Catabrisa, Companhia Instável - teatro
Bombeiros Municipais, SARDOAL

14:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Centro Escolar de F.Zêzere, F. ZÊZERE

Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Jardim José Pereira Caldas (Jardim da Aranha), ENTRONCAMENTO

Catabrisa, Companhia Instável - teatro
Bombeiros Municipais, SARDOAL

15:30 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Centro Escolar de F.Zêzere, F. ZÊZERE

17:30 Pedra a pedra, Ana Bento – percurso
Lg. do Pelourinho, SARDOAL

21:30 Lisboa String Trio – música
Centro Cultural_ENTRONCAMENTO

22:30 Lula Pena – música
Complexo Cultural da Levada, TOMAR
 

DIA 13 (SÁBADO)

09:30 Iria - percurso sonoro, Tiago Correia – percurso
Posto de Turismo - Mata dos Sete Montes, TOMAR

10:00 Crassh Babies 2.0, CRASSH - teatro
Centro Cultural, F. ZÊZERE

11:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua Complexo Cultural da Levada, TOMAR

Catabrisa, Companhia Instável - teatro
Bombeiros Municipais, SARDOAL

Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Jardim Afonso Serrão Lopes (Zona Verde), ENTRONCAMENTO

11:30 Crassh Babies 2.0, CRASSH - teatro
Centro Cultural, F. ZÊZERE

14:00 Catabrisa, Companhia Instável - teatro
Bombeiros Municipais, SARDOAL

15:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Parque Infantil, TOMAR

15:30 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Biblioteca Municipal, F. ZÊZERE

16:30 Iria - percurso sonoro, Tiago Correia – percurso
Posto de Turismo - Mata dos Sete Montes, TOMAR

17:00 Mulier, Maduixa – teatro de rua
Praça da República, TOMAR

21:30 Yann Lheureux, Flagrant Délire – teatro de rua
Praça Salgueiro Maia_ENTRONCAMENTO
Pedra a pedra, Ana Bento – percurso
Largo do Pelourinho, SARDOAL
 

DIA 14 (DOMINGO)
09:30 Iria - percurso sonoro, Tiago Correia – percurso
Posto de Turismo - Mata dos Sete Montes, TOMAR

11:00 Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Jardim do Mouchão, TOMAR

Bestiário à Solta, Histórias do Bestiário Tradicional Português – teatro de rua
Jardim José Pereira Caldas (Jardim da Aranha), ENTRONCAMENTO

11:30 Pedra a pedra, Ana Bento – percurso
Largo do Pelourinho, SARDOAL

16:00 Pedra a pedra, Ana Bento – percurso
Largo do Pelourinho, SARDOAL

16:30 Iria - percurso sonoro, Tiago Correia – percurso
Posto de Turismo - Mata dos Sete Montes, TOMAR

18:00 Mulier, Maduixa – teatro de rua
Praça Salgueiro Maia, ENTRONCAMENTO

21:30 Marta Pereira da Costa – música
Cineteatro Paraíso, TOMAR

***

DIA 18 (QUINTA)

14:00 De mapa na mão, BURILAR - percurso
Museu Municipal - Casa do Administrador, OURÉM

21:30 Se eu vivesse, tu morrias, Miguel Castro Caldas - teatro
Teatro Virgínia, TORRES NOVAS

DIA 19 (SEXTA)
10:00 De mapa na mão, BURILAR - percurso
Museu Municipal - Casa do Administrador, OURÉM

11:00 Gigante, La Pequeña Victoria Cen - circo contemporâneo
Escola Pedro Ferreiro, F.ZÊZERE

21:00 Gigante, La Pequeña Victoria Cen - circo contemporâneo
Largo 1º de Dezembro, VNBARQUINHA

21:30 SAVAR A.M., Erva Daninha – circo contemporâneo
Junta de Freguesia de Caxarias, OURÉM

21:30 La Negra – música
Centro Cultural Gil Vicente, SARDOAL

 

DIA 20 (SÁBADO)
10:30 Andão mortos por sima dos vivos, Francisco Goulão - percurso
Zona Ribeirinha - Lapas, TORRES NOVAS

11:00 De mapa na mão, BURILAR - percurso
Museu Municipal - Casa do Administrador, OURÉM

16:00 SAVAR A.M., Erva Daninha – circo contemporâneo
Praça 5 de Outubro, TORRES NOVAS

17:30 Andão mortos por sima dos vivos, Francisco Goulão - percurso
Zona Ribeirinha - Lapas, TORRES NOVAS

18:00 Marcha das Almas, Projeto Comunitário – música
Praça Luís Kondor - Fátima, OURÉM

21:30 Aurora, Mandrágora - teatro
Cineteatro Ivone Silva, F. ZÊZERE

22:00 Norberto Lobo Trio – música
Teatro Meia Via, TORRES NOVAS
 

DIA 21 (DOMINGO) 

10:30 Andão mortos por sima dos vivos, Francisco Goulão - percurso
Zona Ribeirinha - Lapas, TORRES NOVAS

11:00 De mapa na mão, BURILAR - percurso
Museu Municipal - Casa do Administrador, OURÉM

16:00 Senza – música
Exterior do Centro Cultural, SARDOAL

17:30 Andão mortos por sima dos vivos, Francisco Goulão - percurso
Zona Ribeirinha - Lapas, TORRES NOVAS

18:00 Marcha das Almas, Projeto Comunitário Voz à Solta – música
Largo 1º de Dezembro, VNBARQUINHA

21:30 Cristina Branco - música
Cineteatro Municipal, OURÉM

 

 

46e28101-952d-4fb6-8e47-6f774f52832d.jpg

 

LST - Lisboa String Trio

É nas cordas da guitarra de José Peixoto, do contrabaixo de Carlos Barretto e da guitarra portuguesa de Bernardo Couto que os LST - Lisboa String Trio levam o público numa viagem alucinante pelas ruas da capital portuguesa. Mas não é só de caminhos pelas pedras da calçada que são feitos os trilhos sonoros deste trio instrumental. A sonoridade dos LST é um fenómeno onde entroncam Portugal, a Península Ibérica de hoje e a da época Medieval, podendo escutar-se até laivos de jazz entre sonoridades mais próximas do fado. Uma viagem imperdível com partida e chegada no Centro Cultural do Entroncamento.

 

ff2313b9-a104-4c3e-92f6-6260f174f2b5.jpg

 

Lula Pena

Ao terceiro disco, Lula Pena mostra o Archivo Pittoresco que a tem inspirado desde que em 2010 lançara Troubadour. Por entre as pinceladas de guitarra que dão a pulsação a uma forma distinta de interpretar, a artista vagueia pelo português, francês, espanhol e inglês. Mas também pelo grego, para nos lembrar que por mais diversos que sejam os caminhos que percorremos desde então, é na cultura helénica que encontramos a pedra basilar do léxico português. Pes mou mia lexi foi o single de estreia. Diga-me uma palavra. Será através da música e da palavra de Lula Pena que este ciclo começa a ganhar forma, no Complexo Cultural da Levada, em Tomar.

 

 

038a9df2-73db-4e11-b72d-fa630e50d13f.png

 

La Negra

Com percurso firmado como atriz, o mais recente trilho criativo de Sara Ribeiro conduziu-a à música, sob a pele de La Negra. O projeto surge do encontro entre as luzes e as sombras da multifacetada artista e acende os fantasmas que lhe habitam o imaginário. Histórias de personagens femininas ganham vida e gravitam na atmosfera dos ritmos criados pelos teclados mágicos e a bateria pungente acompanham a voz densa de La Negra. Neste caminho onde parece estar de pedra e cal, Sofia Ribeiro afirma aspirar apenas a criar um momento de beleza, uma ambição para comprovar no Sardoal.

 

a44b7740-a4d2-4c74-ba2e-cf475363ff99.jpg

Norberto Lobo

Depois de esculpido em 2017, o mais recente álbum de Norberto Lobo deixou um rasto luminoso no caminho que o levou a entrar na atmosfera da visibilidade do público. Surgiu como Estrela ascendente que depressa se fixou no firmamento. No Teatro Meia Via, em Torres Novas, espera-se mais um momento de brilho intenso. Uma oportunidade para contemplar o Universo que tem a guitarra de Norberto Lobo como astro-rei, e o violoncelo de Ricardo Jacinto e a bateria de Marco Franco a gravitarem na sua órbita. Um ambiente de mistério para ser admirado na plenitude.

 

92d557f5-b809-4ddc-844e-b710b3286c01.jpg

 

Senza

Pedras no Caminho? Guardamos todas, um dia vamos construir um CD. Podia ter sido qualquer coisa assim que pensaram Catarina Duarte e Nuno Caldeira quando decidiram fazer música inspirados pelas suas viagens. Os Senza nasceram das experiências e memórias que a dupla trouxe na bagagem de uma viagem pelo sudeste asiático, e que resultou no primeiro álbum – Praia da Independência. E depois da bonança trazida por esses postais cantados e envolvidos em música de fusão lusófona, este ano chegou Antes da Monção, com os Senza a apresentarem as paisagens sonoras de uma outra viagem, desta vez à Índia. Será o Sardoal inspiração para uma nova expedição musical?

 

c469f2fd-288b-4aa3-af90-755239751559.jpg

 

Cristina Branco

Menina foi a pedra angular na mudança de caminho da música de Cristina Branco. O álbum de 2016 tem nele os fundamentos para a construção de uma artista que agora se mostra em pleno com as múltiplas cores que encontramos em Branco. Com ele, a cantora diz sentir-se livre e completamente dona da sua música. A sorte de todos nós é que Cristina Branco é uma dona pouco possessiva com algo que se tornou património do mundo. E é todo esse tesouro que Cristina Branco vai partilhar no Cineteatro Municipal de Ourém, cabendo-lhe a responsabilidade de colocar uma Pedra sobre este Caminhos.

 

 

73822542-2f4c-4a28-850e-59bfb3a90091.jpeg

 

Marta Pereira da Costa

O caminho musical explorado por Marta Pereira da Costa funcionou quase como uma pedrada no charco no panorama musical. Emergindo no mundo da guitarra portuguesa, que parecia restrito a homens, a guitarrista conferiu uma nova sensibilidade e estética feminina ao objeto que transporta o som de Portugal. E foi sem surpresa que recebeu da Fundação Amália o Prémio Instrumentista, em 2014. Em palco, Uma Mulher, Uma Guitarra e todo o coração de quem fez do instrumento o prolongamento da alma, no que promete ser um momento irrepetível. Tudo para contemplar no Cineteatro Paraíso.

 

601b67a4-f2c5-4750-ae56-fbfad7f743bc.jpg

 

Projeto comunitário Voz à solta

É com a Marcha das Almas que o projeto Voz à Solta lança a primeira pedra e se faz de imediato ao caminho. Sob a batuta de Rui Souza, compositor e performer que idealizou este projeto, as gentes dos municípios de Ourém e Vila Nova da Barquinha vão dar o corpo - e, sobretudo a voz -, a uma criação que vai percorrer as ruas das alegrias e dos tormentos, do pão, do vinho, do trabalho no campo, da fome e da abundância, da voz, do grito e do silêncio. Uma procissão em que se aclama a identidade de cada um, projetando uma maior identidade coletiva para perceber qual o nosso exato tamanho.

 

TEATRO

 

694b34be-a89d-4e49-933e-ff99863327c7.jpg

Companhia Instável - Catabrisa

Foi da força do vento - o mesmo que espalha sementes e planta pelo caminho a vontade de mudar o mundo – que nasceu o mote para que um menino parta em busca das maiores aventuras que podem existir. Movido pela curiosidade do desejo, do espanto e da invenção, o protagonista do espetáculo trazido à pedra pela Companhia Instável vai à conquista do mundo, num jogo entre texto, ilustração, luz e sombra. Catabrisa, um espaço de ideias em forma de sensação, vai esvoaçar pelos ventos do Entroncamento e de Sardoal.

 

a419b102-5e40-41b6-992f-a9cfd545a114.jpeg

 

CRASSH - Crassh Babies 2.0

Palhaços que inventam figuras em balões? Isso parece uma coisa da idade da Pedra. Hoje, o caminho é outro. Pelo menos, é isso que defendem os Crassh Babies num espetáculo para toda a família em que combinam percussão, movimento e comédia visual. Em tudo, buscam o som para encontrar as reações do seu público. Uma forma educativa de olhar para a música não como arte, mas como o caminho para o desenvolvimento dos mais pequenos. Porque até os bebés têm uma crush pelos sons, algo para comprovar no Centro Cultural de Ferreira do Zêzere.

 

 

2ac5af06-dfec-4529-8f55-f03488ef9c3e.jpg

 

Cia Maduixa - Mulier

O direito de as mulheres poderem mostrar o seu lado instintivo mais selvagem e livre não pode ser decidido na aleatoriedade de um pedra, papel ou tesoura. Em Mulier, a companhia espanhola Maduixa atira a primeira pedra, embrulha os preconceitos e recorta-os de cena. Num multipremiado espetáculo de dança em espaço público, cinco performers femininas elevam-se para homenagear todas as mulheres que durante séculos foram oprimidas e lutaram para viver o seu lado mais selvagem, dançando e correndo livres. E que melhores espaços para exaltar a Liberdade, nesta estreia nacional, do que as Praças da República em Tomar e a Salgueiro Maia, no Entroncamento?

 

874d19f3-4c3c-4a01-a08b-c917280f5022.jpg

 

Miguel Castro Caldas - Se eu vivesse, tu morrias

Palavra fora da boca é pedra fora da mão. Mas e se lhe trocarmos as voltas e pelo caminho inscrevermos as palavras num livro? Se eu vivesse, tu morrias. E neste espetáculo concebido por Miguel Castro Caldas, Lígia Soares e Filipe Pinto, todos vivem. Todos morrem. E no fim, apenas sobrevive a palavra escrita, que viveu antes na boca dos personagens e promete não ser apagada da memória de quem vê o espetáculo. É essa a proposta feita ao público que for ao Teatro Virgínia conhecer a peça que recebeu o prémio SPA 2017 para melhor Texto Português representado.

 

2332d1a8-fb21-443a-9fe3-7fde8e71a9e8.jpg

 

Mandrágora - Aurora

Aurora é o mais recente espetáculo que a companhia Mandrágora traz à luz e que pretende ir à (re)descoberta da natureza, das tradições e das raízes do Parque Nacional da Peneda Gerês. Essa é a essência que guia um espetáculo que tem associada a preocupação com a preservação da Natureza e alerta para o caminho que está a ser feito gradualmente do espaço natural para o citadino. Na leveza de uma peça de teatro de marionetas que vai flutuar no palco do Cineteatro Ivone Silva, em Ferreira do Zêzere, pretende lançar-se uma nova primeira pedra na consciência ambiental de todos.

 

 

TEATRO DE RUA

35b9b7e0-2c39-42eb-b45c-44e3a463d546.jpg

Yann Lheureux - Flagrant Délire

Algures entre o século XVII e o XVIII, uma maçã ajudou Newton a contrariar o conhecimento vigente, inscrevendo o nome na criação da Lei da Gravidade. Acontece que, qual Ícaro, num delírio flagrante, a companhia francesa Yann Lheureux decidiu, agora, desafiar esse conceito. Entre saltos, voos e quedas coordenadas num cenário com múltiplas dimensões, um performer mergulha na génese das suas dúvidas e convicções, criando a vertigem de um espetáculo que, pelo caminho, promete fazer estremecer as pedras da calçada da Praça Salgueiro Maia. Flagrant Délire, um fenómeno com estreia nacional no Entroncamento.

 

e59bacde-677c-4e27-8a18-bbf976bc653d.jpg

Yann Lheureux - Flagrant Délire

Algures entre o século XVII e o XVIII, uma maçã ajudou Newton a contrariar o conhecimento vigente, inscrevendo o nome na criação da Lei da Gravidade. Acontece que, qual Ícaro, num delírio flagrante, a companhia francesa Yann Lheureux decidiu, agora, desafiar esse conceito. Entre saltos, voos e quedas coordenadas num cenário com múltiplas dimensões, um performer mergulha na génese das suas dúvidas e convicções, criando a vertigem de um espetáculo que, pelo caminho, promete fazer estremecer as pedras da calçada da Praça Salgueiro Maia. Flagrant Délire, um fenómeno com estreia nacional no Entroncamento.

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.