Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

CDMG | Memória, Arquitetura e Têxtil em foco na Casa da Memória no mês de maio

image003.jpg

 

Visitas, oficinas, exposições e conversas preenchem programação deste mês na Casa da Memória de Guimarães

A programação regular da Casa da Memória de Guimarães (CDMG) volta a propor as já habituais e participadas atividades que reúnem naquele espaço o público mais diverso para explorar e partilhar uma memória que se quer construída em conjunto. Este mês, o Guia de Visita está marcado para o dia 06, às 17h00, e está a cargo dos arquitetos Maria Manuel Oliveira e João Pereira Silva. O Domingos em Casa acontece no dia 21, às 11h00, sob o mote Tabula Rasa. Em maio, há também uma conversa, no dia 11, às 21h00, com foco no tema “Têxtil: A Memória do Futuro”. Esta atividade inicia um ciclo de quatro sessões que decorrem no âmbito do programa doutoral em História das Ciências e Educação Científica do Centro de Física da Universidade de Coimbra. De recordar que continua patente na Casa a exposição temporária “Memento (Lembra-te)”, para além da exposição permanente “Território e Comunidade”.

 

Em maio, o Guia de Visita da Casa da Memória acontece no dia 06, às 17h00, com Maria Manuel Oliveira e João Pereira Silva, arquitetos que foram desafiados a pensar e projetar uma mesa-memória para o Repositório da CDMG, uma mesa que simbolize a memória da casa e que seja também lugar de conversas e trabalhos memoráveis e memorizáveis. A proposta foi feita pela CDMG ao Centro de Estudos de Arquitetura da Universidade do Minho e o resultado chega pela mão dos arquitetos presentes: várias madeiras, de vários tempos e lugares, unem-se num círculo imperfeito e aberto, tal como a memória. A apresentação e explicação da mesa do Repositório da CDMG é o tema central desta visita guiada pelos seus autores.

 

No dia 11, às 21h00, a Casa da Memória abre-se para uma conversa com José Lopes Cordeiro e Francisco Brito em torno do tema “Têxtil: A Memória do Futuro”. A história da indústria têxtil instalada em Guimarães cruza-se com a ciência e a tecnologia. Este é o primeiro evento de um ciclo de conversas que ocorre no âmbito de um projeto de doutoramento a decorrer na Universidade de Coimbra, em que se procura o fio da história. Esta é a primeira de quatro sessões que contarão com a participação de historiadores, cientistas, empresários e outros convidados para abordar vários temas, desafiando a comunidade a participar ativamente para ajudar a (re)construir a memória coletiva da cidade industrial e têxtil através dos tempos.

 

O Domingos em Casa repete-se no penúltimo domingo do mês, desta vez sob o mote Tabula Rasa. No dia 21, às 11h00, a Casa da Memória propõe criar uma superfície plana e vazia, uma nova Guimarães. Nas ruas deste lugar utópico, vamo-nos reconhecer a nós próprios; e as imagens que veremos nas calçadas e nas fachadas das casas que construiremos serão os reflexos daquilo que nos lembramos.

 

Para além da exposição permanente da Casa da Memória, recordamos que poderá ainda visitar a exposição temporária “Memento (Lembra-te)” que reúne um conjunto de objetos e imagens provenientes de coleções particulares, onde se propõe recuar às primeiras décadas do século XX em Guimarães – a um tempo em que o mundo de trabalho estava em profunda transformação e o papel reivindicativo do operariado, embora timidamente, já se fazia sentir.

 

A Casa da Memória encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação da CDMG pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.