Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

CDMG | Novembro é prenúncio de nova exposição, visitas, conversas e oficina alusiva às Nicolinas na Casa da Memória de Guimarães

canvas.png

 

 

O mês de novembro reserva especiais novidades na Casa da Memória de Guimarães (CDMG). Logo no dia 04, às 16h00, a Casa abre portas para nos desvendar uma mostra fascinante, preservada por um dedicado colecionador vimaranense. “Raimundo Fernandes, Um Colecionador de Guimarães” é o título desta mostra programada no âmbito do ciclo de exposições temporárias “Memento”, cuja primeira edição (“Jantar de Domingo à Tarde”) terminou em finais de outubro. No dia da inauguração da sua exposição, Raimundo Fernandes será igualmente o protagonista do Guia de Visita deste mês. No dia 10, a Casa da Memória acolhe uma nova sessão no âmbito do ciclo de conversas “Têxtil: A Memória do Futuro”, e a fechar a programação, no dia 19, o Domingos em Casa propõe uma oficina de construção de instrumentos de percussão com materiais inusitados, numa alusão ao Pinheiro, número que abre as tradicionais Festas Nicolinas.

 

No primeiro sábado do mês, dia 04, às 16h00, a CDMG dá a conhecer, em primeira mão, a exposição “Raimundo Fernandes, Um Colecionador de Guimarães”. Ao longo de toda a sua vida, Raimundo Fernandes colecionou centenas de objetos ligados a Guimarães e à sua região. Acumulou moedas, pintura, escultura, fotografia, medalhística e demais artefactos de temática vimaranense, com especial incidência na figura de Afonso Henriques. Este é o momento em que o espólio de Raimundo Fernandes – ou melhor, parte dele – se mostra e partilha nesta mesma forma e condição, um gabinete de curiosidades onde cabe Guimarães, em si e no mundo, uma causa persistente, obsessiva e memorialista: um atlas de todas as coisas Guimarães. A exposição tem entrada livre e ficará patente na Casa da Memória até 04 de março de 2018.

 

No mesmo dia, às 16h00, coincidindo com a inauguração da sua exposição, a Casa da Memória convida Raimundo Fernandes para ser o Guia de Visita do mês de novembro. Nascido em Guimarães, em 1943, Raimundo Fernandes, profissional do setor têxtil, é um colecionador de referência de Guimarães. Em dia de inauguração do “Memento – Raimundo Fernandes, Um Colecionador de Guimarães” – que melhor Guia de Visita que não o próprio colecionador: da exposição “Território e Comunidade” para o seu próprio (e espantoso) gabinete de curiosidades, Raimundo Fernandes partilhará e explicará as suas memórias de colecionador e vimaranensista.

 

No dia 10, às 21h30, terá lugar uma nova conversa inserida no ciclo “Têxtil: A Memória do Futuro”. Para trás ficam as memórias da Revolução Industrial do séc. XIX e as lembranças mais recentes do Estado Novo – e a sua relação com a indústria – para se embarcar numa nova etapa deste conjunto de conversas. É chegado o tempo em que ciência e técnica penetram naturalmente na indústria. Socialmente, a cultura científica e tecnológica, bem como a sensibilização para a ciência são ainda insuficientes. Num mundo em transformação política, económica, a queda de muros, o mercado global e o aparecimento de novas moedas, transformou um paradigma com décadas de existência. E a mudança repercutiu-se numa crise sem paralelo. É o tempo dos paradoxos: as grandes fábricas encerram, milhares de operários ficam desempregados, inicia-se o processo de desindustrialização e desmantelamento. Uma parte da história começa a apagar-se da memória daqueles que a viveram. Ao mesmo tempo, surgem novas universidades e o mundo parece oferecer oportunidades de mudança com a ciência e tecnologia no centro desta nova era. Nesta sessão vai tentar perceber-se de que forma a indústria têxtil se tornou uma espécie de Fénix.

 

No penúltimo domingo do mês, 19 de novembro, às 11h00, uma das oficinas previstas na mediação da Casa da Memória abre-se ao público geral. Em mês de Festas Nicolinas, o Domingos em Casa convida os participantes a replicar o ritmo e som de uma caixa. Vão-se construir instrumentos de percussão com materiais inusitados e experimentar ritmos com as mãos, com os pés e com a boca. Esta atividade carece de inscrição até ao dia 16 de novembro, através do telefone 253 424 716 ou do e-mail casadamemoria@aoficina.pt.

 

A Casa da Memória encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.