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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Cendrev | 2016 em revista | Janeiro

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Esta é a altura em que olhamos para trás. Que nos debruçamos sobre os feitos do ano que passou, avaliamos e principalmente projectamos um novo ano. Os números falam por si, as acções falam por nós. O Cendrev segue firme nos seus propósitos.


BALANÇO DE ACTIVIDADES 2016

Apesar das enormes dificuldades por que tem passado nos últimos anos, o Cendrev tem resistido às adversidades e vai cumprindo paulatinamente a missão de serviço público que sempre orientou o trabalho que tem realizado na cidade, na relação sistemática com os públicos escolares e através da regular circulação de espectáculos na região que elegeu como o principal espaço de intervenção da companhia, mas também em todo o território nacional e no estrangeiro, dando forma ao projecto que abraçou desde a sua criação em Janeiro de 1975.

O Cendrev assumiu igualmente a gestão e parte da programação deste magnífico teatro centenário que é uma referência incontornável no panorama dos teatros históricos em toda a Europa. Tem contribuído para a preservação da memória teatral da cidade onde Gil Vicente estreou alguns dos seus autos, dramaturgia que a companhia continua hoje a apresentar e o ano de 2016 ficará naturalmente marcado pela montagem de “Embarcação do Inferno” realizada em co-produção com A Escola da Noite. A intervenção na salvaguarda e divulgação dos Bonecos de Santo Aleixo é também uma importante componente do trabalho da companhia, trabalho que deu origem à realização da BIME-Bienal Internacional de Marionetas de Évora, cuja primeira edição aconteceu em 1987 e a 14ª não aconteceu em 2015 por falta do necessário financiamento.

O Cendrev é um colectivo teatral que, ano após ano, tem correspondido a muitos desafios colocando sempre a acção cultural e a sua fruição pública como condições necessárias ao desenvolvimento da sociedade. Esta responsabilidade traduz-se num quadro de actividades que deve ser do conhecimento público, daí os números que mais uma vez se apresentam, agora relativos a 2016. O Cendrev realizou 137 sessões que tiveram o envolvimento de 9.659 espectadores, este conjunto de sessões foram concretizadas com os espectáculos “ÑAQUE, ou sobre piolhos e actores” de José Sanchis Sinisterra, “Embarcação do Inferno” de Gil Vicente, “Antes de Começar” de Almada Negreiros, “Estes Autos Que Ora Vereis” textos de Gil Vicente, “Purgatório” de Abel Neves e Bonecos de Santo Aleixo. Deste conjunto de sessões, 55 foram realizadas em Évora e 82 em digressão que levaram o Cendrev a Alandroal, Arraiolos, Campo Benfeito (Castro Daire), Coimbra, Azaruja, Borba, Castro Verde, Graça do Divor, N.ª Sr.ª de Machede, São Manços, São Sebastião da Giesteira, Sevilha (Espanha), Valverde, Vendas Novas, Cáceres (Espanha), Los Santos de Maimona (Espanha), São Miguel de Machede, Torre de Coelheiros, Serpa, Silves, Covilhã, Vendas Novas, Lisboa, Zamora, Arenas de San Pedro (Espanha), Burgos (Espanha), Segóvia (Espanha), Zaragoza (Espanha), Santana do Campo, São Pedro da Gafanhoeira, Covilhã, Aldeia de Pias, Estremoz, Braga e Leiria.

O Cendrev acolheu no âmbito do programa Marionetas e Património as companhias Alex Barti, Mamulengo Capiroto, Companhia La Estrella, Companhia Bululu Thèâtre, Companhia David Zuazola e Delphim Miranda que realizaram 42 sessões em diferentes espaços da cidade, a que assistiram 3.191 espectadores.

O Cendrev acolheu em regime de intercâmbio as companhias: Teatro do Montemuro, Peripécia Teatro, ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, A Escola da Noite, Teatro das Beiras, Companhia de Teatro de Braga, Baal17, Al Teatro de Silves, Teatro Guirigai (Espanha), Karlik Danza Teatro (Espanha), Teatro La Fundicion (Espanha), Tranvía Teatro (Espanha), realizando 21 sessões a que assistiram 957 espectadores.

No Teatro Garcia de Resende realizaram-se ainda mais 69 sessões da programação organizada com a Câmara Municipal, a que assistiram 6.527 espectadores. O Cendrev garantiu ainda a concretização de 24 visitas guiadas ao TGR nas quais participaram 596 pessoas e o acolhimento de 9 alunos em estágio do Curso Vocacional do 9.º ano da Escola Secundária André de Gouveia.
Para concretizar todo este programa de trabalho contámos, além das equipas do Cendrev, com a participação de muitos colaboradores externos e com a parceria e o apoio da Câmara Municipal de Évora na programação do TGR e na viabilização, em conjunto com as juntas de freguesia, de programas de acção no concelho de Évora, o financiamento da DGArtes e a colaboração da Biblioteca Pública de Évora. 

Criámos legítimas expectativas com as mudanças na administração do Estado para reverter a degradante situação dos trabalhadores da cultura, mas anuncia-se mais um ano sem sinais de correção desta injustiça.


AINDA EM JANEIRO

“Embarcação do Inferno”
uma co-Produção Centro Dramático de Évora e A Escola da Noite


A barca não pára, a barca segue! 
Continuamos a levar esta magnífica peça de Gil Vicente, a todo o país. Convidamos a que se juntem a nós, neste retrato da sociedade que continua tão actual como há cinco séculos.
À barca, à barca, senhores!


 Saiba mais aqui. 

Próximas datas:

 Teatro Aveirense 
 Dias 19 e 20 – às 10h30 e às 14h30 (sessões para grupos escolares)
 

 Teatro Sá de Miranda – Viana do Castelo 
 Dia 26 – às 11h00 e às 15h00 (sessões para grupos escolares) 
 Dia 27 – às 15h00 (sessão para grupos escolares) e às 21h30 
 Dia 28 – às 21h30 


Ficha Técnica 
Texto Gil Vicente | Encenação António Augusto Barros e José Russo | Interpretação Ana Meira, Igor Lebreaud, Jorge Baião, José Russo, Maria João Robalo, Miguel Magalhães, Rosário Gonzaga, Rui Nuno | Cenografia João Mendes Ribeiro, Luísa Bebiano | Figurinos, bonecos e imagem gráfica Ana Rosa Assunção | Música Luís Pedro Madeira | Desenho de luz António Rebocho | Consultadoria científica José Augusto Cardoso Bernardes | Consultadoria de esgrima Henrique Guerra | Assistência de encenação Sofia Lobo | Direcção de montagem António Rebocho, Rui Valente | Operação de luz e som António Rebocho, José Diogo | Direcção de cena Miguel Magalhães | Fotografia Paulo Nuno Silva | Construção e montagem de cenário António Rebocho, Carlos Figueiredo, Paulo Carocho, Tomé Antas, Tomé Baixinho | Execução de figurinos Maria do Céu Simões | Produção executiva e secretariado Ana Duarte, Cláudia Silvano, Pedro Rodrigues | Comunicação e colocação de espectáculos Alexandra Mariano, José Neto, Pedro Rodrigues | Duração 60’ | Público M12