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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

CENDREV ACOLHE TEATRO DAS BEIRAS| 18 DE JULHO| 22h00| LARGO CHÃO DAS COVAS| ESPECTÁCULO "LOA, XÁCARA E BUGIGANGA"

TEATRO DAS BEIRAS

“LOA, XÁCARA E BUGIGANGA”

18 de Julho (sábado), às 22h00

Largo Chão das Covas, Évora

 

Calderón de la Barca

 

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Um teatro de todos os tempos.

A extensa obra teatral de Calderón de la Barca (1600-1681) é um legado cultural inalienável da humanidade e constitui ainda hoje um “material“ cénico motivador e inspirador, ocupando permanentemente um espaço peculiar na criação teatral contemporânea.

Calderón é seguramente um dos dramaturgos do Século de Ouro espanhol que mais destacadamente influenciou e contribuiu para a edificação da cultura europeia. Os géneros “maiores” como os dramas de honra ou os autos sacramentais, não ocultam a identificação deste genial dramaturgo com o chamado “teatro menor” ou “teatro breve”, donde retirámos os textos que estruturam este espectáculo; “As carnavalescas” e “As visões da morte”.

O teatro como festa, a “irracionalidade abstracta” onde o caracter sério das comédias mitológicas e autos sacramentais contrastam com a escrita de um teatro social, habitado por personagens do tipo popular que povoam as loas, xácaras e entremezes.

A festa burlesca, o riso, a censura, o mundo ao contrário, os rituais carnavalescos nos limites da transgressão; o teatro por dentro do teatro. 

 

Este espectáculo é organizado a partir de excertos de autos sacramentais onde se vislumbram reminiscências da obra vicentina, mas sobretudo em torno da “Mojiganga las visiones de la muerte”, onde Calderon demonstra uma grande capacidade de desafiar as convenções pondo em causa o carácter e género “elevado” das suas próprias obras.

 

Será sonho ou realidade? O quixotesco sonho tomado por verdade é aqui uma apropriada metáfora sobre a condição humana propondo ao espectador uma aproximação à reflexão sobre a vida e a morte. “La vida humana como  un teatro donde cada persona representa un papel” . 

 

Encenação:  Gil Salgueiro Nave| Tradução: Luís Nogueira | Cenografia e figurinos: Luís Mouro | Interpretação: Adriana Pais, Marco Ferreira, Pedro Damião, Silvano Magalhães e Sónia Botelho|

Organização: Cendrev, no âmbito da programação do Circuito Ibérico de Artes Cénicas e da rede das Companhias da Descentralização

Apoio: Câmara Municipal de Évora