Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

coletivo das "Mulheres com Arte" para a exposição do Castelo de Pirescouxe

folheto da EXPOSIÇÃO MULHERES COM ARTE..jpg

No dia 04 de junho 2022 inaugura a exposição das “MULHERES COM ARTE no Castelo de Pirescouxe, em Santa Iria da Azóia. 

O Castelo de Pirescoxe, localiza-se na povoação de Pirescoxe, na freguesia de Santa Iria de Azoia, concelho de Loures. A mansão senhorial, acastelada, foi erguida num ponto alto com vista privilegiada sobre o Rio Tejo no século XV. O Castelo, que serviu de residência a vários nobres ao longo da sua vida e que conheceu um processo de degradação, em 2001, por iniciativa da Câmara Municipal de Loures, com a colaboração do IPPAR, foi reabilitado e assumiu novas funções. Hoje, no espaço, funciona um auditório, ao ar livre, para eventos culturais, uma cafetaria, galeria de artes plásticas, sala multiuso, além de uma área envolvente, ajardinada.

Período da exposição:

A exposição estará patente na Galeria Municipal do Castelo de Pirescouxe até dia 20/08/2022. De terça a sábado - das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00 horas. A inauguração será às 17:00 h de 04 de junho.

Entrada gratuita.

 

Sobre o coletivo "Mulheres com Arte":

 

O coletivo “Mulheres com Arte”, surgiu no final de 2017 na Galeria Beltrão em virtude de ser o local onde todos os seus elementos se cruzaram e se conheceram.  O convite para formar o grupo foi feito pela Ildebranda Martins, que trabalha na Galeria como curadora e que, acabou por ser o elemento mais  comum entre todas as partes envolvidas.  Entre algumas já havia uma relação de amizade antiga e entre outras havia apenas cumprimentos formais e noções  gerais do trabalho artístico desenvolvido por cada uma.

A constituição do coletivo atual  é a seguinte: Alice Diniz, Armanda Alves, Clara Ribeiro, Geny Pitta, Ildebranda Martins, Margarida Marcelino. 

Cada uma representa uma forma diferente de fazer arte. A Alice Diniz, apresenta-se com cerâmica escultórica, a Ildebranda Martins, com instalações em manequins e colagens s/telas, a Armanda Alves com pintura s/tela de influências africanas, a Clara Ribeiro com escultura em pedra de tendências minimalistas, a Geny Pitta com pintura, principalmente de influências orientais, colagens s/telas  e também  instalações,  a Margarida Marcelino com Bijuteria artesanal de autor e com pintura s/tela de tendências figurativas, mas ligadas à mitologia.

Em 2018 o coletivo expôs no Centro Cultural Malaposta, em Odivelas, na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa,  na galeria de arte da Casa Pia em Belém-Lisboa e  em 2019 no Palácio Baldaya em Benfica-Lisboa.  Embora nenhuma dos membros da equipa tenha abdicado dos seus percursos artísticos individuais, nunca desistiram do projeto e em 2020, devido às condições não serem  favoráveis a exposições presenciais o coletivo  aceitou a proposta da C. Municipal de Loures para a realização de uma exposição coletiva virtual.

 

 

Título: Arte, a força da paz

Não há tema mais adequado do que o que atribuímos à nossa exposição “arte, a força da paz”.  Depois de dois anos de pandemia e de crise econômica, em que tivemos condições para refletir coletivamente sobre a relação que temos, não só uns com os outros, mas com outros seres que partilham a mesma casa, o Planeta Terra, surge a Guerra e as atrocidades a ela associada.  Os mais conscientes, os mais universalistas, os maiores portadores de dores coletivas e de uma visão mais alargada dos horizontes mais longínquos e aparentemente menos óbvios, onde por norma, se destacam os artistas,  iniciaram uma reflexão profunda sobre a fragilidade da vida, as incertezas causadas por um vírus que provavelmente  geramos, mesmo que não de uma forma consciente e artificial, mas naturalmente  através da pressão que exercemos na mãe natureza e com ações megalómanas de mentes dementes, mas insuportavelmente  poderosas.  A verdadeira Arte pode até ser decorativa, mas o seu objetivo deve ser a de despertar consciências, procurar ajudar a produzir pensamentos sobre o que nos rodeia e que nos atinge, mesmo que indiretamente, auxiliar na formação de opiniões e ideias. Neste caos a arte também conforta e transmite esperança. Viva a arte.

Texto de Ildebranda Martins para o tema da exposição das  "Mulheres com Arte" em Santa Iria

 

Nota motivacional da Alice Diniz para a Exposição

"Nestes tempos de mudança, criar é conectar com o centro da criatividade universal. Encontrar um equilíbrio entre o exterior da toxicidade informativa e o silêncio do interior, ali onde o ritmo é outro e o processo da obra nasce.

O que me move

Através do barro e da cerâmica, vivo uma experiência importante onde o maior prazer está na descoberta, de materiais, de técnicas e de mim mesma neste contacto.

As obras que surgem dos meus trabalhos, são reflexos das minhas emoções e pesquisas. Procuro o equilíbrio no espaço que me envolve, é nesse equilíbrio que está a força e sucesso da peça, pois não depende unicamente da habilidade com que as faço, mas principalmente da ideia transformada pela sensibilidade.

Crio obras, para fazerem parte dos nossos dias, com as quais criamos uma ligação de uso e de cumplicidade, peças que se adaptam aos nossos gestos e que aos poucos fazem parte das nossas vidas.

A todos estes momentos de criação e prazer, satisfação e cumplicidade eu dedico o meu trabalho..."

Alice Diniz

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.