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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Conversas de Ponta - Setúbal - 13 de Janeiro

 

Ciclo de Debates
 
Título – Reconhecimento e Justiça Ambiental

Conferencista – Carla Gomes 

Moderação – João Paulo Maia
 
Casa da Cultura de Setúbal
Rua Detrás da Guarda (junto à Praça do Bocage)
13 de Janeiro (sábado), 15h00

Resumo: 
A minha liberdade deve acabar onde começa a do outro. É um princípio que, à partida, parece simples. Mas que é posto à prova no momento em que diferentes outros, e as suas formas de estar no mundo, entram em conflito num mesmo território temporal e espacial. No fim de contas, a minha liberdade não existe num vácuo. Ela inscreve-se fisicamente na história, nas minhas interações sociais, numa paisagem. 
Não será por acaso que o conceito de reconhecimento – de outras identidades, valores e culturas - tem vindo a emergir no estudo da justiça ambiental. Diferentes conhecimentos ecológicos, formas de nos relacionarmos com o ambiente e de gerirmos os seus recursos, têm vindo a entrar em conflito no contexto dos ‘problemas ambientais globais’, da crise alimentar às alterações climáticas. 
Não foi preciso muito tempo para que os padrões de consumo dos chamados países ‘desenvolvidos’ desequilibrassem perigosamente o clima e os recursos disponíveis no planeta. Os mais vulneráveis à crise ambiental global são precisamente, por múltiplas razões, os países mais pobres do ‘Sul Global’. Mesmo a procura de soluções – como a produção de biocombustíveis – acaba por aumentar a pressão sobre uma terra cada vez mais escassa. Por todo o mundo, surgem movimentos em defesa da justiça alimentar e climática, pela proteção das terras indígenas e dos modos de vida das populações rurais.
Nesta conferência, partindo do meu recente trabalho de campo entre os agricultores de Moçambique, proponho-vos uma reflexão sobre o papel do reconhecimento em prol de uma melhor justiça social e ambiental.

Nota biográfica: Carla Gomes iniciou a carreira como jornalista, dedicando-se sobretudo à área do ambiente. Fez na Universidade de Aveiro o Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais. Uma aventura que a levou até Cabo Verde e culminou na publicação do livro “Alterações Climáticas e Desenvolvimento Limpo”, premiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Quando deu por si era uma ‘cientista social ambiental’. Tem-se dedicado ao estudo das alterações climáticas, sustentabilidade e desenvolvimento, sobretudo em África. Acaba de concluir um doutoramento em Desenvolvimento Internacional, pelas Universidades de Lisboa e de East Anglia (Reino Unido), com uma tese sobre os camponeses do Norte de Moçambique.

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