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Cultura de Borla

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Crime + Investigation™ estreia especial A Rapariga na Caixa

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Foi em 1977, quando tinha apenas 20 anos de idade, que Colleen Stan, mais conhecida como “A Rapariga na caixa”, foi raptada e torturada por Janice Hooker e pelo marido Cameron Hooker. Durante 7 longos anos, esteve 23h por dia presa numa caixa da dimensão de um caixão, passando por um sofrimento que a marcou para sempre.

É em dois episódios especiais, no canal Crime + Investigation™, sábado dia 4 e 11 de março, pelas 23h, que Stan testemunha o terror que experienciou.

A jovem Colleen Stan estava a fazer o percurso da sua casa em Eugene, estado do Oregon, para a festa de aniversário de um amigo. Não tendo carro, Colleen decidiu pedir boleia, algo que já tinha feito bastantes vezes. Chegou a rejeitar algumas ofertas nesse dia para garantir a boleia o mais segura possível. Quando um jovem casal – Cameron e Janice Hooker – pararam para lhe oferecer boleia na sua carrinha azul, Colleen sentiu-se segura principalmente porque tinham um bebé com eles. Infelizmente, esteva enganada. Após meia hora de viagem Cameron Hooker deixou a estrada e virou para uma via secundária. Foi onde Colleen foi ameaçada com uma faca, amordaçada, amarrada e colocada numa caixa de madeira.

Colleen foi violada e torturada pelos Hooker. Foi desumanizada, recebeu o nome de “K” e forçada a referir-se aos captores apenas como “Amos”. Foi submetida a lavagens cerebrais para acreditar que uma organização poderosa chamada “A Companhia” estava por trás do seu rapto e não apenas os  Hooker e Colleen foi aterrorizada até concordar. Se tentasse escapar “A Companhia” faria coisas muito piores do que as que os Hooker já tinham feito. Em 1978 Colleen assinou um “contrato” que deveria mostrar que ela se tinha vendido ao casal Hooker.

Após a assinatura do suposto contrato, a Colleen foi-lhe permitida alguma liberdade e o seu medo da  “Companhia” mantinha-a submissa e próxima dos Hooker. Permitiram-lhe sair para correr, trabalhar no quintal e tomar conta das crianças da família, mas apesar disso Colleen continuou a não fazer tentativas de fuga nem contactar as autoridades, tal era o seu medo. Em 1981 permitiram a Colleen Stan visitar a família sozinha, uma vez que os Hooker não tinham dúvida que ela não diria nada e voltaria para eles como lhe disseram que ela devia. E tragicamente foi o que ela fez sem dizer nada sobre o que lhe aconteceu. A sua família ficou extremamente aliviada por vê-la. Sabiam que algo se passava, mas tinham receio que ela se tivesse juntado a algum tipo de culto e como não queriam que se afastasse novamente não a pressionaram a contar. No dia seguinte,  Colleen visitou a família novamente mas desta vez com o "namorado" Cameron Hooker. O casal parecia tão feliz que a mãe de Colleen tirou uma foto.

Após a visita Cameron tornou-se mais controlador outra vez afirmando que Colleen tinha liberdade a mais. Foi confinada à caixa de madeira por baixo da cama dos Hooker durante a maioria dos 3 anos seguintes. 

Em 1983 Colleen recebeu novamente algumas liberdades básicas sendo apresentada aos vizinhos e mesmo a trabalhar como camareira num motel próximo. Pouco depois, Cameron Hooker disse a Janice que queria Colleen como sua segunda esposa, o que acabou por ser demais para ela. Janice foi uma vítima de tortura sexual, física e psicológica nas mãos de Cameron durante o seu relacionamento e estava em negação sobre a maior parte das coisas que tinham acontecido. Em agosto de 1984 Janice diz a Colleen que Cameron não fazia parte da “Companhia” (apesar de manter que a organização era real) e que eles não estavam a seguir Colleen ou a sua família. Colleen foi imediatamente para uma paragem de autocarro, mas tal era o seu condicionamento profundo que ligou a Cameron para lhe dizer que ia partir. Cameron Hooker, o seu violador, torturador e manipulador alegadamente começou a chorar ao telefone.

Colleen foi para casa, mas ainda assim não contou a ninguém o que tinha acontecido. Janice tinha pedido a Colleen para dar ao marido tempo para mudar, para compensar o mal que tinha feito e Colleen continuava traumatizada o suficiente para acreditar que isso seria possível. Em novembro desse mesmo ano Janice informou o tenente Jerry D. Brown da polícia de Red Bluff que Cameron tinha raptado, torturado e assassinado Marie Elizabeth Spannhake, que estava desaparecida desde 1976. Apesar do corpo de Spannhake nunca ter sido descoberto e nenhuma acusação de homicídio ter avançado, a investigação inevitavelmente levou ao terrível rapto, cativeiro e abuso de Colleen.

Janice testemunhou contra o marido em troca de imunidade total, o que significa que ela e Colleen testemunharam pela acusação. Durante o julgamento Colleen foi colocada na difícil posição no contrainterrogatório onde a defesa tentou mostrá-la como participante voluntária no pesadelo que tinha sido a sua vida após o rapto. Cameron foi condenado a longas penas por agressões sexuais, sequestro e uso de arma branca num total de 104 anos de prisão. Em 2015 um pedido de liberdade condicional foi negado. A próxima audiência é em 2023.

Após o julgamento Colleen Stan fez licenciatura em contabilidade, casou e tem a sua própria família. 40 anos depois, Colleen fala em público sobre o seu pesadelo e como tem lidado com os terríveis anos em que foi a “rapariga na caixa”.

 

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