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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

CTE: Número de espetadores aumentou 16% em 2014

Crescimento apenas superado em 2007, coincidindo com a afirmação cultural do equipamento. Há sete anos que a afluência de públicos ao Cine-Teatro de Estarreja não assinalava uma subida tão acentuada.

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A instalação de novos equipamentos, como o cinema digital e o sistema de som, e a reabertura do espaço Café-Concerto marcaram o ano 2014 no Cine-Teatro de Estarreja (CTE). No desenho da estratégia cultural do município, onde é atribuído ao CTE um papel de referência e âncora no contexto da rede de equipamentos culturais, 2014 assume-se como ano de viragens quer em termos de dinâmica, como no surgimento de novas plataformas de envolvimento dos públicos. Um dos conceitos implementados intitula-se Laboratório de Aprendizagem Criativa (LAC). O LAC surge no início do ano passado como ferramenta municipal de trabalho em rede, de forma integrada e articulada com os restantes equipamentos municipais, bem como com a comunidade, desafiando-a a experimentar outros níveis de aprendizagem, através da cultura, criatividade e ciência. O LAC assume um papel fundamental no trabalho de captação, formação e fidelização de públicos, que é feito permanentemente, tendo sempre por base os princípios de educação pela arte e da aprendizagem ao longo da vida, trabalhando, assim, os diversos públicos.
No âmbito do LAC, o CTE desenvolveu importantes projetos com o envolvimento da população, que se mostrou ativa e disposta a muito mais. No último ano, o CTE promoveu 89 eventos com carimbo LAC, dos quais 26 integraram a comunidade – total de 95 participantes – quer na preparação do espetáculo como também na sua interpretação.

No balanço global, o CTE registou um total de 28375 espetadores em 2014, crescendo 16% face a 2013. Desde a reabertura do equipamento, em 2005, até ao último dia de dezembro passado, o CTE soma 257170 visitantes nos diversos espaços que o integram e nas diferentes propostas culturais, que vão do teatro à dança, da música ao cinema, de congressos e seminários a exposições, oficinas e masterclasses. Prestes a comemorar 10 anos de intensa atividade, o CTE alcança 2920 eventos multidisciplinares, para todos os públicos.

 

Cinema digital chama mais pessoas às sessões

 

De maneira geral, o crescimento pauta todo o exercício do CTE em 2014. O cinema foi uma das áreas que mais expressou esse aumento. Em 2014, foram 5146 os espetadores de cinema, enquanto, em 2013, o número não ultrapassou 1151 cinéfilos. Um volume que praticamente quintuplicou, no comparativo dos dois anos. O motivo é explicado na instalação do sistema digital de projeção de filmes, que levou a um disparo no contador de públicos, permitindo um cartaz mais atual de cinema.
O jazz amplia-se a partir de Estarreja

 

Outro marco na agenda cultural do CTE é o Estarrejazz – Festival de Jazz de Estarreja. O evento celebrou a sua 9ª edição em novembro passado e é parte indissociável da programação, apresentando-se anualmente com um cartaz que aposta na música jazz nacional. O jazz e os seus improvisos também ganharam outra mancha no calendário cultural do CTE, em 2014, dando mais visibilidade à Big Band Estarrejazz e às aventuras deste género musical. Além de marcar presença no Estarrejazz, a Big Band do festival assinalou o Dia Internacional do Jazz, em abril, com Marta Hugon, e o Café-Concerto recebeu uma iniciativa LAC: “Jazz Escreve-se com…” convidou músicos de jazz para responderem às dúvidas do público e explicarem como se comporta o seu instrumento no universo jazzístico. Um trabalho de desmistificação e aproximação à música jazz que se concretizou num aumento de 14% do número de espetadores do festival na edição de 2014, relativamente a 2013.

 

Públicos satisfeitos regressam

 

Mulheres, com mais de 37 anos, residentes fora do concelho de Estarreja, que concluíram o ensino superior. É este o perfil de público do CTE. Os homens ficam com uma fatia de 32,77% dos espetadores.

Apesar do número de visitantes residentes no concelho de Estarreja não se afastar dos provenientes de outros locais, são estes últimos que mais se mobilizam. 50,21% dos espetadores são de fora, dos quais 26,4% residem a sul de Estarreja (principalmente em Aveiro) e 23,4% a norte (em especial na cidade de Ovar). Mesmo assim, ao compararmos a proveniência geográfica dos espetadores, nota-se um equilíbrio na procura. Pelo seu papel e relevância cultural, o CTE consegue atrair públicos das várias freguesias de Estarreja e de toda a região.

Pessoas com 37 anos ou mais são as que se interessam pelos espetáculos do CTE. Os que representam uma fatia menor são os jovens com menos de 18 anos (7,23%), seguindo-se os que têm entre 18 e 36 anos (24,68%), entre 37 e 50 anos (28,09%) e com mais de 50 anos (28,09%).

A limpeza, as condições do espaço e a programação são os aspetos mais valorizados e que merecem avaliação máxima dos espetadores. 67,23% sai dos espetáculos muito satisfeito, dando pontuação máxima à relação qualidade/preço (61,70%). As boas experiências são para repetir e faz com que 72,34% dos espetadores tenham regressado mais do que uma vez ao CTE.