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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

DIA DA MEMÓRIA. PARA NÃO ESQUECER: Inauguração da Exposição 'Nunca mais' de Bruno Canova no Instituto Italiano de Cultura, Quinta-feira, 26 de janeiro de 2017 às 18h30 | ENTRADA LIVRE |

Quinta-feira, 26 de janeiro de 2017 pelas 18h30, por ocasião do DIA DA MEMÓRIA. PARA NÃO ESQUECER, instituído para comemorar as vítimas do Holocausto, o Instituto Italiano de Cultura inaugura na sua sede a exposição de colagens, desenhos e gráficas “Nunca mais” de Bruno Canova, artista testemunha da Shoah, com apresentação a cargo de Lorenzo Canova, filho do artista, historiador e crítico de arte, docente de História da Arte Contemporânea na Universidade do Molise e Diretor do Arquivo Bruno Canova, que ilustrará ao público a obra do pai.

 

A exposição faz parte de um projeto internacional, comissariado por Margherita Fontanesi e Lorenzo Canova, que envolve também o Museo Il Correggio, Palazzo dei Principi de Correggio (Reggio Emília) que apresentará, em concomitância com a exposição de Lisboa, obras do ciclo de pinturas ‘L’arte della guerra’.

 

Objetivo da exposição é dar a conhecer, pela primeira vez em Portugal, a figura de Bruno Canova (1925 - 2012) um artista que viveu na primeira pessoa a experiência dos campos de concentração na segunda guerra mundial. Deportado em 1944 como prisioneiro político para o campo de concentração de Brüx no Sudetenland, Canova escolheu utilizar a linguagem das artes visuais para contribuir para o grande mosaico coletivo da memória, para dar o seu testemunho da tragédia que o viu protagonista e das atrocidades às quais sobreviveu, transmitindo às futuras gerações as recordações do horror da Shoah, para ninguém esquecer. Com grande empenho ético, Canova trabalhou desde os finais dos anos 60 até 2012 para a sua exposição L’arte della guerra, grande obra de investigação artística, histórica e documental, instrumento de conservação da memória com uma evidente finalidade didática.

A exposição ficará patente ao público até 28 de fevereiro

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Bruno Canova, Terezin, 1972