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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

DIÁLOGO ENTRE A ESCULTURA DE RUI CHAFES E O SOM DE CANDURA EM SERRALVES

 

 

FROM RUIN

CANDURA & RUI CHAFES

Auditório de Serralves

22 SET | 20:00

A entrada é gratuita, mas implica a reserva do bilhete.

Mais informações em www.serralves.pt

 

"From Ruin é uma tempestade de ferro e vento assolando um planalto coberto de gelo. O fogo branco faz retroceder a corrosão que invade a superfície suave dos corpos mais vulneráveis: avançamos para trás até sermos luminosos como recém-nascidos. Aguardamos, expectantes, por um fim igual a um começo. Na imobilidade tensa desse tempo suspenso, apenas perduram os despojos dilacerados do vento gelado.
Nenhum abrigo, apenas céu.”

Candura e Rui Chafes, 2023

 

Imagem: https://we.tl/t-umEGVaQKb6

 

Resultado de uma cocriação que junta Rui Chafes e Candura, From Ruin estreia-se no Porto no Auditório de Serralves, inaugurando a nona edição do Amplifest a 22 de setembro, numa colaboração entre a Fundação de Serralves e a Amplificasom. A escultura de Chafes participará num diálogo improvável que, juntamente com a banda sonora de Candura, alia a escultura e a arquitetura à música.

 

Notas biográficas:

Candura nasceu em 2018, em Lisboa, formado por André Hencleeday e Pedro Coragem. O primeiro registo, /I, foi lançado pela editora GreySun Records (Portland, Oregon, US), em outubro do mesmo ano. Em abril de 2020, foi editado o segundo trabalho, /II, pela Tapeworm (London, UK). No ano anterior, esta composição havia sido apresentada ao vivo em vários momentos: Galeria Zé dos Bois, Out.fest, Amplifest e no encerramento da exposição Desenho sem fim, de Rui Chafes, na Casa da Cerca.

Nascido em 1966 em Lisboa, Rui Chafes fez o Curso de Escultura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, entre 1984 e 1989. De 1990 a 1992 estudou na Kunstakademie Düsseldorf com Gerhard Merz. Desde meados dos anos 80, tem desenvolvido o seu trabalho exclusivamente em ferro ou aço. Tem exposto em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente na Bienal de Veneza em 1995 e em 2013, na Bienal de São Paulo em 2004 e, muito recentemente, na Fundação de Serralves com a exposição "Chegar sem partir". O seu trabalho tem sido mostrado em diversos museus e instituições, sobretudo na Europa mas também no Brasil, Japão e Coreia do Sul, tendo realizado também exposições em espaços públicos, naturais ou urbanos, como Sintra, Matera ou Bamberg. Em 2004 recebeu o Prémio de Escultura Robert-Jacobsen, na Alemanha, em 2015 recebeu o Prémio Pessoa e em 2021 o Prémio AICA. Recentemente apresentou em Serralves Chegar sem partir, uma grande exposição que se estendeu do interior do edifício do Museu aos jardins exteriores, que serviram como inspiração e cenário para uma reflexão sobre a diversidade da sua prática escultórica.