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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Divulgados os nomeados aos Prémios Sophia 2019

 

A sessão de apresentação dos nomeados aos Prémios Sophia 2019 decorreu esta tarde, na Cinemateca Portuguesa, e coube aos atores Ana Padrão e Igor Regalla divulgarem a lista dos nomeados nas 23 categorias (em anexo) e os nomes dos dois homenageados do Prémio Carreira 2019 – Lia Gama e Pedro Éfe (biografias em anexo).

Foram ainda entregues os Prémios de Melhor Cartaz de Cinema e, pela primeira vez, o Prémio Técnico. O primeiro lugar do Prémio Melhor Cartaz foi atribuído a Firdaus Mustapa, pelo cartaz do filme “Carga”. O designer, que não pôde comparecer para receber pessoalmente a distinção, fez-se representar por Bruno Gascon, realizador de “Carga”. Em segundo lugar ficou o cartaz da longa-metragem “O Labirinto da Saudade”, de Ana Rita Contente e, em terceiro lugar, o cartaz de Catarina Sampaio para o filme “O Caderno Negro”.

A escolha dos melhores cartazes de 2019 coube a um júri constituído por Paulo Trancoso, Presidente da Academia Portuguesa de Cinema, João Botelho, Realizador de Cinema, Leonel Moura e Jaime Silva, Artistas Plásticos, e José Brandão, Designer.

Já o Prémio Técnico, a grande novidade deste ano, foi atribuído ao CEO e fundador da Sound Particles, Nuno Fonseca, e entregue por Branco Neskov, o conceituado re-recording mixer, também ele com inúmeras provas dadas no cinema português. A Direção da Academia Portuguesa de Cinema distinguiu Nuno Fonseca por unanimidade, reconhecendo-lhe génio e criatividade, na técnica que desenvolveu para aplicar conceitos de computação gráfica ao som através de software de áudio 3D.

Esta tecnologia inovadora valeu-lhe, aliás, a oportunidade de colaborar em alguns dos mais recentes blockbusters internacionais, entre os quais, “Aquaman”, “Batman versus Super-Homem: O Despertar da Justiça”, “Liga da Justiça” e “Dia da Independência 2”. O reconhecimento não tardou, uma vez que o software desenvolvido por Nuno Fonseca esteve nomeado para os prestigiados prémios da Cinema Audio Society e, já em 2018, foi um dos finalistas dos prémios científicos dos Óscares.

A Cerimónia de entrega dos Prémios Sophia 2019 realiza-se no próximo dia 24 de março, no Casino Estoril. Esta é a 7ª edição do maior evento do cinema português.

 

Para mais informações, contacte o Gabinete de Comunicação da Academia Portuguesa de Cinema:

Patrícia Silva / patricia.silva @jervispereira.pt / 21 391 66 05 / 93 781 4430

www.jervispereira.pt

 

Nomeados para os Prémios Sophia 2019

Melhor Documentário em Longa-Metragem

“Correspondências”, de Rita Azevedo Gomes

“Doutores Palhaços”, de Hélder Faria e Bernardo Lopes

“Luz Obscura”, de Susana Sousa Dias

“O Labirinto da Saudade”, de Miguel Gonçalves Mendes

Melhor Filme

“Cabaret Maxime”, BA FILMES

“Parque Mayer”, MGN Filmes

“Raiva”, Faux

“Soldado Milhões”, Ukbar Filmes

Prémio Sophia Estudante

“Bruma”, de Sofia Cachim, Daniela Santos, Gabriel Peixoto e Mónica Correia – Escola das Artes - Univ Católica Portuguesa

“No Fim do Mar”, de João Monteiro - ESAP - Escola Superior Artística do Porto

“O Chapéu”, de Alexandra Allen - Instituto Politécnico do Cávado e do Ave

“Terra Ardida”, de Francisco Romão - ETIC

Melhor Série/Telefilme

“3 Mulheres”, de Fernando Vendrell – David e Golias

“Circo Paraís”, de Tiago Alvarez Marques – Vende-se Filmes

“Sara”, de Marco Martins – Ministério dos Filmes

“Soldado Milhões”, de Jorge Paixão da Costa e Gonçalo Galvão Teles – Ukbar Filmes

Melhor Direção de Fotografia

Acácio de Almeida – “Raiva”

José António Loureiro – “Soldado Milhões”

Paulo Castilho – “Pedro e Inês”

Rui Poças – “ZAMA”

 

Melhor Canção Original

“Arabic Soul” - Letra e música Tomás Gomes – “Colo”

“Cudin” - Composição por Miguel Moreira aka Tibars e Vasco Viana – “Djon África”

“Duelo Ao Sol” - Composição por Xutos e Pontapés – “Linhas de Sangue”

“Liberdade e Alegria” - Letra: António-Pedro Vasconcelos, música: José M. Afonso – “Parque Mayer”

 

Melhor Argumento Adaptado

António Ferreira e Glória M. Ferreira, adaptado do livro A Trança de Inês de Rosa Lobato de Faria – “Pedro e Inês”

Carlos Saboga, adaptado de livro Negro De Padre Dinis de Camilo Castelo Branco – “O Caderno Negro”

João Milagre e Fátima Ribeiro, adaptado a partir da obra de Virgílio Ferreira – “Aparição”

Sérgio Tréfaut, Fátima Ribeiro, adaptado da obra Seara de Vento de Manuel da Fonseca – “Raiva”

 

Melhor Argumento Original

Bruno de Almeida e John Frey – “Cabaret Maxime”

Jorge Paixão da Costa e Mário Botequilha – “Soldado Milhões”

Leonor Pinhão – “Ruth”

Tiago R. Santos – “Parque Mayer”

 

Melhor Banda Sonora Original

José M. Afonso – “Parque Mayer”

Luís Pedro Madeira – “Pedro e Inês”

Manuel João Vieira – “Cabaret Maxime”

The Legendary Tigerman – “Ruth”

 

Melhor Montagem

António Ferreira – “Pedro e Inês”

Bruno De Almeida e Pedro Ribeiro – “Cabaret Maxime”

João Braz – “Soldado Milhões”

Pedro Ribeiro – “Parque Mayer”

 

Melhor Maquilhagem e Cabelos

Abigail Machado e Mário Leal – “Parque Mayer”

Emmanuelle Fèvre – “Raiva”

Maria José Silvestre – “Ruth”

Nuno Esteves “Blue” – “Cabaret Maxime”

 

Melhor Guarda Roupa

Joana Cardoso – “Soldado Milhões”

Lucha D'Orey – “Ruth”

Maria Gonzaga – “Parque Mayer”

Sílvia Grabowski – “Pedro e Inês”

 

Melhor Realizador

António Ferreira – “Pedro e Inês”

António-Pedro Vasconcelos – “Parque Mayer”

Bruno de Almeida – “Cabaret Maxime”

Sérgio Tréfaut – “Raiva”

 

Melhor Som

Olivier Blanc, Bruno Tarrière – “Raiva”

Pedro Melo, Branko Neskov, Ivan Neskov e Elsa Ferreira – “Soldado Milhões”

Pedro Melo & Miguel Martins – “Cabaret Maxime”

Vasco Pedroso, Branko Neskov, Elsa Ferreira – “Parque Mayer”

 

Melhor Direção Artística

Clara Vinhais – “Parque Mayer”

Isabel Branco – “O Caderno Negro”

Joana Cardoso – “Soldado Milhões”

João Torres – “Cabaret Maxime”

 

Melhores Efeitos Especiais/Caracterização

Filipe Pereira e Manuel Jorge – “Soldado Milhões”

Júlio Alves – “Pedro e Inês”

Olga José – “Carga”

Rita De Castro E Nuno Esteves "Blue" – “Linhas de Sangue”

 

Melhor Atriz Principal

Ana Padrão – “Cabaret Maxime”

Daniela Melchior – “Parque Mayer”

Isabel Ruth – “Raiva”

Joana de Verona – “Pedro e Inês”

 

Melhor Ator Principal

Adriano Carvalho – “Vazante”

Diogo Amaral – “Pedro e Inês”

Francisco Froes – “Parque Mayer”

Hugo Bentes – “Raiva”

 

Melhor Atriz Secundária

Alexandra Lencastre – “Parque Mayer”

Ana Bustorff – “Ruth”

Beatriz Batarda – “Colo”

Carla Maciel - Parque Mayer

 

Melhor Ator Secundário

Adriano Luz – “Raiva”

Cristóvão Campos – “Pedro e Inês”

Dmitry Bogomolov – “Carga”

Miguel Guilherme – “Parque Mayer”

 

Melhor Documentário em Curta-Metragem

“Kids Sapiens Sapiens”, de António Aleixo

“Pele de Luz”, de André Guiomar

“Russa”, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr.

“Sombra Luminosa”, de Mariana Caló e Francisco Queimadela

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção

“Aquaparque”, de Ana Moreira

“Como Fernando Pessoa Salvou Portugal”, de Eugène Green

“Sleepwalk”, de Filipe Melo

“Terra Amarela”, de Dinis M. Costa

 

Curta-Metragem de Animação

“Agouro”, de David Doutel e Vasco Sá

“Entre Sombras”, de Mónica Santos e Alice Guimarães

“Porque É Este O Meu Ofício”, de Paulo Monteiro

“Razão Entre Dois Volumes”, de Catarina Sobral

 

Prémios Carreira 2019

Sobre Lia Gama:

Nascida no Fundão, em 1944, Maria Isilda da Gama Gil mudou-se para Lisboa ainda criança. Começou no teatro em 1960, como ajudante na promoção da peça “A Margarida da Rua”, mas é em 1963 que se estreia como atriz na peça “Vamos Contar Mentiras”, dirigida por Manuel Santos Carvalho. Em 1965 vai para Paris estudar representação na Escola de Teatro René Simon e, um ano depois, regressa a Portugal. Integra o elenco do Teatro Estúdio de Lisboa, participa em várias peças de Luzia Maria Martins e a sua estreia em cinema acontece em 1967, com o filme “Sete Balas para Selma”, de António de Macedo.

Ao longo da carreira, Lia Gama integrou alguns dos filmes mais memoráveis do cinema português. A par disso, teve a oportunidade de trabalhar com os mais conceituados realizadores, nomeadamente, José Fonseca e Costa, em "Kilas, o Mau da Fita" e "Sem Sombra do Pecado", Manoel de Oliveira, em “Francisca”, Fernando Lopes, em "Crónica dos Bons Malandros" e "Nós Por Cá Todos Bem", António Pedro Vasconcelos, no filme “Oxalá”, Eduardo Geada, em "O Funeral do Patrão" e "A Santa Aliança", João Botelho, em "Tempos Difíceis" e "A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos USA", António da Cunha Telles, nos filmes "O Cerco" e "Meus Amigos", João Matos Silva, no filme "Antes a Sorte Que Tal Morte" e Alberto Seixas Santos em "Mal”. Trabalhou também com a realizadora sueca naturalizada portuguesa, Solveig Nordlund, em "Nem Pássaro Nem Peixe", "A Filha" e "Viagem Para a Felicidade" e, mais recentemente, com Sérgio Tréfaut, no filme "Raiva".

A partir de 1974, torna-se presença assídua nos ecrãs de cinema, mas nunca abandona o teatro e o cinema. Os portugueses continuam a vê-la com regularidade nos ecrãs de televisão, em diversas telenovelas da SIC e da TVI.

 

Sobre Pedro Éfe:

Nascido em 1942, em Barbacena, Elvas, Pedro Éfe é o verdadeiro homem dos sete ofícios do cinema português. Estávamos em 1968 quando fez o primeiro trabalho como ator em “Um Campista em Apuros”. Estagiou em Itália com Fellini, Bertulicci e Marco Beloquio, e continuou a trabalhar como ator em filmes portugueses e estrangeiros.

Entrou em filmes como "A Balada da Praia dos Cães", de José Fonseca e Costa, "Matar Saudades",  de Fernando Lopes, "Aqui D´El Rei", de António Pedro Vasconcelos e "Operação Outono", de Bruno de Almeida.

Simultaneamente, enveredou por outros caminhos, mantendo sempre a ligação à televisão e ao cinema. Trabalhou como eletricista, assistente de câmara, operador de câmara, diretor de fotografia e ator em filmes, séries e minisséries mas, também foi autor, produtor e diretor de diversos documentários, curtas e filmes institucionais. Como realizador, destacou-se com os documentários "Tobis Portuguesa" e "Diva: Simplesmente Uma Homenagem".

Recentemente, depositou no ANIM – Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, o seu arquivo pessoal que inclui vários trabalhos que realizou na Tobis Portuguesa – o primeiro estúdio de cinema sonoro em Portugal -, bem como centenas de horas de entrevistas e de depoimentos únicos de personalidades ligadas ao cinema, à política e à sociedade portuguesa, garantindo a preservação e o acesso facilitado às mesmas.

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