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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Em Junho 2 espectáculos em cena @ Teatro Aberto

 

O Teatro Aberto apresenta na sala vermelha a peça Os Filhos, da autora britânica Lucy Kirkwood, com encenação de Álvaro Correia e na sala azul a peça Não Me Faças Perder Tempo, de Luís António Coelho, com encenação de Rui Neto.

Os Filhos, da autora britânica Lucy Kirkwood:

A peça Os Filhos, estreada em Londres em 2016, é de uma autora britânica contemporânea, Lucy Kirkwood e problematiza a responsabilidade de cada indivíduo pelas escolhas que faz na sua vida pessoal, familiar e profissional, propondo uma reflexão sobre aquilo que cada um poderá fazer para melhorar a vida dos outros e proteger o planeta dos perigos que o ameaçam destruir. A peça Não Me Faças Perder Tempo, de Luís António Coelho, foi a distinguida da edição de 2020 texto vencedor do Grande Prémio de Teatro Português. Destacamos a longevidade deste prémio criado pelo Teatro Aberto em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores em 1997 e o contributo que tem dado para a revelação de novas vozes da dramaturgia contemporânea nacional. Os textos são sempre inéditos e permitem sentir o pulsar da nova criação dramatúrgica portuguesa.

 

Em entrevista sobre o seu texto, Lucy Kirkwood afirma o seguinte: “a peça em si não é um debate sobre as vantagens e desvantagens da energia nuclear. O que aconteceu é que eu andava já há algum tempo a tentar escrever sobre o ambiente num sentido mais lato e à procura da forma e do dispositivo dramático para isso. Depois aconteceu Fukushima em 2013 e li sobre a task force nuclear que voltou para lá para ajudar. De repente, tornou-se-me muito claro que estava ali uma maneira de falar sobre a intervenção humana no ambiente, sobre as invenções brilhantes que os nossos cérebros criaram ao longo da história humana, sobre as consequências, as responsabilidades e os resultados que são esperados e o modo de lidar com tudo isso. Penso que é um assunto com o qual estamos a lidar de um modo muito mais amplo, neste preciso momento, na nossa cultura. Foi assim que a central nuclear se tornou uma metáfora para todas essas coisas.”

 

Não Me Faças Perder Tempo, de Luís António Coelho:  

Nas palavras de Luís António Coelho: “o tema da minha peça é um dos mais universais de todos: o relacionamento entre homens e mulheres. O que eu fiz foi centrar esse relacionamento num evento em que as pessoas têm um tempo muito limitado para se darem a conhecer e para tentarem seduzir quem se senta à sua frente. Quando o tempo é assim tão limitado, tudo o que dizem tem de ser relevante, empolgante, inesperado, senão a pessoa com quem falam vai desinteressar-se e achar que está a perder tempo com elas. Achei que situar toda a peça durante um speed dating seria uma boa maneira de reflectir as expectativas que as pessoas têm em relação ao que os outros aparentam ser. Porque é isso que as pessoas podem revelar num speed dating: a sua aparência.”

 

 

BILHETEIRA
Quarta, quinta e domingo das 14h às 19h | Sexta e Sábado das 14h às 22h00
Reservas 213 880 089 ou bilheteira@teatroaberto.com