Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

EM SETEMBRO no Teatro de Garagem

51f256f7-6ded-4b05-8176-f184a6b614e6.jpg

f4cd83bc-e1f7-4972-9c53-84dd8ce718de.jpg

 

A VIDA COMO ELA É RIO DE JANEIRO 8º FESTLIP - FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DA LÍNGUA PORTUGUESA 22 SET 19h30 | 23 SET 19h30  TEATRO SESI CENTRO (RIO DE JANEIRO) 24 SET 20h00 | 25 SET 20h00 OI FUTURO FLAMENGO  (RIO DE JANEIRO) Encenação de // Directed by Carlos J. Pessoa

A vida como ela é é um espectáculo construído a partir do universo das crónicas que Nelson Rodrigues escreveu diariamente, durante cerca de dez anos, para o jornal Última Hora. Através do retrato do quotidiano das relações entre casais no Brasil dos anos 50, Nelson Rodrigues traça um quadro implacável sobre as relações humanas no que de mais íntimo e também transgressor as caracteriza. Nestas histórias do quotidiano o autor brasileiro pretende, tal como Tchékhov, descrever “a vida tal como ela é na realidade” e, como o autor russo, mostrar nas suas obras o drama da própria vida. A vida como ela é, expressão “roubada” a Tchékhov não pretende julgar o comportamento humano, mas sim fazer-nos olhar para nós próprios, nas nossas misérias e grandezas com ironia e um certo humor negro. Na cena dois actores, utilizando meios técnicos simples e numa grande proximidade com o público, conduzirão os espectadores através de narrativas curtas e momentos singulares pungentes que demonstram a importância das coisas não importantes e a fluidez contraditória da vida humana. O casamento, o amor, o desejo e, quase sempre o adultério, percorrem estes retratos da vida comum nos quais, paradoxalmente, ainda nos conseguimos reconhecer.
A vida como ela é [Life as it is] is a show built from the universe of Nelson Rodrigues’ quotidian chronicles, which he wrote for about ten years for the newspaper Última Hora. By daily portraying the relationships of Brazilian couples in the 50’s, Nelson Rodrigues tinted a merciless picture of human relationships in their most intimate and transgressive features. In these everyday stories, the Brazilian author intended, like Chekhov, to describe "life as it really is," and as the Russian author, to reveal in his work the drama of life in itself. Life as it is, the expression "stolen" from Chekhov, does not intend to judge human behaviour, but rather to make us look at ourselves, in our misery and greatness with both irony and dark humour. On stage two actors, using simple technical devices and in close proximity to the audience, will lead the viewers through short narratives and singular poignant moments that demonstrate the importance of unimportant things and the contradictory flow of human life. Marriage, love, desire, and almost always adultery, run through these pictures of ordinary life in which, paradoxically, we can still recognise ourselves.

Maria João Vicente

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA Encenação Carlos J. Pessoa Dramaturgia Carlos J. Pessoa e Maria João Vicente Textos de Nelson Rodrigues Interpretação Nuno Nolasco e Nuno Pinheiro Cenografia e Figurinos Sérgio Loureiro Música Daniel Cervantes Desenho de Luz Nuno Samora Direcção de Produção Maria João Vicente Produção e Comunicação Carolina Mano Fotografia e Vídeo Mariana Guarda e Miguel Cravo Apoios Talu Produções | FESTLIP  

Fotografia de | Photo by Mariana Guarda

 

d45938bd-6b5d-4126-a148-4ded00f8cf60.jpg

 

CONGRATULATIONS, IT'S A BOY! AGAIN. EXPOSIÇÃO DE DESENHO [ACOLHIMENTO] // DRAWING EXHIBITION [VISITING ARTIST] De Thomas Mendonça 2 AGO a 2 OUT | 15h00 - 24h00 Sala de Exposições | TEATRO TABORDA

“Congratulations, it's a boy! Again.” é uma série de desenhos acerca de uma série de desenhos, um conjunto de retratos verdadeiros acerca de realidades duvidosas. Estes retratos existem graças a mim e falam de si mesmos, não tem a menor pretensão de se concentrarem em questões de género, nem o título a de remeter para a extrema alegria e boa notícia que é o facto de ser mais um, outra vez, outro boy. “Boy”, que significa rapaz ou menino, que se pronuncia “bóie” e não “boi” - embora alguns sejam grandes bestas, outros são umas belas princesas nascidas em rosas de Vénus. Uns são frágeis e delicados tanto ou mais quanto as princesas, outros são divas que é a versão feminina de mim mesmo. São guerreiros, loiros, ruivos, morenos, são monstruosos, têm olhos de Bambi - Quatro olhos de Bambi! - usam perucas, colares de pérolas e camisas divertidas. Partilham todos a mesma mãe, a nossa mãe. São filhos da vigésima primeira arcana, são filhos do mundo.

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.