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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Esta quinta-feira, às 19h30, Oeiras | Tertúlia «Portugal no Alvorecer da ciência moderna»

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A Câmara Municipal de Oeiras, a Nova Acrópole e o Instituto internacional Hermes têm o prazer de convidar V. Exa. para a tertúlia «PORTUGAL NO ALVORECER DA CIÊNCIA MODERNA», no âmbito do programa «600 anos de aventura e inovação. Serão oradores Carlos Neves (engenheiro e coronel da Força Aérea) e Paulo Alexandre Loução (historiador e filósofo). Terá lugar na próxima quinta-feira, 17/9, às 19h30, na Fundição de Oeiras. A entrada é livre.

 

Informações: 6seculos.aventura.inovacao@gmail.com

oeiras-cascais@nova-acropole.pt

 

Dos oradores:

 

«Desde os tempos de Dicearco de Messina, Eratóstenes e Estrabão que o nosso território representava na cartografia embrionária, a finisterra do mundo, e o imenso mar de Atlas escondia os contornos dos domínios geográficos entre a terra e o mar. A visão do mundo no séc. XV, configurada numa episteme aristotélica, induzia na formulação de abusões e fábulas, que sustentavam a ideia da existência de um oceano escuro e tenebroso, de zonas tórridas e inabitáveis, plenas de monstros e seres disformes. As obras de referência dos séc. XV e XVI, De Sphera Mundi de João Sacrobosco, Opus Majus de Roger Bacon, Imago Mundi de Pierre d'Ailly e o Libro del Conoscimiento de franciscano anónimo, ainda não contemplavam a produção do conhecimento experimental que os autores da expansão marítima e dos descobrimentos portugueses proclamaram nos alvores da ciência moderna. Estes autores lusitanos de quinhentos e de seiscentos escreveram na cartografia as relações continentais, insulares e oceânicas, desvendaram o predomínio dos ventos e das correntes marítimas, estabeleceram os princípios da arquitectura e da construção naval, desenvolveram a tecnologia das armas de fogo e foram os precursores da ciência náutica, fundamentada na ciência matemática, numa subtileza protagonizada por Pedro Nunes que soube converter a arte de navegar na racional de navegação. A par da espiritualidade e do messianismo cristão, a ciência náutica também projetou Portugal na multiplicação de novas rotas comerciais, num processo que se foi transformando à escala global.» (Carlos Neves)

 

«O infante D. Henrique e a sua equipa da Ordem de Cristo, sucedânea dos míticos cavaleiros templários, criaram um novo modelo de cavalaria, cavalaria dos mares, vocacionada a percorrer novos caminhos, abrir horizontes insuspeitados para a época. Neste projecto onde se podem encontrar raízes medievais só se tornaria, no entanto, possível graças à ciência, numa atitude completamente inovadora para a época em que se preferiu a experiência ao magistério dos doutores e da Escolástica, e se chegou a uma conceptualização científica digna de figurar nos anais da história da ciência, mas ainda hoje pouco conhecida e divulgada. Trata-se de um tema não somente da história de Portugal, claramente um contributo luso à história universal que hoje começa a ser valorizado a nível internacional.» (Paulo Loução)

 

 

Actividade seguinte no âmbito dos «600 anos de aventura e inovação»:

 

RECITAL DE POESIA JAPONESA

Jardins do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras

Sábado, 26/9, às 10h30

 

– Poemas Tanka e a sua época;

– Os Haiku por Leonilda Alfarrobinha, apresentação e declamação em japonês e português;

– O encontro do Ocidente com o Oriente;

– 600 anos de Aventura e Inovação: o encontro no Japão;

– Kata Meikyo (o «Princípio do Espelho») por José Patrão, 5º Dan em Karate Shotokai.

 

Entrada livre