Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Exposição: A Conquista do Inútil

Exposição: A Conquista do Inútil

Joaquim Marques, Letícia Barreto, Maia Horta

 

Inauguração: 19 de Setembro das 18 às 22h. 

Exposição patente de 20 Setembro a 18 de Outubro. 

Local: Biblioteca Camões. 

Endereço: Largo do Calhariz, 17 - 1º Esq. (Freguesia da Misericórdia)

 

Horário de Funcionamento da Biblioteca: De 2ª feira a Sáb 10h30 - 18h 

Atenção: segundas e sábados abre alternadamente. 

 

A Conquista do Inútil

 

O título da exposição é alusiva ao diário escrito pelo realizador alemão Werner Herzog aquando da rodagem do épico filme "Fitzcarraldo". Um sonho de conquista que se transforma em inutilidade. Na cena mais emblemática do filme, um barco a vapor é puxado por dezenas de indígenas montanha acima num esforço digno de Sísifo. Fazer uma reflexão sobre o binómio utopia/distopia é confrontar-mo-nos com a condição humana, pois a história da humanidade afigura-se como uma sequência interminável de sonhos, visões, ilusões, mitologias, religiões, ideologias, etc. com implicações na atualidade.

 

Os projectos apresentados por Maia Horta, Letícia Barreto e Joaquim Marques revelam ora com ironia, ora com perspicácia, o quão curta é a distância entre os sonhos e as ilusões.

 

Joaquim Marques inspira-se diretamente no filme Fitzcarraldo para criar sua série "Waiting for Caruso". As pinturas apresentam paisagens interiores, miragens utópicas e distópicas que se confundem com o delírio da selva tropical sufocante.

 

Maia Horta propõe a criação de pinturas a partir do cruzamento entre dois génios da arte, num exercício de apropriações, citações, e referências da história da Arte e que questionam o próprio conceito do original, da origem da obra de arte. O resultado final desse sonho utópico nem sempre corresponde ao imaginado, e o trabalho aplicado por vezes é inútil.

 

Letícia Barreto propõe uma reflexão sobre a construção dos imaginários coloniais a partir de imagens históricas de artistas viajantes no Brasil colonial e sobretudo das fotografias chamadas "etnográficas". Para alimentar o desejo de um império, incentivava-se o império do desejo. 

fitzcarraldo 01b.jpg

Joaquim Marques, 2017. Waiting for Caruso, óleo s/ tela, 150 x 210 cm