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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

exposição ANAMARY BILBAO | Projecto Travessa da Ermida

 

 

A exposição LIGHTED BY A SEARING LIGHT (2018) de ANAMARY BILBAO é apresentada pelo PROJECTO TRAVESSA DA ERMIDA, em parceria com a galeria UMA LULIK_. Com inauguração agendada para dia 26 de Abril, pelas 19:00h, e patente até 1 de Junho, LIGHTED BY A SEARING LIGHT (2018) é uma instalação composta por uma projecção de vídeo, com som.

 

Nas palavras do curador da exposição Sérgio Fazenda Rodrigues, “as imagens mostram algo que se encontra rente ao chão, mas conduzem a visão para uma luz que surge no fundo, ao alto, por detrás da folhagem. O olhar oscila e num registo simultâneo de receio, e encantamento, a nossa atenção é remetida para um outro local, mais além daquele onde nos encontramos. LIGHTED BY A SEARING LIGHT (2018) é uma expressão que identifica o deslumbre provocado por uma iluminação intensa, que tanto fere como seduz. A luz surge aqui como uma força da natureza que tanto dá vida como aniquila, mas também como metáfora de algo que destrona e submete o sujeito. Na verdade, não podemos olhar o Sol de frente, pois a sua incandescência agride a visão e desfigura o que se tenta apreender. As imagens que acusam o encandeamento e que destacam uma bolha de luz atestam esta situação, reforçando ainda a recorrência que marca o vídeo, e a sua circularidade (em loop). O som dá-nos a escutar o cântico de um pássaro Argus (Argusianus Argus), que dita a duração da projecção e corresponde a um ciclo de 38 entoações seguidas. O nome deste pássaro remete-nos para o gigante de cem olhos, Argos Panoptes, proveniente da mitologia grega. Argos Panoptes, ou “aquele que tudo vê”, foi um servo a quem a deusa Hera incumbiu o controlo da ninfa Io, por quem Zeus se apaixonou. Zeus enviou Hermes para libertar Io e Argos, quando cedeu à música que este entoava, perdeu o seu domínio, adormeceu e foi morto. Em sua honra, Hera colocou cem olhos nas penas deste pássaro sagrado.” 

 

  

Imagem LIGHTED BY A SEARING LIGHT (2018)

Lighted by a searing light_AMB_Still001.jpg

 

Nota biográfica de ANAMARY BILBAO

AnaMary Bilbao (1986) estudou Pintura e Cinema / Imagem em Movimento no Ar.Co e é doutoranda em Estudos Artísticos – Arte e Mediações (FCSH – Universidade Nova de Lisboa e Birkbeck – University of London / com apoio FCT). Em 2014 foi distinguida como Jovem Artista pelo Clube Português de Artes e Ideias (CPAI) e em 2018 foi-lhe atribuído o prémio de Pintura pelo Mu.Sa. Exposições individuais: O Último brilho da estrela que morre, Uma Lulik Contemporary Art Gallery (2018); Fallacious Memory, Caroline Pagès Gallery (2014); Presente passado, Galeria da Boavista (2013). Algumas das exposições coletivas em que participou: A Guerra como Modo de Ver, MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas (2018); O Tempo inscrito. Memória, Hiato e Projecção – Obras da Coleção de Arte Contemporânea Figueiredo Ribeiro, quARtel (2017); Correspondências, Carpe Diem Arte e Pesquisa & Espai Mallorca Barcelona (2015); On Drawing II, Cristina Guerra Contemporary Art Gallery (2014). O seu trabalho encontra-se representado na Coleção António Cachola, na Coleção de Arte Contemporânea Figueiredo Ribeiro, no Mu.Sa - CMS, na Fundação Leal Rios e em coleções privadas entre Portugal, Alemanha, Brasil, Espanha, França e Inglaterra. AnaMary Bilbao está nomeada para a 13ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2019. A artista é representada pela galeria UMA LULIK__.

 

Sobre o PROJECTO TRAVESSA DA ERMIDA

O Projecto Travessa da Ermida é um projecto de referência de natureza experimental orientado pela valorização do património histórico e pela dinamização do tecido artístico e cultural contemporâneos. Neste singular ponto de encontro, de intimidade e de dinamismo, as memórias do passado dialogam com variados domínios das artes contemporâneas, visando a sua penetração nos diversos públicos que o visitam e frequentam.

Com curadoria própria e/ou envolvimento em parcerias com outras estruturas de criação e programação artística, a actividade do Projecto Travessa da Ermida conta com a assinatura dos mais proeminentes artistas e autores nacionais, artistas nacionais das novas gerações e variados artistas internacionais.

Após longos anos de abandono, a Ermida de N. Srª. da Conceição, na Travessa do Marta Pinto, em Belém, assume-se desde 2008 enquanto âncora do projecto.

 

 

 

Horário de Funcionamento

3ªfeira a sábado, das 14h00 às 18h00. Encerrado domingo, segunda-feira e feriados.

 

Localização:

Travessa do Marta Pinto, 21, 1300-390 Lisboa

 

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