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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Exposição Carybé - Aquarelas do Descobrimento é pioneira em Portugal na utilização da tecnologia Beacons

 

 

Utilizada nos maiores museus do mundo, como o Louvre e o MET, tecnologia fornece conteúdo exclusivo e partilhamento em redes sociais aos visitantes

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A exposição "Carybé - Aquarelas do Descobrimento", em cartaz no Palácio da Independência, no Rossio, tem um diferencial tecnológico interessante: a utilização de Beacons, dispositivos BLE (Bluetooth Low Energy) que tornam a visitação da mostra mais relevante e interativa e já são largamente utilizados em grandes museus e espaços culturais em todo o mundo, tais como o Louvre, em Paris; o EYE Museum, em Amesterdão; o Guggenheim Museum, o American Museum of Natural History, o The MET, o New Museum e o Metropolitan Museum of Art, nos Estados Unidos.

 

Ao utilizar a aplicação Visit Carybé (com download gratuito para Android e iOS), o visitante irá ter acesso a diversas informações complementares sobre a exposição, sem necessidade de passar por nenhum código. Quem tiver a app instalada começa a receber as notificações ao entrar nas salas da exibição, numa espécie de passo a passo a cada uma das 52 telas da mostra. Além de ajudar a compreensão dos trechos da carta de Pero Vaz de Caminha com explicações, quem quiser saber ainda mais detalhes será remetido a referências complementares sobre trechos mais arcaicos da carta, provenientes de estudos do grande escritor e historiador Jaime Cortesão.

 

A experiência para quem visita uma exposição de artes suportada com beacons e uma aplicação é sempre mais completa. No caso desta exibição e da app Visit Carybé, além das notificações com a descrição de cada aguarela no idioma de sua preferência (português, inglês, francês ou espanhol), o utilizador terá conhecimento que existem duas cartas de boas-vindas (uma do senhor Embaixador Luiz Alberto Figueiredo e outra da curadora Solange Bernabó, filha de Carybé) e, ao final, poderá com um único toque na tela partilhar todas as aguarelas, textos e possíveis selfies que tenha feito no Palácio em suas redes sociais, por whatsapp ou por email, pois a aplicação cria um catálogo das imagens e disponibiliza ao utilizador.  

Além de mais detalhes em formato de hipertextos, o visitante terá acesso ao que foi publicado na imprensa a respeito do artista e também a agenda dos demais eventos apoiados pela Embaixada do Brasil em Lisboa, realizadora da exposição.

 

"A exposição é um grande sucesso de público e crítica, tanto que foi prorrogada por mais um mês, e seu conteúdo é muito relevante em especial para estudantes. Acredito que, ao disponibilizarmos esta tecnologia, estamos a ofertar um atrativo a mais para o público jovem, que está sempre conectado com seus smartphones e é adepto do partilhamento de imagens em redes sociais", afirma Luiz Alberto Figueiredo, Embaixador do Brasil em Portugal.

 

Marco Aurélio Freitas, fundador da empresa BluTip desenvolvedora da plataforma Visit Carybé, concorda: "Aliarmos a tradição com a inovação é normalmente uma experiência muito enriquecedora, principalmente, quando queremos atrair os mais jovens", reitera.

 

"A plataforma Visit Carybé introduz uma tecnologia capaz de proporcionar uma experiência sensível ao contexto com o uso de uma das mais modernas técnicas de marketing de proximidade. Além de consumir pouquíssima bateria do telemóvel, os beacons conseguem fornecer a microlocalização e, com isso, podemos oferecer mensagens diferentes para o visitante em função da distância em que ele esteja da obra da arte ou de outro ponto de interesse. A aplicação também amplia a visitação para fora das paredes do Palácio da Independência, ao permitir que a experiência seja partilhada nas redes sociais da preferência do utilizador", complementa Marco Aurélio Freitas.

 

SOBRE A EXPOSIÇÃO:

 

CARYBÉ – AQUARELAS DO DESCOBRIMENTO EM LISBOA

Palácio da Independência

Morada: Largo de São Domingos, 11, Rossio (Ao pé do Teatro Nacional Dona Maria II)

Horários: De segunda a sexta-feira: das 9h às 19h – Sábado: das 11h às 21h.

Entrada gratuita

A exposição fica em cartaz até o dia 1 de junho

As 52 obras em formato 50x40cm emolduradas com vidro e passe-partout que integram a exposição "Carybé - Aquarelas do Descobrimento" são versões aguareladas sobre o registo mais antigo da existência do Brasil: a Carta de Pero Vaz de Caminha. Em cores vivas e traços leves, Carybé deu vida aos momentos mais marcantes da narrativa portuguesa sobre o Brasil: a navegação da esquadra; o avistar das terras; o primeiro contato entre portugueses e índios; a troca de culturas; a primeira missa; o pau-brasil. Cenas dos primeiros encontros que, mais tarde, com a contribuição igualmente fundamental dos africanos, dariam origem ao povo brasileiro.

Originalmente, os desenhos foram feitos em tinta nanquim e publicados em preto e branco no livro “Carta a El Rey Dom Manuel”, uma releitura do documento histórico idealizada pelo escritor Rubem Braga, tendo como mote o quinto centenário de nascimento de Pedro Álvares Cabral, em 1968. Rubem Braga, amigo e compadre do pintor, descreve na introdução do livro: “Esta edição, pela sua natureza, não comporta notas nem glossário. A novidade verdadeira que ela traz, e que a justifica, são os 52 desenhos que a ilustram, do cidadão baiano Carybé.”

 

“Aquarelas do Descobrimento” tem como curadora Solange Bernabó, filha de Carybé. O trabalho procurou privilegiar a sintonia entre os momentos do artista, com a sua técnica privilegiada, e o marco da história do Brasil revelado em traços leves, coloridos e minuciosos.

 

“Carybé foi um exímio desenhista e aquarelista, arte aparentemente simples, mas que exige maestria técnica e não permite correções. Partindo do relato escrito por Caminha, usou sua imaginação e conhecimento, para transformá-lo em imagens, dando-nos a sensação de termos testemunhado os acontecimentos que há mais de cinco séculos deram origem ao Brasil”, afirma Solange Bernabó.

 

SOBRE CARYBÉ:


Carybé nasceu como Hector Julio Páride Bernabó, em Lanús, na Argentina, em 1911. Passou a infância e a adolescência no Rio de Janeiro. Foi aos 8 anos, como escuteiro no Clube de Regatas Flamengo e membro da Patrulha dos Peixes, que surgiu a alcunha. A inspiração veio da feroz piranha Pygocentrus Cariba, das margens dos rios Orinoco e Amazonas. Do Rio de Janeiro, Carybé viajou o mundo até mudar-se definitivamente para o Brasil em 1949.  Naturalizou-se brasileiro oito anos depois e viveu em Salvador até a sua morte, em 1997. A relação do artista com o país que escolheu sempre esteve declarada na sua obra. Tanto nas diversas exposições internacionais que realizou, quanto em trabalhos que levavam a sua arte para o quotidiano das pessoas. Como o mapa do Brasil personalizado que decorava os aviões Electra II, da Varig, nos anos 60, e os murais em fachadas de prédios comerciais de vários estados brasileiros. Sobre os trabalhos que cruzaram fronteiras, pode-se citar os dois painéis que retratam a diversidade cultural do continente americano e a conquista do oeste estadunidense pelos colonos peregrinos e que adornam o Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos; o quadro “São Sebastião”, no acervo dos Museus do Vaticano; e uma pintura no Castelo de Balmoral, residência de férias da Rainha Elizabeth II, em Escócia. Carybé também ilustrou livros de autores importantes como Gabriel García Márquez, Pierre Verger e do seu grande amigo Jorge Amado.  

 

 

CARYBÉ EM PORTUGAL

 

Exposições:

 

1980 Semana de Arte Estoril, Lisboa – Portugal

1981 Exposição no Casino Estoril, Estoril – Portugal

1986 Exposição na Galeria Estoril, Lisboa – Portugal

1989 Exposição no Casino Estoril, Estoril – Portugal

1993 Exposição no Casino Estoril, Estoril – Portugal

 

Acervos:

 

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa – Portugal

• Museu de Arte Contemporânea, Lisboa – Portugal

 

 

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