Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

EXPOSIÇÃO DE ARTE DE INSPIRAÇÃO LUSÓFONA PARA VER ATÉ DIA 15 DE JULHO NO NOT A MUSEUM, EM LISBOA

image003 (3).jpg

Stephané Conradie – “Agapanthus and vark lelies” 2021

 

(IM)MATERIALITY é uma exposição que não pode perder em Lisboa. Em exibição no NOT A MUSEUM até 15 de julho, esta mostra conta com a presença de cerca de uma centena de obras de 48 artistas com trabalhos originais, maioritariamente inéditos, e ainda uma secção de Múltiplos Artísticos editados pela Carpe Diem Arte & Pesquisa.

(IM)MATERIALITY tem a curadoria de Graça Rodrigues, Sónia Ribeiro, Katherine Sirois, Lourenço Egreja e Diogo Bento e expõe, através de três núcleos distintos, uma conjugação significativa de meios que vão da pintura ao desenho, passando pela escultura, pela fotografia e pela instalação.

 

Promove uma reflexão em torno dos conceitos de materialidade e imaterialidade e coloca em primeiro plano cerca de 90 obras de 48 artistas provenientes de uma grande variedade de origens culturais e geográficas - incluindo Portugal, Angola, Moçambique, África do Sul, RDC, São Tomé e Príncipe, Burkina Faso, Namíbia, Holanda, Alemanha e Brasil - cujas práticas ultrapassam fronteiras espaciais e técnicas.

 

 

Centra-se no fascínio produzido pelos efeitos transitórios da matéria e da técnica, decorrente do atual interesse da comunidade artística pela exploração de novos materialismos, de novos meios e géneros artísticos, cada vez mais híbridos, bem como da sua dedicação crescente à recuperação e consagração de práticas ancestrais de criação artística.

Ao longo da exposição prevalece a noção da ambiguidade de género. Através dela, é-nos permitido compreender a forma como os autores avaliam a matéria e a não-matéria, a tangibilidade e a intangibilidade como um meio de comunicação, seja expandindo a mídia e as narrativas tradicionais, seja utilizando objetos do quotidiano como recurso para edificar novas formas. 

 

“(IM)MATERIALITY” desafia o status quo e a significação da materialidade e da imaterialidade, que aqui são constantemente questionados e também continuamente redefinidos. Apresenta a obra de arte como um objeto social cuja forma material, longe de ser acessória, é ao contrário, essencial para a geração de um sentido.

A exposição tem a direção artística e produção da THIS IS NOT A WHITE CUBE, a primeira galeria africana em Portugal que, mantendo uma profunda ligação com África, não se centra exclusivamente nos círculos lusófonos, mas principalmente na estética emergente das produções artísticas culturais do Sul Global.

 

Esta exposição, realizada em parceria com a ART MEXTO, o projeto NOT A MUSEUM, Carpe Diem Arte e Pesquisa, a galeria luso-angolana THIS IS NOT A WHITE CUBE, pretende gerar um diálogo entre países com afinidades coloniais e históricas, refletindo sobre o conceito de descolonialidade e procurando promover uma reflexão sobre a forma como a arte contemporânea africana se tem vindo a afirmar à escala global. 

 

 

usana Cereja – “BOADICEA”, 2021, Tapestry in Arraiolos stitch

 

Para Elson Angélico, diretor geral da MEXTO Property Investment, “esta exposição reflete o espírito e os valores da empresa, que tem, desde a sua criação, a arte e a valorização artística no seu ADN. Acreditamos que o NOT A MUSEUM é um projeto singular e diferenciador que visa apoiar a comunidade artística, sobretudo da lusofonia, e ser um espaço de referência na agenda cultural de Lisboa”.

Para Graça Rodrigues, Co-Diretora Artística do This is Not a White Cube, “(IM)MATERIALITY pretende gerar um diálogo entre países com afinidades coloniais e históricas, procurando promover uma reflexão sobre a forma como a arte contemporânea africana se tem vindo a afirmar à escala global”.

image004.jpg

 

Artistas Integrados:

ANA SILVA (Angola), ALEXIA FIASCO (França), ANTÓNIO FARIA (Portugal), BARBARA WILDENBOER (África do SUL), BETE MARQUES (Brasil), CÁSSIO MARKOWSKI (Brasil), DAGMAR VAN WEEGHEL (Holanda), Domingues Loureiro (Portugal), HENNIE MAYER (África do Sul), JANUÁRIO JANO (Angola), JOÃO DIAS (Portugal), KATHARIEN DE VILLIERS (África do Sul), KIMATHI MAFAFO (África do Sul), KUDZANAI CHIURAI (Zimbabué), LUÍS DAMIÃO (Angola), MANUELA PIMENTEL (Portugal), MARION BOHEM (Alemanha), MÓNICA MIRANDA (Portugal), NELO TEIXEIRA (Angola), OSVALDO FERREIRA (Angola), PATRICK BONGOY (República Democrática do Congo), PAULO CLIMACHAUSKO (Brasil), PEDRO PIRES (Angola/Portugal), PEDRO VALDEZ CARDOSO (Portugal), RAQUEL BELLI (Portugal), REMOFILOE MAYISELA (África do Sul), RENÉ TAVARES (São Tomé e Príncipe), SAÏDOU DICKO (Burkina Faso), SIDONIE HADOUX (França), SOFIA YALA (Portugal), STEPHANÉ E. CONRADIE (Namíbia), SUSANA CEREJA (Portugal), VANESSA BARRAGÃO (Portugal), VIVIEN KOHLER (África do Sul). E, ainda, com a Coleção de Múltiplos - Carpe Diem, Arte e Pesquisa: Ana Battaglia, Angela Ferreira, Carla Cabanas, Constança Clara, Fabrizio Matos, Fernando Marante, Hector Prats Françés, José Spanhol, Joana Tejo, Mónica de Miranda, Pedro Coelho.

 

NOT A MUSEUM

Palais Castilho, Rua Castilho 3, Lisboa

Horário:

Terça-feira a Sexta: das 14h às 19h  

Outros horários: mediante marcação

Entrada Livre

Sobre o NOT A MUSEUM:

O projeto NOT a MUSEUM foi criado em 2018, em Lisboa, como resultado do ADN da MEXTO Property Investment, promotora imobiliária premium que concretiza projetos de alta qualidade. Com sede em Lisboa, num edifício devoluto, acolhe todos os públicos, numa estrutura multifacetada, flexível e ágil, que colabora com diferentes associações, ativistas, escolas, fundações e colecionadores privados para a realização de performances, fóruns, palestras, exibições, concertos, desfiles de moda e outros eventos culturais, que contribuem para a promoção de artistas e movimentos, a nível nacional e internacional.

O NOT a MUSEUM promove um programa de arte contemporânea baseado na inovação e exploração, proporcionando à cidade de Lisboa uma experiência única de contacto com artistas, galerias, colecionadores, curadores e agentes culturais de diferentes continentes e afinidades, da Europa à África, da Ásia à América do Sul. É também um espaço de ligação e comunicação entre países e culturas, e tem recebido o apoio de vários membros do corpo diplomático acreditado em Portugal, como reconhecimento do importante papel da arte na diplomacia.

Com um espírito experimental, promove uma nova relação com a arte, tornando-a acessível a todos os públicos, tendo uma abordagem diferente em cada exposição, cortando laços com o carácter mais estático, exclusivo e institucional da maioria das galerias e museus. Como o seu nome sugere, o NOT a MUSEUM não é uma galeria, mas sim um laboratório experimental, um local de estudo, investigação e comunicação para artistas, galerias e visitantes.