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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

FIAR 16 - Festival regressa com programa recheado de estreias | Palmela - 22 a 24 de julho

FIAR 16 em Palmela

Festival regressa com programa recheado de estreias

 

Palmela é palco, entre 22 e 24 de julho, do Festival FIAR 16 - organizado pela FIAR Associação Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Palmela - para nos surpreender com os resultados da criação e experimentação artística que cruza profissionais e amadores em projetos que têm na rua o seu palco de eleição, procurando um contacto mais direto com os públicos.

Esta edição aposta, uma vez mais, na componente formativa e é precedida pela ação “O Actor e a Neutralidade”, com Nuno Pino Custódio, entre 18 e 22 de julho (informação e inscrições através do e-mailfiar.producao@gmail.com).

No programa, destaque para um conjunto de estreias: o espetáculo “Do Fim”, uma coprodução teatro O Bando, FIAR 16 e projeto europeu Platform Shift, uma rede internacional composta por onze grupos de teatro, que pretende pensar sobre as relações entre tecnologia digital e criação teatral; “Pangeia_Lab”, laboratórios para crianças e adolescentes, a partir de histórias universais como “O Rei Sapo”, “A Gata Borralheira” ou “Rapunzel”; produção FIAR de Circo Contemporâneo com direção e formação de Branko Potocan (Eslovénia); “Cantando à Mesa” pelo Seconda Pratica, um ensemble dedicado à preservação do património musical do período pré-moderno, numa criação com o Grupo Coral "Ausentes do Alentejo", agrupamento sediado em Palmela que se dedica à divulgação do cante alentejano; “Bugs” de Catarina Vieira e Solange Freitas, estreia nacional para o espetáculo apresentado no Festival TAC de Valladolid - quatro percursos para quatro atrizes.

 

 

 

“DO FIM”

Desenvolvido no contexto do projeto europeu Platform Shift, uma rede internacional composta por onze grupos de teatro, oriundos de nove países, que pretende pensar sobre as relações entre tecnologia digital e criação teatral, DO FIM nasce dum encontro de gerações e de uma grande diversidade de experiências. Aqui chegados, todos vindos de diferentes sítios, queremos pensar em conjunto sobre quem somos e para onde vamos. Parados ou em movimento, cobertos ou a céu aberto, celebraremos o que houver a celebrar, enterraremos o que houver a enterrar, faremos existir o que houver a idealizar. DO FIM, um encontro de percurso, um ritual pagão pelo nascimento de um novo instante ou de uma nova era, uma conversa sobre princípios e sobre o princípio DO FIM.

 

Ficha artística:

Texto: criação coletiva inspirada e com excertos de manifestos de António Maria Lisboa

Uma ideia de Miguel Jesus

Dramaturgia e encenação: Miguel Jesus e João Neca

Coordenação do grupo de teatro comunitário “As Avózinhas”: Dolores de Matos 

Música: Jorge Salgueiro

Figurinos e adereços: Clara Bento

Cenografia: Miguel Jesus, João Neca, Fátima Santos e Rui Francisco

Fotografia: Alexandre Nobre

Desenho de vídeo: Guilherme Noronha

Captação de imagem e som: Miguel Mares e Rita Santana

Elenco: As Avózinhas, Dolores de Matos, Raul Atalaia, Confraria de Teatro O Bando

Coprodução: Teatro O Bando/ Shift Platform/ FIAR16

 

 

“PANGEIA_LAB”

Estreia - 23 de julho, no Foyer do Cine-teatro S. João, 18H00

23 e 24 de julho

Tiago Cadete tem uma vasta experiência em mediar workshops para crianças e adolescentes. Os workshops pretendem estimular o imaginário individual e coletivo, através de jogos e exercícios que aumentam o interesse na investigação e criatividade de cada criança, articulando o seu potencial expressivo com as propostas do workshop. Para além da experiência em Portugal, estes workshops foram realizados noutros países, tais como a China, a Argentina e o Uruguai.

LAB/PANGEIA é uma série de laboratórios que apelam ao imaginário das diferentes comunidades de crianças, a partir de histórias universais como “O Rei Sapo”, “A Gata Borralheira”, “Rapunzel”, “O Capuchinho Vermelho” ou “A Bela Adormecida”. Com este exercício de memória coletiva, as histórias são construídas sob os pontos de vista dos objetos, representativos de cada história. Os objetos são os protagonistas de LAB/PANGEIA, o que leva a questionar como seriam estas histórias contadas sob o ponto de vistas dos objetos. Em termos pedagógicos, a criança é estimulada a pensar o mesmo acontecimento sob várias perspetivas e a aperceber-se de que forma o seu olhar altera uma história que se habituou a ouvir, cruzando, assim, referências de vários autores.

A proposta LAB/PANGEIA realiza-se durante o período de criação do espetáculo, tendo como objetivo realizar workshops com jovens de cidades diferentes para experimentar, trabalhar e criar um projeto próximo à realidade/universo fantástico do público-alvo.

 

Ficha artística:

Criação/ instalação/ cenografia: TIAGO CADETE

Assistente de direção: PRISCILA MAIA

Produção: EIRA

 

 

Nova produção FIAR de Circo Contemporâneo

Direção e formação de Branko Potocan (Eslovénia)

Esteia - 23 e 24 de julho, no Cine-teatro S. João

O FIAR tem desenvolvido um trabalho de continuidade na promoção e investimento das artes de rua e da expressão contemporânea do circo, com resultados firmados. Este novo projeto reúne as valências de formação, criação artística e intervenção comunitária que são marcantes no percurso do FIAR, mas integra, também, outras preocupações, como sejam a abordagem da cultura local e das experiências de vida dos participantes ou as apresentações noutras localidades do país e do estrangeiro.

 

Ficha Artística e Técnica:

Coordenação artística: Dolores de Matos

Encenação e formação: Branko Potocan

Assistência: Rita Judas

Intérprete e cocriadora: Carolina Ramos

Músico e intérprete: Rini Luyks

Espaço cénico, figurinos: Dolores Matos, Branko Potocan e Alexandre Nobre

Fotografia: Alexandre Nobre

Produção: FIAR16

 

 

“CANTANDO À MESA”

Estreia - 23 e 24 julho

Seconda Pratica, um ensemble dedicado à preservação do património musical do período pré-moderno, procura estabelecer, nas suas criações, vínculos que atravessem séculos e culturas, tentando revelar as ligações entre repertórios que normalmente vemos como realidades separadas. Na tentativa de criar espaços de partilha e vivências de concerto que permitam o questionamento do lugar da música na vida e no nosso dia a dia, criámos uma série de concertos em espaços pouco dados a concertos - uma mesa em comum, uma sala mais pequena – mas que permitem a entrada da música do passado no nosso imaginário doméstico.

Através de pesquisa cuidada, procuramos revelar as conexões entre o repertório folclórico que sobrevive até aos nossos dias nas práticas culturais de diferentes comunidades e as peças e fontes escritas do século XV ao século XVII, mostrando a forte dependência destas numa comunidade passada, que partilhava as suas canções de um forma muito parecida com as de hoje em dia.

A possibilidade de nos juntarmos ao Grupo Coral "Ausentes do Alentejo", na criação de um espaço e momento de partilha musical, aliando vivências diferentes a espaços pouco usuais para concertos, seria a possibilidade de expandir o nosso foco musical mas, também, de continuar a nossa missão de preservação e revitalização do nosso património musical

 

Ficha artística:

Seconda Pratica Ensemble com Grupo Coral “Ausentes do Alentejo”

Coprodução FIAR16/ Seconda Pratica

 

 

“BUGS”

Catarina Vieira e Solange Freitas

Estreia nacional - 23 e 24 de julho (estreou no Festival TAC de Valladolid em maio de 2013. Digressão em 2015 no Rio de Janeiro, Brasil)

BUGS são quatro percursos para quatro atrizes. Cada uma desenvolve um percurso no jardim, praça pública, teatro, parque de estacionamento, um qualquer lugar.

Um caminho da espera, do encontro consigo mesma. Este percurso é independente mas, inevitavelmente, acabará por provocar um encontro com os demais percursos, pela partilha do mesmo espaço. Pretende-se, portanto, refletir sobre as (im)possibilidades de encontro que este tipo de espaços podem favorecer, potenciar. Que tipo de encontro procuram estas figuras? Estão à procura da clandestinidade? São pessoas forçadas à clandestinidade? São, somos, os novos mendigos obrigados a viver na rua, no jardim, no parque e a tentar manter a dignidade? Porquê ocultar o rosto? Ou somos bombistas, revolucionários?

Em cada percurso, os espetadores seguem o espetáculo através de Mp3.

 

Ficha artística:

Direção artística: Catarina Vieira e Solange Freitas

Cocriação e interpretação: Catarina Vieira, Solange Freitas, Leonor Cabral e Tânia Alves

Espaço sonoro: Tiago Cerqueira

Colaboração artística: Dolores de Matos

Fotografia: Bruno Simão

Coprodução FIAR/ VÈRTIGO

Apoios: Fundação Calouste Gulbenkian e Festival TAC de Valladolid

 

 

 

 

 

 

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