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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

FLUVIÁRIO DE MORA: PEIXE EM VIAS DE EXTINÇÃO DUPLICA POPULAÇÃO

 

POPULAÇÃO DE SARAMUGOS DUPLICA

 

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O Fluviário de Mora recebeu em Maio passado do Instituto de Conservação da Natureza e das Floresta (ICNF) 30 exemplares de saramugo para realização de ensaios de reprodução no âmbito do projecto “Plano Acção Saramugo”.

A reprodução ex-situ foi bem-sucedida, tendo nascido mais de 30 exemplares da espécie Anaecypris hispanica.

O saramugo, uma espécie de peixe conhecida apenas na Bacia Hidrográfica do Guadiana, que sofreu uma redução drástica nos últimos 10 anos.

A construção de barragens, a poluição causada por descargas e a introdução de espécies exóticas no rio são, algumas das causas da redução do efectivo desta espécie. E sendo uma espécie que corre o risco de extinção e pelo seu carácter único, deve ser defendido.

Para a bióloga do Fluviário do Mora, Luísa Sousa, a “reprodução dos Saramugos em cativeiro e, no futuro, os repovoamentos desta espécie dulçaquícola poderão ser determinantes para a sua conservação.”

 

O Plano de Acção do Saramugo insere-se no estabelecimento de intervenções prioritárias de conservação da natureza e da biodiversidade, emergentes das orientações da Convenção sobre a Diversidade Biológica e da Estratégia da Comunidade Europeia em Matéria de Diversidade Biológica.

 

Em 2011, foi estabelecido um protocolo entre o ICNF e o Fluviário de Mora para defesa do Saramugo, Anaecypris hispanica (Steindachner, 1866), espécie piscícola continental que se encontra “ em perigo” `escala global, segundo os critérios da IUCN (2007) e do Atlas e Livro Rojo de los Peces Continentales de España (2002) e “criticamente em perigo” segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (2005), cujas populações sofreram uma diminuição acentuada da sua área de distribuição e dos seus efetivos populacionais entre a década de 70 do sec. XX e a atualidade.

 

Ao fim de oito anos, por onde passaram mais de 700 mil visitantes, crianças, famílias, escolas e outros grupos, o Fluviário de Mora continua a inovar e a  renovar-se, a afirmar-se como a maior e mais reconhecida instituição em Portugal, e também na Europa, de divulgação do maravilhoso mundo dos Rios e Lagos. Com mais de 600 exemplares de 70 espécies, continua hoje a valer a pena visitar e revisitar o Fluviário de Mora.

 

 

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