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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Frei Luís de Sousa estreia no Teatro Municipal Joaquim Benite

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A 153.ª criação da Companhia de Teatro de Almada é a peça Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, com encenação de Rogério de Carvalho, que estará em cena na Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, de 1 a 30 de Abril, de quarta-feira a sábado, às 21h30, e domingos, às 16h00.

 

Escrita em 1843 e publicada no ano seguinte, Frei Luís de Sousa é considerada a obra-prima do teatro romântico português. A peça estreou em 1847 no Teatro do Salitre e o enredo inspira-se na vida do escritor seiscentista Frei Luís de Sousa (de seu nome secular D. Manuel de Sousa Coutinho). Como pano de fundo, a resistência ao domínio filipino: sete anos após o seu marido, D. João de Portugal, ter sido dado como morto na batalha de Alcácer Quibir, D. Madalena de Vilhena desposa D. Manuel de Sousa Coutinho, de quem tem uma filha, Maria. A feliz existência desta família é apenas perturbada pelos pressentimentos aziagos de um velho aio, Telmo, que nunca deixa de acreditar no regresso do seu antigo senhor. Na célebre Memória ao Conservatório Real Almeida Garrett define a sua obra como “a mais verdadeira expressão literária e artística da civilização do século”.

 

Almeida Garrett (1799-1854), a par da sua vocação literária, foi também um político activo e um liberal convicto. Depois de ter concluído o curso de Direito em Coimbra, foi perseguido e forçado a partir para Inglaterra, escrevendo Camões (1825) e D. Branca (1826) no exílio. Com a revolução de Setembro (1836), ficou encarregue de fundar o futuro Teatro Nacional D. Maria II, bem como de fomentar um repertório original português. Foi com este objectivo que escreveu Um auto de Gil Vicente (1838), D. Filipa de Vilhena (1840), O alfageme de Santarém (1842), Frei Luís de Sousa (1843)

e A sobrinha do Marquês (1848). Na prosa, destacou-se com Viagens na minha terra (1843).

 

Rogério de Carvalho (n. 1936) já dirigiu espectáculos nos principais palcos portugueses, tendo colaborado com diversas estruturas de produção. A sua primeira colaboração com a Companhia de Teatro de Almada remonta a 1986, quando assinou a encenação de A menina Júlia, de Strindberg. Para a CTA encenou vários espectáculos ao longo dos anos, sendo alguns dos exemplos A cada um o seu problema (1997), de Pinter, As três irmãs (2002), de Tchecov, Fedra (2006), de Racine, Tio Vânia (2008) e As possibilidades (2015), de Howard Barker, O pelicano (2013), de Strindberg, e Tartufo (2014), de Molière. A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro distinguiu a sua encenação de O doente imaginário como o Melhor Espectáculo de 2012. Em 2014, o jornal Público considerou a sua encenação de As confissões verdadeiras de um terrorista albino o melhor espectáculo do ano. Foi a personalidade homenageada no 32. º Festival de Almada.

 

 

FICHA ARTÍSTICA

 

 

Intérpretes Adriano Carvalho, Alberto Quaresma, António Fonseca, Carlos Fartura, Joana Castanheira, João Farraia, Marques D’Arede, Pedro Walter, Teresa Coutinho e Teresa Gafeira

 

Cenografia José Manuel Castanheira

Figurinos Mariana Sá Nogueira

Luz Guilherme Frazão

Som Miguel Laureano

Voz e elocução Luís Madureira

 

TMJB | SALA PRINCIPAL | M/12 1 a 30 ABR | QUA a SÁB às 21H30, DOM às 16H00 PREÇO: 6.50€ a 13€ | Jantar + espectáculo 14€

RESERVAS: +351 212 739 360 COMPRAR: http://cta.bilheteiraonline.pt/