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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Gastão Cruz distinguido com o Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho

 

 

Um júri constituído por António Carlos Cortez, Fernando J. B. Martinho e Rita Patrício decidiu, por maioria, atribuir o Grande Prémio de Poesia “Maria Amália Vaz de Carvalho” APE/Câmara Municipal de Loures ao livro Existência, de Gastão Cruz (Assírio & Alvim), tendo Fernando J. B. Martinho votado no livro A Noite Imóvel, de Luís Quintais.

Nesta 1.ª edição do Grande Prémio de Poesia “Maria Amália Vaz de Carvalho, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores patrocinado pela Câmara Municipal de Loures, concorreram, as obras saídas no ano de 2018, e a título excepcional, 2017.

O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 12.500,00 (doze mil e quinhentos euros).

A data da cerimónia de entrega do prémio será oportunamente anunciada.                                                                               

 

Gastão Cruz - Poeta e ensaísta português, Gastão Cruz nasceu em 1941, na cidade de Faro, no Algarve, e licenciou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Filologia Germânica. Professor do ensino secundário, o autor exerceu paralelamente, entre 1980 e 1986, a carreira de leitor de Português no King's College de Londres e dirigiu, nos anos 70 a 90, após a morte de Carlos Ferreira, o grupo de teatro Teatro Hoje/Teatro da Graça que ajudou a fundar. O gosto pelo teatro e pelo mundo da poesia "empurra-o" para a tradução de títulos dramáticos de, entre outros autores, Strindberg, Shakespeare (Conto de Inverno) e Cocteau e para a organização de recitais dramatizados que proporcionam uma intensa divulgação poética. Ainda muito jovem, com apenas 19 anos, Gastão Cruz, manifestando já um grande apego pelo texto poético, publica o seu primeiro livro, A Morte Percutiva, no volume colectivo intitulado Poesia 61, que compila textos de uma plêiade de cinco jovens poetas: Casimiro de Brito, Fiama Hasse Pais Brandão, Luiza Neto Jorge e Maria Teresa Horta. (…) As suas obras são caracterizadas pela contenção quantitativa, sendo assim reduzido o número de textos que compõem cada volume. Ao contrário, cada um destes textos são portadores de uma grande densidade de significação e formam entre si uma unidade que se estrutura como uma teia. (…) Acreditando que a poesia deve conter um "discurso autónomo", correspondendo a um "sistema com as suas leis próprias", Gastão Cruz considera que esta deve resultar de um trabalho de composição consistente e rigoroso. (…) em 2000 recebeu o Prémio D. Dinis. 

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