Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Graça: Suite teatral em três movimentos | TEATRO DA GARAGEM

ESPETÁCULOS | 15 Outubro a 8 Novembro | de 4ª-feira a Domingo | 21h30 

Criação 79 do Teatro da Garagem 

Encenação de Carlos J. Pessoa  

TG1_Fotografia%20de%20Tadeu%20Machado.jpg

 


EXPOSIÇÃO DAS MAIS RECENTES OBRAS DE GRAÇA MORAIS | 15 Outubro a 8 Novembro Diariamente das 15h00 às 24h00 | Inauguração dia 15 de Outubro às 18h30  


Graça – Suite teatral em três movimentos, é um espectáculo do Teatro da Garagem, numa co-produção com o Teatro Municipal de Bragança no âmbito da 6ª edição do Plast & Cine. A edição do Plast & Cine 2015 homenageou a artista plástica Graça Morais, e a cidade de Bragança foi o palco de um conjunto de iniciativas dedicadas à vida e obra da artista.  Graça significa nome, deusa, elegância, dom, amizade, estima… Para construir este espectáculo partimos da vida e obra de Graça Morais, propondo uma viagem pelos ciclos temáticos das suas criações, guiada pelas notas e apontamentos da própria artista e pelas palavras de António Tabucchi. Em Graça compusemos uma Suite Teatral que reflecte por um lado a força e poesia do trabalho de Graça Morais, por outro permite, na sobreposição dos sucessivos gestos expressivos e políticos, o movimento da memória, como quem revolve e escava a terra. Diz a artista: “Um quadro é sempre o lugar da minha maior intimidade. Estou lá toda”. Para nós o teatro é também esse lugar! Maria João Vicente



Este espetáculo resulta de um encontro feliz entre o Teatro da Garagem e a obra da pintora Graça Morais. Assistimos na cena a três movimentos distintos que estabelecem outros tantos pontos de vista sobre aspectos da obra da artista. No primeiro movimento desta suite teatral consideramos os sentidos como argumento axial na abordagem estética. São os sentidos que, em primeiro lugar, determinam o discurso, o entendimento, não apenas da obra pictórica, mas do modo como a artista se apercebe do mundo. Nesta medida a pintura de Graça Morais resulta de gestos de anotação e de movimentos de reflexão, presentes nos seus diários, que estabelecem uma geografia peculiar.  No segundo movimento encontramos um texto teatral, O Fim do Mito de António Tabucchi e uma pintura em particular, A Caminhada do Medo VIII, que lhe serviu de ponto de partida. A teatralização do texto permite-nos olhar a pintura a partir de uma perspectiva crítica que a acrescenta de leituras e ressonâncias ampliando o universo inicial dos sentidos. Neste segundo movimento o olhar sobre a obra de Graça Morais sofre uma deslocação dos itinerários predilectos para uma vocação universalista cujo pendor a situa na génese mítica do Ocidente. A revisitação do mito de Eneias, em A Caminhada do Medo VIII, estabelece uma umbilicalidade com as migrações contemporâneas do norte de África para a Europa. O fantasma de Eneias coexiste com os fantasmas dos náufragos de Lampedusa. O segundo movimento agrega, no mesmo plano, a má consciência da Europa, (a haver consciência, ainda…), a impotência, o desespero, a cobardia e a indiferença. Caminhar para onde afinal? Será que vale a pena ter fé nalguma coisa?  O terceiro movimento, desagua diretamente no atelier da artista. É aí por entre telas, pincéis, tintas e serapilheiras, que é possível espreitar o gesto que tudo começa e no qual, este espetáculo, adquire pulsação. É lá, no confronto da mão e da palavra da pintora com a obra inacabada, que esta suite teatral atinge o seu zénite e encontra a sua razão de ser. A Graça Morais que fazemos surgir na cena é a GRAÇA deste espetáculo, a dádiva e a inspiração que, por ventura, tem para oferecer. A Graça Morais que conhecemos numa tarde solarenga de Março no seu atelier da Costa do Castelo, dá à palavra GRAÇA, e à sua promessa de felicidade, uma voz e um rosto.  
Carlos J. Pessoa 
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA Encenação e Concepção Plástica Carlos J. Pessoa  Textos Graça Morais e António Tabucchi  Dramaturgia Maria João Vicente  Assistente de Encenação Nuno Nolasco  Interpretação Ana Palma, Beatriz Godinho, Maria João Vicente, Nuno Nolasco e Nuno Pinheiro  Cenografia e Figurinos Sérgio Loureiro  Música, Desenho e Operação de Som Daniel Cervantes  Vídeo Nuno Nolasco  Operadores de câmara Nuno Nolasco, Nuno Pinheiro e Tadeu Machado  Fotografia Tadeu Machado 

Desenho e Operação de Luz Nuno Samora  Direcção de Produção Maria João Vicente  Produção e Comunicação Carolina Mano  Coprodução Teatro Municipal de Bragança e Teatro da Garagem 
M/12 
EXPOSIÇÃO | ENTRADA LIVRE

ESPETÁCULO | BILHETES €5* a €10  Reservas e informações: 21 885 41 90 | 96 801 52 51

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.