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Cultura de Borla

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Grupo dst celebra cultura na Feira do Livro de Braga | Entrega do Grande Prémio de Literatura dst

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Entrega do Grande Prémio de Literatura dst decorreu no Theatro Circo

GRUPO DST CELEBRA CULTURA NA FEIRA DO LIVRO DE BRAGA

O espaço dst, presente na Feira do Livro de Braga, é de paragem obrigatória, com um programa imperdível para todas as famílias. Até dia 16 de julho, o espaço dedica-se a celebrar a literatura, em parceria com várias entidades culturais da cidade. O calendário de iniciativas inclui leituras de excertos de livros, entre os quais “Astronomia”, de Mário Cláudio, pela companhia de Teatro de Braga no âmbito do projeto Bragacult, nos dias 11 de julho (terça-feira) e 14 de julho (sexta-feira).

De destacar a “conversa com Alfredo Cunha”, apresentado pelo fotografo José Bacelar, no dia 8 de julho (sábado), que falará sobre os livros e o fotojornalismo, que levou Alfredo Cunha a ser distinguido com prémios nacionais e internacionais, como a Comenda do Infante D. Henrique, em 1995. Vai ser também apresentado o livro “Mário Soares – 1974-2017”, uma obra do fotojornalista que compila mais de 40 anos de fotografias ao político português, e que reúne textos de Adelino Gomes, António Costa, José Manuel dos Santos e Marcelo Rebelo de Sousa.

O Museu Nogueira da Silva, em parceria dst, acolhe também no sábado, dia 8, a apresentação da obra “Maria Ondina Braga – Em busca de um Centro”, de Maria Adelina Vieira e apresentado por João Lobo, e no dia 14 de julho (sexta-feira), o lançamento da obra “Maria Ondina Braga – (Re)leituras de um obra”, com coordenação de José Cândido Martins e Isabel Cristina Mateus.

No dia 12 de julho, o espaço dst recebe Pedro Melo, o cantor bracarense de 23 anos, que passou pelo programa de talentos da RTP 1, “The Voice”, e que vai apresentar o seu mais recente projeto, “Giant’s Magazine”. Acolhe também o Grupo de Cantares Tradicionais Mulheres do Minho.

No dia seguinte, 13 de julho, vai ser exibida a curta-metragem “Os Maias”, do grupo dst, que em parceria com a artista Ângela Mendes Ferreira, desenvolveu um projeto inserido na multiplataforma de divulgação de literatura portuguesa, que envolve uma curta-metragem e a obra ilustre “Os Maias”, de Eça de Queirós. Este ano, a curta-metragem dos Maias entrou para o Plano Nacional de Leitura.

 

Entrega do Grande Prémio de Literatura dst

A cerimónia de entrega do Grande Prémio de Literatura dst (GPL) decorreu, na passada sexta-feira, no emblemático Theatro Circo. O evento, que marcou o arranque da Feira do Livro de Braga, premiou Mário Cláudio pela obra “Astronomia” e contou com a presença do ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, da vereadora da Cultura do Município de Braga, Lídia Dias, do membro do júri do GPL e representante do vencedor, que não pode estar presente, José Manuel Mendes, e do presidente do grupo dst, José Teixeira, que subiram ao palco para refletir sobre a cultura e a importância da mesma para uma sociedade competitiva.

José Teixeira afirmou que o grande investimento na cultura por parte do grupo dst é realizado pelo “interesse económico e suas imensas externalidades positivas derivadas”. Para o presidente do grupo, que desempenha um papel fulcral no panorama cultural da cidade de Braga, a cultura é mais do que responsabilidade social, uma vez que é através desta que se criam empresas competitivas. “Nós decidimos a forma de sermos competitivos. Escolhemos o óbvio, termos talento, termos conhecimento e sermos cultos”, porque um trabalhador culto será “capaz e criará muito mais valor económico para si, para a empresa, para a cidade e para o seu país”.

O ministro da Cultura sublinhou esta ideia, frisando que o conhecimento e a inovação são fatores essenciais para que haja competitividade, e definiu a dst como uma “empresa responsável”, por saber assumir esse papel. No âmbito do prémio literário, Luís Filipe de Castro Mendes abordou também a temática das novas tecnologias, nomeadamente dos novos suportes de leitura, tendo deixado assente que a tecnologia não vai matar os livros, tal como a televisão não matou o cinema, e por isso, no futuro, vão coexistir, lado a lado.

A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga deixou também uma palavra de apreço ao trabalho desenvolvido pelo grupo dst no âmbito cultural, através de um discurso pontuado pela necessidade de se fazer cultura, de se criar iniciativas que devem partir de todos e não só dos poderes públicos, apesar de estes serem “os primeiros promotores quando a ação da sociedade civil for insuficiente”. Segundo Lídia Dias, “seria um grave erro assumirmos que a cultura depende meramente dos poderes públicos instituídos, porque a cultura está em toda a parte”.

Para José Manuel Mendes, membro do júri do Grande Prémio de Literatura dst, o grupo dst vai para além da competência e da inovação, uma vez que é um “núcleo de cultura viva, acolhendo, patrocinando e assumindo iniciativas”. Para finalizar o discurso, e porque representou o autor premiado, leu uma mensagem de Mário Cláudio, para quem o galardão foi “duplo motivo de júbilo e de gratidão”, uma vez que também ele cresceu nas cercanias da cidade de Braga.

Apesar de ser dedicada à literatura, a cerimónia ficou também marcada pela dança, pelo teatro e pela música, que no palco do Theatro Circo mostraram o poder inigualável da cultura. Na dança, a bailarina Maria Teresa Teixeira interpretou “A Morte do Cisne” e “Shostasolo”, os dois momentos de bailado da noite, com coreografia do Estúdio Helena Mendonça. No teatro, a Companhia de Teatro de Braga subiu ao palco, para leituras do livro vencedor, que revelaram ao público um pouco da essência de “Astronomia”. E para fechar a gala, o momento musical foi protagonizado por Linda Martini, a banda de rock portuguesa conhecida por temas como “Amor Combate” e “Cem Metros Sereia”.

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