Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Grupo Portucel Soporcel é Mecenas do Museu do Papel

 

Viagem da floresta ao papel pela primeira vez em exposição

  • Novo núcleo expositivo será permanente e pretende dar a conhecer o ciclo sustentável da produção do papel
  • Exposição visa também realçar a diversidade e sustentabilidade dos produtos papeleiros e o seu contributo para a renovação e valorização da floresta portuguesa
  • Milhares de crianças e jovens vão poder aprender que o papel é um produto renovável, reciclável e amigo do ambiente

 

O grupo Portucel Soporcel e o Museu do Papel, tutelado pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira apresentam no dia 26 de Novembro a exposição “Da Floresta ao Papel”, um núcleo permanente com um forte cariz pedagógico que será inaugurada no espaço do Museu do Papel, em Paços de Brandão, Santa Maria da Feira.

 

Dirigida especialmente ao público escolar, esta exposição vem enriquecer a oferta do Museu do Papel com novos conteúdos interpretativos sobre a História mais recente da Indústria de pasta e papel em Portugal, e pretende ser um contributo para dar a conhecer o ciclo sustentável da produção do papel, bem como para mostrar a importância estruturante das indústrias da pasta e papel na geração de riqueza, emprego e bem-estar em Portugal.

 

Para Emídio Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, “O núcleo expositivo “Da Floresta ao Papel” vem enriquecer a exposição permanente deste espaço museológico dedicado à Indústria do Papel – uma atividade com três séculos de História no concelho de Santa Maria da Feira, impulsionadora, desde o início do século XVIII, do processo de industrialização do Município e desta grande região das Terras de Santa Maria –, conferindo-lhe uma nova dimensão histórica e museológica com uma marca de contemporaneidade, e que reflete a dinâmica inovadora, competitiva e sustentável da Indústria do Papel Portuguesa na atualidade.”

 

“A participação empenhada nesta iniciativa insere-se na política de responsabilidade social do grupo Portucel Soporcel, que privilegia o apoio a projetos educacionais capazes de sensibilizar a sociedade em geral, e os mais jovens, em particular, para a importância de preservar e a valorizar a floresta nacional e os produtos de base florestal, como é o caso do papel, tão bem representado nesta exposição”, José Nordeste Diretor do Complexo Industrial de Cacia, convicto de que a mostra será importante para “promover o conhecimento sobre o papel estruturante da fileira florestal na geração de valor económico, social e ambiental para Portugal”.    

 

Dividida em oito sub-núcleos que permitem ao visitante “viajar” desde a floresta até ao contacto direto com os tipos de papel disponíveis para as mais diversas utilizações, a exposição “Da Floresta ao Papel” integra um conjunto de soluções interativas e vários suportes de comunicação em papel evidenciando a complementaridade dos dois suportes de comunicação: papel e digital.

 

Este novo núcleo expositivo do Museu do Papel vai assim proporcionar aos visitantes uma viagem de conhecimento das diferentes fases do processo de fabrico de papel, assente na utilização de fibra virgem, desde a investigação laboratorial (I&D) à reflorestação, com ênfase na conservação da biodiversidade e na proteção florestal, passando pela utilização de energias renováveis e pela adoção de processos de produção eco-eficientes de pasta de celulose e de papel.

 

Em suma, esta exposição visa também realçar a diversidade e sustentabilidade dos produtos papeleiros e o seu contributo para a renovação e valorização da floresta portuguesa, sublinhando a importância desta indústria para o desenvolvimento económico, social e ambiental do País.

 

 Sobre o grupo Portucel Soporcel

 

O grupo Portucel Soporcel é o segundo maior exportador em Portugal, sendo o que gera o maior Valor Acrescentado Nacional. O Grupo representa aproximadamente 1% do PIB nacional, cerca de 3% das exportações nacionais de bens, perto de 8% do total da carga contentorizada e de 7% do total desta carga e da carga convencional exportada pelos portos nacionais.

É um grupo florestal verticalmente integrado, que dispõe de um Instituto de Investigação Florestal próprio, líder mundial no melhoramento genético do Eucalyptus globulus. Gere em Portugal uma vasta área florestal certificada pelos sistemas internacionais FSC® (licença nº FSC C010852) e PEFC™ (PEFC/13-23-001), dispondo de uma capacidade instalada de 1,6 milhões de toneladas de papel, de 1,4 milhões de toneladas de pasta (das quais 1,1 milhões integradas em papel) e de 2,5 TWh/ano de energia elétrica, atingindo um volume de negócios anual superior a 1,5 mil milhões de euros.

Líder europeu na produção de papéis finos de impressão e escrita não revestidos (UWF) e sexto a nível mundial, o Grupo é também o maior produtor europeu, e o quinto a nível mundial, de pasta branqueada de eucalipto BEKP - Bleached Eucalyptus Kraft Pulp.

O Grupo tem seguido, com sucesso, uma estratégia de inovação e desenvolvimento de marcas próprias, que hoje representam mais de 60% das vendas de produtos transformados, merecendo particular destaque a marca Navigator, líder mundial no segmento premium de papéis de escritório.

As vendas do Grupo têm como destino 127 países nos cinco continentes, com destaque para a Europa e EUA.

No âmbito da sua estratégia de expansão internacional, o Grupo está a desenvolver um importante projeto de investimento florestal verticalmente integrado em Moçambique, que culminará com a construção de uma fábrica de produção de pasta de celulose, um investimento de 2,3 mil milhões de dólares.

 www.portucelsoporcel.com

 Sobre o Museu do Papel Terras de Santa Maria

Inaugurado em Outubro de 2001, e integrando a Rede Portuguesa de Museus desde Maio de 2002, o Museu do Papel Terras de Santa Maria constitui uma referência a nível da Museologia Industrial Portuguesa e desempenha um papel relevante na divulgação, não só da História do Papel como do dinamismo e modernidade da Indústria do Papel em Portugal.

Situado em Paços de Brandão, o Museu do Papel é tutelado pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira que concretizou a vontade de uma comunidade, onde a arte de fazer papel faz parte de sucessivas gerações desde há mais de trezentos anos.

Este primeiro museu português dedicado à História da Indústria do Papel está instalado em duas antigas fábricas de papel do século XIX, tendo como grande marca identificadora o facto de constituir um espaço museológico industrial em atividade, onde as leituras dos antigos espaços manufatureiros e industriais proporcionam uma simultaneidade de interpretações a nível de áreas e processos de fabrico, interpretações sustentadas numa sinalética simples e no apoio dado pelos serviços educativos do museu.

Sem que tivessem sido descaracterizados os antigos espaços de produção de papel, foram criadas novas áreas estruturais inerentes a uma boa funcionalidade museológica (serviços de acolhimento, centro documental, áreas de serviço educativo, auditório, áreas de exposição) assegurando-se, simultaneamente, condições de acessibilidade a nível dos diferentes percursos expositivos que acompanham os processos de fabrico.

Todo o seu projeto de conceção e de dinâmica educativa e cultural concretiza-se na afirmação de uma simultaneidade comprometida entre um espaço museológico e uma fábrica em atividade. Numa ligação muito próxima à comunidade do papel, e tendo muito presente a história da região papeleira circunscrita à sua área geográfica, este museu assumiu-se, no entanto, e desde a sua fundação, como um projeto de âmbito nacional. Neste sentido, o seu acervo foi sendo enriquecido com doações de diferentes fábricas de papel dos principais polos históricos da Indústria do Papel, em Portugal, com destaque para a região papeleira de Tomar.

Pela sua dimensão e características, este projeto significou um enorme esforço financeiro por parte da autarquia de Santa Maria da Feira, só possível graças às comparticipações de fundos comunitários (através do programa ON e do Programa Operacional da Cultura), visando não só a recuperação e adaptação a uma nova funcionalidade museológica das duas fábricas oitocentistas que o integram, mas também no apoio ao desenvolvimento e consecução de projetos educativos e culturais, com destaque para o “Despertar do Museu a Novos Públicos”.

Ao longo dos últimos anos, o Museu do Papel tem-se afirmado como um espaço dinâmico/criativo, o que lhe confere um carácter diferenciador face aos restantes espaços de cultura nacionais. O reconhecimento desse dinamismo reflete-se nos mais de 140.000 visitantes recebidos desde que abriu as suas portas.

Pela sua forte identidade e coerência a nível museológico, pela criatividade e inovação dos seus projetos, o Museu do Papel foi distinguido pela APOM - Associação Portuguesa de Museologia, com o Prémio “Melhor Museu Português 2011”, bem como, em Setembro de 2012 e na sequência da sua apresentação na The Best in Heritage Internacional Conference 2012 – em Dubrovnik, Croácia, passou a integrar o The Best in Heritage – Excellence Club Member.

www.museudopapel.org