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Cultura de Borla

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GUIdance guarda uma mão cheia de espetáculos para a segunda semana do festival (Até 13 fevereiro)

Miguel Moreira, Akram Khan, Kaori Ito, Luís Guerra e Anne Teresa De Keersmaeker

 

GUIdance guarda uma mão cheia de espetáculos para a segunda semana de festival

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Depois de uma primeira semana de festival, em que passaram pelos palcos do GUIdance espetáculos de Victor Hugo Pontes, Marco da Silva Ferreira, Ludvig Daae e Joanna Nordahl, e Miguel Moreira, é bom sublinhar que o cartaz ainda vai a meio. Na segunda semana do GUIdance, que arranca esta quarta-feira, o programa reserva ainda “Parede”, de Miguel Moreira, “Kaash”, da Akram Khan Company, “Je dance parce que je me méfie des mots”, de Kaori Ito, “Nevoeiro”, de Luís Guerra, e “Golden Hours (As you like it)”, de Anne Teresa De Keersmaeker. Ainda há tanto para dançar!

 

O GUIdance retoma a ordem de trabalhos esta quarta-feira, dia 10 de fevereiro, às 22h00, na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, com uma remontagem da icónica peça “Parede”, de Miguel Moreira. Obra fulcral da Útero, que em 2002 marcou um momento crucial no percurso da companhia, “Parede” nasce da necessidade de orientação. Existe uma mulher, que provavelmente nunca saberemos quem é, a debater-se com o fim de uma história de amor, que também não conhecemos. Uma mulher sozinha que apenas se consegue situar na ausência do amor que escapou. Há questões existenciais, constitutivas, que arrastam esta “protagonista” na descida aos infernos que é o seu diálogo interior.

 

Na noite seguinte, a Akram Khan Company traz ao palco do Centro Cultural Vila Flor o espetáculo “Kaash”. Há 14 anos, Akram Khan uniu esforços com o célebre escultor Anish Kapoor e com o conceituado compositor Nitin Sawhney para apresentar “Kaash”, a primeira obra de grupo com o carimbo da sua companhia. Deuses hindus, buracos negros, ciclos de tempo, criação e destruição, foram a base para a obra que se viria a desenhar. “Kaash” (palavra hindi que significa “e se”) acentuou a busca de Khan para construir pontes entre os mundos da dança contemporânea e a forma de dança clássica indiana Kathak. A peça, que foi um enorme sucesso aquando a sua estreia, está de regresso aos palcos e tem paragem obrigatória na edição de 2016 do GUIdance.

 

Na sexta-feira, 12 de fevereiro, às 22h00, o Pequeno Auditório do CCVF recebe a japonesa Kaori Ito que traz a Guimarães a peça “Je dance parce que je me méfie des mots”. Aqui acontece um reencontro entre um pai e a sua filha, o recuperar de algo perdido. Um reencontro de afetos, mas também um reencontro artístico de duas pessoas separadas por milhares de quilómetros que se medem também por uma distância cultural. O pai, escultor, concede à filha a dança de uma vida. Que o espaço seja movido pela reunião destes corpos, moldado pela escultura dele e pela dança dela. A reconciliação pela arte.

 

No sábado, o último dia de festival oferece ao público dois espetáculos para fechar em grande a 6ª edição do GUIdance. Às 19h00, a Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade acolhe a peça de Luís Guerra, “Nevoeiro”. O coreógrafo explica que “o 'Nevoeiro' surge no período em que vivia em Viana do Castelo. Gostei muito de ali viver e alguma coisa aconteceu. Foi uma altura em que passava muito tempo a desenhar, estava a viajar pouco, tinha disponibilidade para introspeção, mais do que agora que vivo em Lisboa. O título foi o que me chegou primeiro, como me acontece habitualmente. Pensei fazer uma elegia, estava fascinado, adoro o nevoeiro. A questão era: como consigo fazer isso em dança?” Luís conseguiu.

 

À noite, às 22h00, para a despedida definitiva, o Grande Auditório do CCVF é palco para a estreia nacional de “Golden Hours (As you like it)”, de Anne Teresa De Keersmaeker, da companhia Rosas. O espetáculo esconde uma peça de teatro na dança, um encontro entre o álbum “Another Green World” (cuja música “Golden Hours” empresta nome ao título da peça), de Brian Eno, e a comédia clássica de Shakespeare, “As you like it”. O que acontece quando o ritmo das falas de Shakespeare e o seu imaginário poético se converte em dança? Alcançando um equilíbrio entre a abstração formal e os gestos concretos, os bailarinos dançam enredos intrincados, onde se desenham jogos de sedução, atração ou repulsa.

 

Na segunda semana do GUIdance prosseguem também várias atividades paralelas que visam aproximar o público dos artistas e permitem conhecer uma outra perspetiva do processo de criação artística. A Akram Khan Company orienta uma masterclasse esta quarta-feira, dia 10 de fevereiro, e há conversas pós-espetáculo com Miguel Moreira e Kaori Ito. O GUIdance vai também à Escola Secundária Martins Sarmento com os embaixadores da dança, que nesta segunda semana se fazem representar por Miguel Moreira. Cláudia Galhós continua as suas visitas pelas escolas da cidade para falar sobre a história da dança e passa ainda pela Academia de Música e Bailado de Guimarães. No Café Concerto do CCVF continua patente, até ao final do festival, uma exposição de desenhos de Luís Guerra que dá a conhecer uma outra faceta criativa. Também Luís Guerra abre o seu trabalho aos alunos da ESAG que são convidados a desenhar os movimentos do ensaio da peça “Nevoeiro”. O meeting point do festival volta a decorrer este fim de semana, na sexta e no sábado, no Café Concerto do CCVF, para momentos de descontração e convívio ao som de vários DJs.

 

Os bilhetes para o GUIdance encontram-se à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt. O preço dos bilhetes varia entre os 5,00€ e os 10,00€. Os alunos que frequentam Escolas de Artes Performativas têm um preço especial de 4,00€ nos espetáculos que se realizam no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor. Toda a informação relativa ao GUIdance 2016 encontra-se disponível no site www.ccvf.pt.

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