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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Histórias Vividas e Contadas do 25 de Abril

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O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro falou, no dia 26 de abril, com alunos do 10º e 11º anos da Escola Secundária Augusto Cabrita sobre a Revolução dos Cravos. Carlos Humberto de Carvalho recordou, entre outros aspetos, a sua intervenção cívica e política, a guerra, a resistência antifascista e a emoção e a esperança num Portugal melhor com o 25 de Abril de 1974. Esta iniciativa insere-se no âmbito das “Histórias Vividas e Contadas do 25 de Abril”, que decorre, todos os anos, no âmbito das Comemorações do 25 de Abril.

 

No fundamental, destina-se aos alunos das escolas públicas do Concelho, do 4ºano, 6º ano, 9º ano, 10º, 11º e 12º anos. Para a realização da iniciativa, a Câmara Municipal convida personalidades do Concelho que conviveram de perto com as incidências da Revolução do 25 de Abril de 1974. Os convidados participantes relatam histórias e momentos marcantes por eles vivenciados nas várias fases do processo revolucionário. Estas histórias, contadas na primeira pessoa, dão espaço a perguntas diretas ao interlocutor, nomeadamente em relação à perceção por parte dos alunos das diferentes vivências do antes, do durante e do depois da Revolução.

Este ano, participaram nas “Histórias Vividas e Contadas do 25 de Abril”, o resistente antifascista José Caetano, o barreirense José Encarnação, o antigo Presidente da Junta de Freguesia de Santo André e "Barreiro Reconhecido" na área Resistência Antifascista, Cidadania, Democracia e Luta pela Liberdade, João Raio, e Diretor do Jornal Rostos e “Barreiro Reconhecido” na área do Associativismo, António Sousa Pereira. 

 

Como era a vida antes do 25 de Abril, que impactos sociais e económicos provocaram os quase 50 anos de ditadura, a importância do papel dos Capitães de Abril foram algumas das questões colocadas pelos alunos ao Presidente da CMB. Carlos Humberto de Carvalho lembrou a sociedade do Barreiro dos seus tempos de infância e juventude, “a gente operária”, o facto de se trabalhar “muitas horas por semana, seis dias por semana e as pessoas viverem com muitas dificuldades”. “Muitos dos meus colegas andavam descalços”, “era poucas as mulheres que trabalhavam”, “as turmas e os locais de convívio nas escolas eram separados para rapazes e raparigas”, “era uma vida triste com muito menos informação”, “era uma vida cheia de preconceitos, regras que condicionavam a liberdade individual”, recordou.

“O 25 de Abril permitiu dar um salto qualitativo. O 25 de Abril foi uma explosão de alegria. É indescritível a sensação”, disse perante uma plateia atenta.

Carlos Humberto de Carvalho afirmou que “tive a felicidade – talvez uma das maiores – de ter vivido uma época de mudança”, referindo-se não apenas à Revolução dos Cravos, mas também ao período de mudança que o antecede na Europa e no resto do Mundo.

Falou da angústia que a guerra do Ultramar provocava nos jovens e nas respetivas famílias, a mortes e os estropiados que causou, e da sua própria experiência em Moçambique.

Recordou, entre muitos outros aspetos, a forma austera como Salazar governava o País, a policia política, as torturas e mortes nas prisões.

“Mais liberdade, educação, saúde, o salário mínimo, a organização sindical, o direito à reivindicação” foram algumas das muitas conquistas com a Revolução dos Cravos.

“A evolução do Mundo tem provado que a liberdade e o confronto de ideias são sinónimo de avanço, de novas conquistas”, referiu o Autarca.

Com a união dos militares e do povo, “foi possível semear a esperança e concretizá-la”, referiu no final da sessão com os alunos.

 

CMB

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