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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Jacques Brel na Biblioteca de Loulé pela voz de Afonso Dias

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Esta sexta-feira, 29 de novembro, pelas 21h00, a Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, recebe o Recital “Brel”, por Afonso Dias. Esta será uma noite dedicada a um dos vultos da música francófona, com quinze canções do grande Jacques Brel num serão musical.

A entrada é livre.

Jacques Brel (1929-1978) nasceu em Schaerbeek, Bruxelas (Bélgica), filho de pai flamengo mas francófono e de mãe de sangue francês e italiano. Cantor, compositor, ator e diretor de cinema, foi uma das personalidades mais marcantes do mundo artístico europeu do século XX. As suas músicas atravessaram o tempo e as fronteiras, sendo traduzidas e executadas no mundo todo até aos dias de hoje. A universalidade de sua obra fez com que ele fosse um dos poucos artistas em língua francesa a ser famoso também nos Estados Unidos (onde foi tema um musical de grande sucesso, "Jacques Brel is alive and well and living in Paris", e de um filme com o mesmo nome, além de diversas homenagens em disco).

Brel foi um marco fundamental na música francesa, juntamente com os seus contemporâneos Georges Brassens, Léo Ferré, Guy Béart, Edith Piaf e Yves Montand. Original, inconformado, revolucionário, marcou profundamente toda uma geração. Todas as suas músicas romperam dois estereótipos antigos: em primeiro lugar, o de que a canção poética é sutil demais para chegar ao grande público. Em letras de um lirismo e elaboração extraordinários, Jacques Brel colocou melodias envolventes, explosivas, contagiantes, que arrebatam o ouvinte na primeira audição. Em segundo lugar, destruiu o conceito do cantor "parado", apenas com a voz e viola, bastante comum na sua época. No palco, Jacques Brel é um "ator musical", que vive cada música com uma força impressionante. Cada interpretação é uma pequena "peça de teatro", onde ele representa os personagens de suas letras com a intensidade exata, na medida certa, sem exageros. Dessa forma, Brel consegue conciliar o que parecia contraditório na época: a qualidade de suas músicas e a sofisticação da interpretação no palco. Nas décadas de 60 e 70, época da popularização da televisão, incorporou intuitivamente a sua linguagem, atingindo um público cada vez maior sem abrir mão da qualidade.

 

CML/GAP /RP

 

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