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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

João Araújo ganha a 7ª edição dos Monstros do Ano

A 7ª edição dos Monstros do Ano ficou marcada pela extensa lista de nomeados e pelo extraordinário nível qualitativo de todos.

Ao todo 11 categorias, mais de 60 nomeações e um prémio especial para a Heroína do Ano atribuído à Dona Maria Nery que apanhou a Vaca Brava em Moldes (http://cmtv.sapo.pt/atualidade/detalhe/fim-do-pesadelo-de-moldes-a-vaca-brava-ja-foi-capturada144553500.html )

A lista completa e todas as imagens referentes aos nomeados estão alojados na página oficial do evento: www.facebook.com/monstrosdoano

Aqui ficam as categorias e os respectivos vencedores:

Categoria Frase do Ano
Vencedor: Bruno Carvalho com " O futebol português é como um ânus"

Categoria Sócrates
Vencedor: General Palhaço

Categoria Praga do Ano
Vencedor: Kizomba

Categoria Duelo do Ano
Vencedor: Paulo Núncio vs Eduardo Cabrita

Categoria Monstro em Directo
Vencedor: Banhista de Carcavelos

Categoria Trip do Ano:
Vencedor: Gustavo Santos

Categoria Vilão do Ano:
Vencedor: Manuel Palito

Categoria Música do Ano:
Vencedor:Ana Malhoa

Categoria Vítima do Ano:
Vencedor: Senhor Dionísio

Categoria Herói do Ano:
Vencedor: Dona Maria Nery

Categoria Monstro do Ano:
Vencedor: João Araújo

João Araújo, advogado de José Sócrates, fez chegar à organização uma carta de agradecimento que mais uma vez vai de encontro ao espírito de enorme fair play e diversão que se pretende para a cerimónia. É a versão integral da mesma que aqui deixamos no final deste comunicado.

A Guronsan e Xarão Licores patrocinam os Monstros do Ano. O Canal Q e a Antena 3 são os seus media partners. A 7º edição, apresentado por Ana Markl e Fernando Alvim, foi realizada na sala principal do Cinema São Jorge com o apoio da EGEAC.

A organização agradece a divulgação da presente notícia e relembra que no mundo somos todos monstros, mas há uns que são mais monstros do que outros.



Mensagem de agradecimento de João Araújo:

''Dá-me Você a saber ter eu sido escolhido – espero que democraticamente e por um júri alargado – Monstro do Ano. Agradeço-lhe, e ao júri, comovido e emocionado, até porque nunca na vida ganhei alguma coisa que se visse, ou mesmo que se não visse. E logo Monstro e do Ano!

Como Você sabe, Monstro não significa (ao contrário do que pensam os ignorantes) uma criatura horrível, de ignominiosa feiura e bruto feitio, um ogre, que nem um beijo de uma princesa consegue converter em objecto comestível. Monstro é, pelo contrário, um ser ou um evento maravilhoso, que prova, isto é que demonstra a existência de Deus ou de outras divindades, à escolha do freguês.

Muito obrigado, portanto, por esta distinção, que até acho merecida (o lema da minha família é “Para sermos perfeitos, só nos falta ser modestos”). Infelizmente, não a poderei aceitar. E não poderei comparecer à gala de entrega dos prémios. Deixe-me explicar o porquê, da não aceitação e da ausência.

Começando pela ausência, sem menosprezo pela importância desse evento, já estou comprometido com o meu Neto, que faz anos no apontado dia 26, e que não me perdoaria, como também eu não me perdoaria, preterir a qualquer outra coisa esse um dos prémios da minha vida (ele, sim, é um Monstro).

Quanto à não aceitação, não me parece adequado deixar que se associe a pessoa e a circunstância do meu Constituinte (porque, afinal, é por causa dele, e só por causa dele, que eu sou um Monstro) a uma distracção, ainda que legítima e inofensiva.

É que tudo isso, e muito mais, torna inadequada e dasaconselhável a distracção – pelo contrário, penso que é necessária e urgente a concentração absoluta, a preocupação toda, com o que se passa neste País. O bem mais precioso que existe, para alguns mais precioso do que a própria vida, a Liberdade (de todos, não apenas de um) está gravemente posta em causa e em risco: uma associação funesta de corporações mesquinhas e ambiciosas, de poder e de dinheiro, tem vindo a abocanhar esse bem precioso e a abocanhar o País. Para isso, usa tudo, usa as invejas que semeia, usa o ódio que constrói, usa a cobardia em que descansa, usa a distracção que impede que se veja o País triste, amargo e doente em que nos tornaram.

Porque, em momento nenhum me largam esta amargura e este luto, mal me ficaria ir estragar-lhe a festa com a minha presença triste. Daí, a ausência.

Mas não perderá Você pela demora. Se continuarmos a lutar contra tudo isto, se mais gente se concentrar na necessidade de resistir, tudo isto terminará brevemente e em bem. E Você terá oportunidade, então, de distinguir muitos Monstros, os verdadeiros (como eu espero ser) e os mostrengos, que ficarão, então, à mostra, nus e revelados.

Até lá, as minhas cordiais saudações
João Araújo''
 
 

Mais informações:
www.facebook.com/monstrosdoano
E. monstrosdoano@gmail.com