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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

João Garcia Miguel continua o diálogo com Shakespeare em "Hamlet Talvez" (21 novembro)

Nova encenação de João Garcia Miguel sobe ao palco do Centro Cultural

Vila Flor, em Guimarães, no dia 21 de novembro

 

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João Garcia Miguel continua o diálogo com Shakespeare em “Hamlet Talvez”

 

No próximo dia 21 de novembro, às 22h00, o Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, acolhe “Hamlet Talvez”, a mais recente encenação de João Garcia Miguel que prossegue, assim, a exploração pelo universo shakespeariano.

 

Nesta peça, “Hamlet” é abordado como um texto religioso, testemunho de lugares estrangeiros. Aqui procura-se ajuda para os enigmas da vida e um auxílio para modificar o que vemos acontecer em nós. Dentro e fora de cada um. Ser atingido por estes testemunhos é possuir uma máquina de espreitar para o nosso interior. É essa talvez a razão por que João Garcia Miguel escolheu “Hamlet”, por acreditar nas artes como um sistema de resistência contra a destruição da alma que é o que nos preserva enquanto natureza, animal, mas também humano. A palavra alma, essa força indistinta e intemporal, está fora de moda e o seu significado soa confuso e incompreensível para muitos.

 

A morte chegou a Elsinore e Hamlet transformou-se no mundo. Ele é um universo preso na obsessão pela vingança. É a hesitação paranóica transformada em filosofia absoluta. É o sujeito incómodo que comeu o nada e a sua paralisia é o espelho da universalidade. O homem total que respira o mesmo ar dos fantasmas. Elevou a sua existência aos píncaros da poesia. Hamlet representa o príncipe negro que não se liberta das suas pulsões mais violentas, personificando a destruição e a barbárie: a tensão entre o consciente e o inconsciente humano, debatendo-se com o abismo e a incerteza que constituem a evolução das suas próprias ficções. Dois atores trazem para a cena o príncipe da Dinamarca e a sua sombra, um miscigenado de homem e mulher que carregam em ombros a sua extrema incerteza sobre a vida humana, a humanidade. Enquanto isso definham-se as marionetas à sua volta. Hamlet é um obcecado que dá cabo desta coisa toda.

 

Para João Garcia Miguel, este Hamlet “impõe-se como uma dúvida fraturante, uma espécie de entidade oracular e fantasmagórica que anuncia, avant la lettre, o sujeito moderno e as suas ramificações na direção do sujeito contemporâneo.”.

 

Os bilhetes para o espetáculo podem ser adquiridos nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt