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Cultura de Borla

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Jovem pintora bracarense expõe na Galeria shairart - Entrada livre até 28 de abril

Exposição de Joana de Carvalho e Silva com entrada livre

JOVEM PINTORA BRACARENSE

EXPÕE NA GALERIA SHAIRART

 

*“Escrutínio do (In)visível - Pintura e Simulacro” até 28 de abril

 

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A galeria shairart apresenta, até 28 de abril, “Escrutínio do (In)visível - Pintura e Simulacro”, uma exposição individual da artista plástica Joana de Carvalho e Silva (n.1988, com entrada livre.  Quatro dezenas de obras de arte, produzidas entre 2010 e 2017, são o resultado de uma “seleção de pinturas, centrada no conceito de simulacro, que proporciona viagens intemporais, marcada pelo domínio da técnica, do pastel e pela tensão entre composição, cor e mensagem”, sublinha a curadora da galeria shairart dst, Helena Mendes Pereira.

Trata-se de um “projeto pictórico centrado na temática do simulacro e configurado na relação entre espaço cinematográfico e espaço da pintura”, explica Joana de Carvalho e Silva, natural de Braga, atualmente a frequentar o doutoramento em Arte e Design, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). “O espaço funciona como metáfora do ser humano em confronto com a realidade, acentuando a noção de alheamento como forma de contornar a sua identidade, tanto pública como privada. A exploração cenográfica do espaço faz-se através do paradigma teatral”, destaca a autora.

O objetivo desta exposição é ser um catalisador de inquietações, como refere Helena Mendes Pereira. “O que nos aproxima e inquieta nesta seleção de pinturas é o jogo que retira significantes ao quotidiano, com recurso à ironia e à melancolia, talvez mesmo o estado de depressão geral disfarçada em que todos nos encontramos e que, na sua pintura, Joana de Carvalho e Silva explora, sugestiona, convidando-nos a um processo de imersão sistémica”, sublinha.

Licenciada em Psicologia, pela Universidade do Minho, e mestre em Pintura, pela FBAUP, Joana de Carvalho e Silva cedo revelou uma grande paixão pela pintura. Com já várias exposições em alguns dos principais espaços culturais do país, integra atualmente o portfólio de artistas representados pela shairart.

Sobre o trabalho da artista, Helena Mendes Pereira destaca que as “suas imagens deambulam, em termos de referencial histórico, entre as de Dominguez Alvarez (1906-1942) e as de Edward Hopper (1882-1967). São próximas do cinema de Jacques Tati (1907-1982) e, sobretudo, reportam-nos para o universo do teatro de Augusto Boal (1931-2009), de conflito humano interno e externo: ‘Mas nem só de aplausos vive o artista. Vive também de tiroteios. Suas relações com o público podem ser de comunhão, duelo ou guerra.’, escreveu o dramaturgo brasileiro, inventor da estética do oprimido, em Aplausos e Tiroteios.

 

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