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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Jovens Artistas Emergentes em Cascais 2018

 

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A Fundação Dom Luís I e a Câmara Municipal de Cascais, no âmbito da Capital Europeia da Juventude 2018, apresentam oitoxoito, um ciclo de oito exposições que pretende contribuir para  a afirmação e visibilidade de oito jovens artistas emergentes. oitoxoito decorrerá entre março e dezembro no Centro Cultural de Cascais (Convite). 

O ciclo abre com a exposição fotográfica individual “ANA” de Bruno Saavedra (n.1987 na cidade de Itamarajú, Bahia, Brasil), e será inaugurada a 10 de Março, pelas 18H00, na Capela do Centro Cultural de Cascais.A exposição fica patente até ao dia 8 de Abril de 2018.
 
Bastaria um parágrafo se o objectivo fosse só promover uma exposição. Ao invés é a História, história essa que começou com o falecimento do seu companheiro; Passado alguns anos o falecimento do seu filho mais velho; Para seguir com a morte do fiel cão de estimação do filho mais novo do qual ANA vinha tomando conta desde que ele foi trabalhar para fora de Portugal.

Assim que o filho mais novo soube do falecimento do irmão, regressou no mesmo instante deixando toda a sua vida para trás para dar todo o apoio e cuidar da sua mãe ANA
 
“ANA”, quantas outras tem em si? Nas grandes cidades, nas aldeias, nas longínquas periferias, nos espelhos dos centros, no perigo das margens… E que idade terá a “ANA” da nossa vida? Será nova, ou transporta consigo todos os anos do Mundo? Será a banalização da vida ou o amor durante toda a vida?
 
“ANA” esse poema de amor entre mãe e filho que vos comunicamos e que gostaríamos que olhassem esta história testemunhada pelo fotógrafo Bruno Saavedra que vê este trabalho ser destacado pela Fundação Dom Luís I e pela Câmara Municipal de Cascais, integrada no ciclo oitoxoito, que pretende dar visibilidade a Jovens Artistas Emergentes.


Lenta, mas inexoravelmente, à vida vai faltando brilho e fôlego, embora ainda haja alma.  Em cinco dias, suavemente, quase sem dor, ANA termina o seu caminho.  E esse foi tempo exato do projeto “ANA”, que resultou de um pressentimento e da vontade imensa de prender o que nos escapa.
“ANA” é um olhar de carinho muito emocionado de um enorme amigo. É a luz sobre objetos e gestos que ele amaria prender. Guardar no seu coração o coração de uma mulher discreta, suave, mas firme e decidida que com ele riu de disparates e o ensinou sobre a vida.
 “ANA” presta homenagem a todas as mulheres do mundo que, aparentemente frágeis e vulneráveis, são, decididamente, inquebráveis, inesquecíveis e exemplares para todos nós.

Folha de Sala