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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

La barque, le soir, com encenação de Claude Regy no TMJB

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La barque, le soir, pela companhia francesa, Les Ateliers Contemporains, de Paris. Encenação de Claude Regy.

 

 

Claude Regy: o regresso do mestre a Almada.

 

Depois do êxito na 27ª edição do Festival de Almada em 2010, com Ode marítima, de Fernando Pessoa, e interpretação inesquecível de Jean-Quentin Châtelin. Claude Regy, regressa agora a Almada com: La barque, le soir, do norueguês Tarjei Vesaas. O espectáculo estará em cena na Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, nos dias 27, 28 e 29 de Maio. Sexta e Sábado, às 21h30 e Domingo às 16h. Haverá uma Conversa com o Público, no Sábado 28 às 18h, no Foyer do Teatro.

 

 

Foi graças a Jon Fosse que Claude Régy descobriu a escrita do norueguês Tarjei Vesaas, falecido em 1970. Assim como Bruma de Deus, que Régy montou em 2010, La barque le soir é o excerto de um romance: um homem “meio-morto”, à deriva, agarrado a um tronco, apercebe-se paulatinamente das sombras que o rodeiam. Mas a profundidade e a dimensão poética deste texto vão muito para além da história de alguém que se afoga. O universo criado pelo Autor anuncia um estado intermédio, entre a vida e a morte, pondo em causa a própria noção de realidade. As águas ganham uma outra dimensão: são o Hades, que conduz aos infernos, à medida que os pássaros de mau agoiro lançam os seus gritos por entre as árvores. Enquanto dura esta travessia para lugar nenhum, somos mantidos em suspenso, na expectativa de uma salvação – e afinal talvez a morte, se chegar, “seja um beijo assim, antes de apagarem a luz”.

Desde a sua primeira encenação, em 1952, que Claude Régy (n. 1923) desenvolve o seu trabalho em torno de uma pesquisa teatral assente nas dramaturgias contemporâneas e afastada das formas dramáticas tradicionais. Os seus espectáculos revelam-se experiências verdadeiramente únicas, para além dos limites de espaço e de tempo. A sua abordagem da Ode marítima – o poema de Pessoa interpretado por Jean-Quentin Châtelain – apresentada no Festival de Almada 2010 constitui um dos momentos mais marcantes da vida do TMJB.

Espectáculo em francês, legendado em português.

 

Ficha técnica:

Encenação Claude Regy

Intérpretes Yann Boudaud, Olivier Bonnefoy e Nichan Moumdjian

Assistente de Encenação Alexandre Barry

Cenografia Sallahdyn Khatir

Luz Rémi Godfroy

Som Philippe Cachia

 

 

 

TMJB | SALA PRINCIPAL | M/12

27 e 28 MAI| SEX e SÁB às 21h30

29 MAI | DOM às 16h PREÇO: 7.5€ a 15€

RESERVAS: +351 212 739 360 COMPRAR: http://cta.bilheteiraonline.pt/