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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Lino Damião Apresenta Exposição de Encerramento do Espaço Espelho D'Água

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O artista Angolano Lino Damião inaugura “De Lândana Ao Virei”, no dia 28 de outubro. Esta exposição conta com a curadoria de Lourdes Féria. Será a última de cinco exposições apresentadas no âmbito das celebrações finais do Espaço.

 

O Espaço Espelho D’Água apresenta esta última exposição, à medida que se aproxima da sua data de conclusão, a 5 de novembro, após vários anos a aproximar pessoas e culturas. Recebeu mais de 300 mil pessoas em eventos privados e clientes passantes, e realizou cerca de 300 concertos e mais de 60 exposições. Inaugurado em setembro de 2014, o projeto do Espaço Espelho D’Água em Belém, Lisboa cumprirá o seu propósito. O de evidenciar neste local histórico o lado afetivo da viagem dos portugueses pelo mundo, através da gastronomia, da música e das artes plásticas.

 

Lino Damião tem já uma relação de longa data com o Espaço. Aqui, participou em duas exposições coletivas: “Comuting: Os das Bandas”, 2016 e “Lelu Kizua”, 2020, esta última com curadoria de João Silvério e Inês Valle. Apresenta agora “De Lândana Ao Virei”, a sua primeira exposição individual neste local.

 

Ao visitar esta exposição, entre os dias 28 de outubro e 5 de novembro, poderá observar várias obras do artista, todas dedicadas à pintura abstrata. Para a curadora Lourdes Féria, a exposição distingue-se pelas “desinibidas pinceladas de cor lançadas na superfície dos quadros que sugerem geografias, rapsódias musicais, horizontes abertos, padrões de pensamento, evocando ao mesmo tempo o poder perturbante do silêncio nas paisagens vazias de figuras. Nesta itinerância mental funde-se o real com o imaginário.”

 

Luandense de nascimento, Lino Damião inspira-se nas memórias ganhas em viagens dispersas que fez entre 2009 e 2017, compondo um mosaico de estadias diversas entre Lândana e Virei, extremos geográficos do seu vasto pais de origem. Apresenta-nos aqui o seu modo muito característico de trabalho, baseando a pintura não apenas nas suas experiências pessoais, mas também no dia-a-dia dos outros. O seu percurso é feito de cruzamentos, entre tintas, telas, pincéis, exposições e concertos de jazz.