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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Livro de Luís Sepúlveda e Renzo Sicco lançado na Feira do Livro do Porto

 

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Apuro Edições edita obra histórica sobre os últimos dias de Pablo Neruda que esteve na origem da exumação do corpo do poeta chileno.

O Funeral de Neruda”, de Luís Sepúlveda e Renzo Sicco na Feira do Livro do Porto

 

A Apuro Edições que estará presente na Feira do Livro do Porto no Stand "Alternativas e Independentes" vai lançar no dia 04 às 18h na Biblioteca Almeida Garrett, um livro que, acredita, será um dos acontecimentos da Feira - "O Funeral de Neruda" de Luís Sepúlveda e Renzo Sicco, com a presença já garantida deste último.

"O Funeral de Neruda" é um texto dramático que foi levado a cena originalmente nas casas que foram habitadas por Pablo Neruda. Mas aquele que foi um espectáculo marcante transcendeu em muito a sua dimensão teatral. É que entre os espectadores estava Manuel Araya, motorista, secretário e guarda-costas de Neruda. Tocado pelo espectáculo e pelo facto de ter sido feito por uma companhia estrangeira - A Assemblea Teatro de Turim (Itália) - decide, alguns dias depois contactar o encenador e co-autor da peça Renzo Sicco, declarando que sabe coisas muito importantes nunca antes contadas. Renzo Sicco desloca-se então ao Chile e mediante os relatos feitos por Manuel Araya, decide contactar o importante jornalista italiano Gabriele Romagnoli que parte também para o Chile e publica posteriormente a entrevista feita a Araya na revista Vanity Fair.

Este acontecimento levou então à exumação do corpo de Neruda pelas fortes suspeitas de este ter sido assassinado pelo mortífero regime de Pinochet. As análises feitas na altura determinaram o cancro que afectava Neruda como a causa da morte. Mas o governo era de direita e a dúvida manteve-se. Recentemente, novas análises, já com um governo de esquerda, afirmam que Neruda foi assassinado. Anulam-se ambas, portanto. Fica talvez a afirmação feita por Araya durante a entrevista publicada também no livro que a Apuro agora edita: "Levarei esta dúvida comigo até ao fim dos meus dias. Mas todos deveriam ter esta dúvida."

Poucos dias depois do Golpe Militar, o Funeral de Neruda foi o único momento de manifestação de revolta pública durante os 17 anos da ditadura chilena.

Escrito magistralmente por Luís Sepúlveda e Renzo Sicco, este livro não é só uma grande obra da literatura, mas também um documento histórico, prefaciado por Fernando Sáez, director executivo da Fundação Pablo Neruda que assim descreve os efeitos do espectáculo levado à cena pela companhia de Renzo Sicco na casa da Isla Negra, onde o poeta viveu os seus últimos dias: “Esse é o notável valor desta encenação, recapitular os factos, instalá-los na história, fazê-los presentes a quem os desconhece e envolver com uma emoção incontrolável aqueles para os quais esses anos negros se mantém tão vivos”.

 

Sobre os autores:

Luís Sepúlveda é escritor, jornalista, cenógrafo, encenador e artista chileno naturalizado francês. Vive actualmente em Espanha, em Gijon, nas Astúrias. Como escritor é conhecido pela sua vasta produção literária, entre a qual se destacam livros como “O velho que lia romances de amor”, “A rosa de Atacama” e “A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”.

Renzo Sicco é encenador e dramaturgo, produz eventos culturais desde 1971. É, desde 1989, presidente e director artístico da “Assemblea Teatro – Teatro Stabile di Innovazione”, de Turim, Itália, tendo escrito e encenado mais de 50 espectáculos para esta companhia.

 

Sobre a APURO:

AAPUROé uma associação cultural e filantrópica sem fins lucrativos, fundada em 2012. Assume-se como uma sociedade particular de Solidariedade Cultural. Culturalporque toda a sua atividade se orienta para a cultura, quer na sua vertente produtiva (teatro, cinema poesia, edições…) quer na sua vertente social. Filantrópicaporque pretende criar um sistema de apoio a intermitentes do espetáculo que se encontrem em carência efetiva de emprego e/ou saúde e com estes criar um sistema de voluntariado cultural junto de outros cidadãos carenciados através de parcerias com Instituições Particulares de Solidariedade Social e outras associações com fins semelhantes.

A APURO tem como característica ter sido fundada por uma maioria de cidadãos não ligados profissionalmente à cultura mas que se interessa e preocupa com este bem fundamental para a humanidade.

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