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Cultura de Borla

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Livro de Mayana Ztaz debate os desafos da genética e as escolhas que os nossos avós não faziam

Luz da Razão lança livro da especialista Mayana Zatz

Os desafios da genética ou as escolhas que os nossos avós não faziam

Que faria se pudesse escolher o sexo do seu filho ou impedir
que ele tenha uma doença grave?

 

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Menino ou menina? O que faria se pudesse escolher? Gostava de poder definir a cor dos olhos, estatura ou habilidade para o desporto de um filho? Era capaz de gerar um filho por fertilização assistida para salvar um outro filho? E se fosse possível fazer um teste de ADN numa farmácia?

Estas são algumas das questões levantadas no livro “genÉTICA, escolhas que os nossos avós não faziam”, da autoria da bióloga e geneticista brasileira Mayana Zatz e que a editora Luz da Razão lança em Portugal no próximo dia 4 de Julho, na FNAC do Chiado, em Lisboa. A apresentação estará a cargo de Paula Martinho da Silva, membro do Comité Internacional de Bioética.

Os avanços da engenharia genética têm aberto uma série de questões de índole ética, que são abordas nesta obra de uma forma simples, directa e profunda, questionando sempre as certezas e incertezas de um mundo novo que nos abre e faz pensar. São escolhas múltiplas, onde entram variáveis culturais, políticas, jurídicas, familiares e pessoais. São as escolhas que os nossos avós não faziam, mas que agora talvez as não conseguiremos evitar.

Toda esta nova dimensão científica levanta, para Mayana Zatz, uma série de questões que não são de resposta rápida. Saber do risco de uma doença vai ajudar-nos ou simplesmente angustiar-nos? Será ético testar crianças para doenças que só se manifestam em adultos? Que limites para a investigação com células estaminais? A autora parte de casos concretos e verdadeiros que viveu, traçando, ao mesmo tempo, a história da evolução da genética nas últimas décadas.

Mayana Zatz coloca muitas questões, dá poucas respostas e partilha incertezas. Este é um livro que oferece pistas para um diálogo sempre em aberto com o leitor, procurando as fronteiras da ética e fomentando a discussão que será sempre o caminho para o avanço tecnológico. Longe de um discurso disruptivo, Mayana Zatz antevê alguns passos futuros na área da genética e de que forma nos vamos relacionar com eles.

 

Sobre a autora

Licenciada e mestre em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP), doutorada em Genética e pós-doutorada em Genética Humana e Médica pela Universidade da Califórnia UCLA, Mayana Zatz é professora titular de Genética do Instituto de Biociências da USP. Atualmente é coordenadora do CEPID / FAPESP, Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células Estaminais e do Instituto Nacional de Células Estaminais em doenças genéticas. É membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento, TWAS, e presidente fundadora da Associação Brasileira de Distrofia Muscular. Ganhou vários prémios nacionais e internacionais e recebeu a ordem nacional da grã-cruz de mérito científico. Dedicou-se sobretudo à área da Genética, com ênfase em Genética Humana e Médica, Biologia Molecular, com interesse focado em doenças neuromusculares, envelhecimento e pesquisas em células estaminais, testes genéticos e genoma humano. Publicou 340 trabalhos científicos, dos quais 292 em revistas internacionais. Na revista VEJA publicou mais de 250 artigos científicos.

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