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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

M.Ou.Co.: há muito mundo musical a passar pela nova casa de cultura do Porto nas próximas semanas…

 

Palco do mais recente espaço cultural da cidade Invicta serve esta quinta-feira de rampa para a digressão nacional de Kiko & The Blues Refugees, com o “gigante” da pedal steel guitar BJ Cole a ajudar. Cartaz contempla ainda, em apenas cinco semanas, a pop clássica minimalista de Douglas Dare, dois concertos de jazz, com o quarteto Mazam e o quinteto Koinè, e uma mão cheia de DJ sets. Prometedor…

BJ Cole tocou com um elenco infindável de pesos-pesados da cena musical mundial (Elton John, Joan Armatrading, Marc Bolan, Scott Walker, Cat Stevens, The Stranglers, Roger Daltrey, KD Land, David Sylvian, Depeche Mode, Beck, Bjork, Sting, John Cale, Tom Jones, Robert Plant, David Gilmour e muitos outros) e está no Porto desde segunda-feira. Para um “Falatório” conduzido esta quinta-feira (dia 24) pelo ex-jornalista Marcos Cruz, às 18h30m, no Bar M.Ou.Co., mas sobretudo para, aos comandos da sua pedal steel guitar, abrilhantar com o seu estilo único os acordes de arranque da minidigressão de Kiko & The Blues Refugees.

Numa noite de blues com alma portuguesa e de outras grandes músicas, o concerto, agendado igualmente para amanhã (quinta-feira), às 21h30m, na sala de espetáculos do M.Ou.Co. (com capacidade para 300 pessoas de pé), vai centrar-se nas canções de “Threadbare” - o disco de estreia aclamado pela crítica internacional como um dos grandes álbuns do ano, em que BJ Cole colaborou - e clássicos que irão surpreender.

Nos cantos e recantos do M.Ou.Co. respira-se música a cada passo, inclusive entre concertos. E é por isso que a programação cultural deste novo palco do Porto contempla todos os sábados DJ Sets (gratuitos).

A 26 de fevereiro e 5 de março, às 20 horas, no Bar M.Ou.Co., as sessões estarão a cargo de Paulo Couto e José Magalhães, respetivamente. A 12 de março teremos ainda o DJ Set de Jazz Zurc, a 19 o de Helena Guedes e a 26 o de Alex Moon, sempre às 20 horas.

Concertos de Koinè, Douglas Dare e Mazam

“Stay. Listen. Play” é claim do M.Ou.Co., e o convite para chegar, ouvir e ficar repete-se a 11 de março (sexta-feira), com o concerto do quinteto emergente de jazz Koinè, às 21h30m.

A banda integra os músicos Chico Bastos, Saulo Giovannini, Romain Valentino, Felipe Bastos e Gianni Narduzzi, radicados no Porto, mas influenciados por sonoridades que oscilam entre a música clássica, contemporânea e o jazz. Nas composições ouve-se o vibrafone, a bateria, a percussão, o contrabaixo, a flauta transversal, a guitarra clássica, o violão tenor e, claro, a voz.

É precisamente o primeiro trabalho autoral de Koinè (composto de 11 faixas, gravado nos estúdios ARDA, sob supervisão do engenheiro de som Carlos Fuchs) que teremos oportunidade de ouvir, na Sala M.Ou.Co., a 11 de março, integrado no ciclo First Hand, que dá a conhecer novos álbuns, performances ou artistas a descobrir no espaço.

O concerto que se segue no palco do M.Ou.Co. é também prometedor. Traz a Portugal o músico inglês Douglas Dare.

Depois de “Whelm” (2014) e “Aforger” (2016), Douglas Dare regressou aos discos em fevereiro de 2020, com o álbum Milkteeth (editado pela Erased Tapes). Cada vez mais confiante e confortável com a sua identidade, criou neste último trabalho o seu disco mais íntimo, onde nos confessa, de uma forma minimal, todas as alegrias e tristezas de uma juventude.

E é essa a ambiência que preencherá a Sala M.Ou.Co., a 18 de março (sexta-feira), às 21h30m, naquele que será o arranque de uma tour por Portugal, que o levará a Braga (dia 19), Coimbra (20) e Lisboa (21).

A carreira de Douglas Dare é ainda relativamente curta, mas contempla já alguns momentos especiais. Entre eles, a reinterpretação do tema “Dance Me To The End Of Love”, em 2017, após convite para a exposição sobre Leonard Cohen “A Crack In Everything”, no Contemporary Art Museum of Montréal. Sem esquecer o convite feito pelo músico e compositor Robert Smith (The Cure), para atuar no Meltdown Festival, no Southbank Centre, em 2018. E, ainda, em 2019, a atuação no Manchester International Festival, em conjunto com a Anna Calvi, a convite do realizador de cinema e compositor David Lynch.

Da toada pop clássica minimalista de regresso ao jazz, março encerra no M.Ou.Co. sob a cadência do quarteto Mazam, que junta o saxofonista João Mortágua, o pianista Carlos Azevedo, o contrabaixista Miguel Ângelo e o baterista Mário Costa.

A caminhada e a descoberta das diferentes paisagens sonoras do mais recente trabalho de Mazam, “Pilgrimage”, acontece a 25 de março (sexta-feira), às 21h30m, na Sala M.Ou.Co., numa aventura pelos terrenos da música criativa e improvisada, rumo a paragens novas e inesperadas.

M.Ou.Co. “Stay. Listen. Play”…

Agenda musical da Sala M.Ou.Co.

  • 24 de fevereiro - “Falatório” comBJ Cole e Marcos Cruz, 18h30m, Bar M.Ou.Co., evento gratuito
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  • 24 de fevereiro -Kiko and the Blues Refugees & BJ Cole, 21h30m, Sala M.Ou.Co., 10,00€
  • 26 de fevereiro - DJ SETPaulo Couto, 20 horas, Bar M.Ou.Co., evento gratuito
  • 5 de março - DJ SETJosé Magalhães, 20 horas, Bar M.Ou.Co., evento gratuito
  • 11 de março -KoinèFirst Hand #4, 21h30m, Sala M.Ou.Co. 10,00 €
  • 12 de março - DJ SETJazz Zurc, 20 horas, Bar M.Ou.Co., evento gratuito
  • 18 de março -Douglas Dare, 21h30m, Sala M.Ou.Co., 15 €
  • 19 de março - DJ SETHelena Guedes, 20 horas, Bar M.Ou.Co., evento gratuito
  • 25 de Março -MazamFirst Hand #5, 21h30m, Sala M.Ou.Co., 10,00 €
  • 26 de março - DJ SETAlex Moon, 20 horas, Bar M.Ou.Co., evento gratuito

 

SOBRE O M.Ou.Co.:

M.Ou.Co. é o acrónimo de Música e Outras Coisas. Localizado no coração da cidade Invicta, mais precisamente na zona do Bonfim, este é o primeiro hotel do País com um conceito multidisciplinar e assumidamente dirigido para o mundo musical. Com 41 estúdios e 21 quartos (repletos de evocações artísticas), restaurante, bar, piscina, esplanada e jardins, o complexo ocupa um total de cerca de cinco mil metros quadrados e assume-se como um espaço cultural de eleição. Para dar expressão máxima àquele que é o seu claim - “Stay. Listen. Play” -, o M.Ou.Co. dispõe de uma sala de concertos, três salas de ensaios, uma musicoteca, um espaço de saúde e bem-estar do músico e… uma infinidade de pormenores distintivos que convidam a uma descoberta prolongada e a uma experiência hoteleira repleta de sentido(s). O espaço aposta numa programação própria, que dá destaque a projetos musicais de relevo, tanto nacionais como internacionais. Tal como uma banda sonora, todos os seus cantos e recantos respiram histórias. E os animais também são bem-vindos.

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