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Cultura de Borla

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MAAT | GERMINAL – As primeiras obras da ‘geração de 90’ no MAAT & Ângela Ferreira apresenta Pan African Unity Mural

 

 

GERMINAL – As primeiras obras da ‘geração de 90’ no MAAT

 

GERMINAL é a primeira grande exposição sobre a Coleção Pedro Cabrita Reis, adquirida pela Fundação EDP em 2015.  Depois de uma primeira apresentação na Galeria Municipal do Porto, a exposição abre ao público no próximo dia 28 de junho no MAAT, ocupando as duas grandes galerias da Central.  Com curadoria de Pedro Gadanho e Ana Anacleto, a exposição debruça-se sobre um vasto e significativo conjunto de obras, com especial incidência numa reflexão sobre os momentos iniciais ou originários das carreiras de importantes artistas nacionais - caraterística essa que deu origem ao título da exposição. As 40 obras expostas fazem parte do núcleo de mais de 400 obras da coleção Cabrita Reis que integra a Coleção de Arte da Fundação EDP.

Com uma ampla e sólida representação da chamada ‘geração de 90’ e com presenças de artistas de gerações anteriores e posteriores, mostra-se agora um conjunto de obras marcantes de mais de 30 artistas, ajudando a revelar o olhar visionário e atento, não do artista, mas do colecionador Pedro Cabrita Reis e da sua mulher Patrícia Garrido. Enquanto artista e personagem ativa na cena de arte portuguesa, Pedro Cabrita Reis foi acompanhando o trabalho de jovens artistas nos quais foi reconhecendo interesse e potencial artístico. Ao longo de mais de 30 anos, o casal de colecionadores acumulou peças encontradas nas primeiras apresentações e exposições de jovens e promissores artistas, muitos deles hoje com carreiras solidas e projeção internacional.

 

Ângela Ferreira apresenta Pan African Unity Mural na Project Room do MAAT

 

Ângela Ferreira é uma das mais importantes artistas portuguesas contemporâneas e uma das que em Portugal primeiro levantou questões pertinentes sobre condição colonial, pós-colonial e neocolonial no início da década de 1990.  Neste novo trabalho, a artista escolheu como temas de investigação, a cantora, música e ativista anti-apartheid sul-africana Miriam Makeba, e George Wright, apoiante do Black Panther Party e um fugitivo dos Estados Unidos da América, um casal lendário que após várias peripécias políticas encontraria refúgio na África Ocidental. A própria artista tem um papel de protagonismo na narrativa da exposição, evidenciando uma característica do trabalho de Ferreira, que passa pelas intersecções de acontecimentos históricos com a sua própria biografia e, por consequência, com a construção da sua identidade. A instalação que concebeu para a Project Room do MAAT - um friso de pinturas e desenhos, de esculturas e som – cruza precisamente a sua biografia com a de Miriam Makeba e de George Wright /Jorge dos Santos.

O Pan African Unity Mural baseia-se no conceito de zona de contacto para reivindicar o abandono de construções de identidade simplistas A sua sensibilidade decorrente do facto de viver entre culturas, sensibilidade partilhada por muitos africanos, constitui a força motora que leva Ângela Ferreira a explorar em profundidade noções que vão além de centros e de periferias, destacando a importância da perspetiva.

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