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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

MAPS - Mostra de Artes Performativas de Setúbal -

3ª edição

27 apresentações

8 a 17 de julho

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Reafirmando Setúbal como Cidade de Criação Artística, chega a 3ª edição da MAPS – Mostra de Artes Performativas em Setúbal com 27 apresentações, entre os dias 8 e 17 de julho.

 

Depois de, em 2020, a MAPS – Mostra de Artes Performativas em Setúbal se ter afirmado no panorama nacional como um dos primeiros eventos performativos a acreditar fortemente na importância da cultura ao ponto de manter a programação ao vivo, no espaço público e em espaços interiores, em plena fase de grandes constrangimentos em iniciativas desta natureza (com predominância de cancelamentos de espetáculos ao vivo), ressurge este ano reforçando a sua presença no território, convicta da importância de promover o encontro entre criação artística e público, trazendo ao debate temas fundamentais da nossa contemporaneidade, e implicando a comunidade no fazer artístico, mais não seja desafiando-a ao debate e a encontrar outros mundos e imaginários artísticos mais transgressivos. Novamente neste MAPS, destaca-se a ocupação do espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística.

 

O programa da MAPSreforça o compromisso com a criação contemporânea em diálogo com a comunidade. Ou seja, cruza as linguagens artísticas performativas mais contemporâneas com o encontro com a comunidade e o território, fomentando a participação e colaboração ativa do público com o artista e/ou a obra artística. Viagem Sentimental, de Francisco Camacho, é exemplo disso mesmo. Esta performance emblemática do coreógrafo, nome de referência da dança portuguesa, tem uma apresentação pública (dia 8, 21h00 n’A Gráfica) mas resultante de um trabalho prolongado no tempo: a residência artística de Francisco Camacho na cidade de Setúbal estendeu-se ao longo de 3 meses, envolvendo artistas setubalenses e a comunidade local.  

 

A condição do humano e a sua relação com a vida selvagem é problematizada na instalação de Samir Noorali (artista audiovisual), intitulada de Blackest Dogs (inaugura dia 8, também n’A Gráfica), inspirada em literatura fundamental de Desmond Morris, como "O Zoo Humano" ou "Macaco Nú", assim como em experiências com equipamento de vida selvagem adaptado a cães de "abrigo/canil" e ao seu comportamento quando não existe presença humana.

 

Também n’A Gráfica, é apresentada uma pérola da criação performativa contemporânea portuguesa, onde se cruza a biografia pessoal e a relação com a História do país, neste caso em particular o contexto da fé religiosa e toda a cerimónia que acompanha o culto de Nossa Senhora de Fátima: Arranjo Floral de Filipe Pereira é uma conferência- performance sobre um artista nascido em Fátima, entre procissões gigantescas, arranjos de flores e lojas de souvenirs religiosos (dia 9, 21h00 n’A Gráfica).

 

Para além do edifício cultural A Gráfica, a programação instala-se na cidade, ocupando diferentes espaços públicos, nomeadamente, o Jardim Eng.º Luís da Fonseca (Beira-mar, frente ao Sado) com a performance/Instalação Passagem dos PIA – Projectos de Intervenção Artística com duas apresentações (a 10 de julho às 11h00 e 17h00). Esta performance conta a história de quatro velhos viajantes que caminham por entre um universo de objetos suspensos.

 

No domingo, dia 11, a programação é dedicada aos mais novos, naquele que é o dia MINI-MAPS.  Entre as 15h00 e as 18h00, no jardim do Bonfim, pode encontrar e interagir com a Instalação A estranha Viagem do Senhor Tonet, da Tombs Creatius, uma companhia Catalã que cria jogos interativos a partir de velhas mobílias e material obsoleto, transformando-os em brincadeiras fascinantes para todas as idades, com luz, som e movimento. Neste jardim, acontece também o apaixonante espetáculo de clown ROJO, de Mireia Miracle Company, que é apresentado em 2 momentos (15h00 & 18h00).  ROJO é um espetáculo de novas abordagens à figura do palhaço, que chega ao MAPS com a distinção do Prémio Zirkólika de Artista Emergente e do Prémio Circaire del Festival de Circo Circada. Ainda neste MINI-MAPS, a atriz e encenadora Cláudia Gaiolas apresenta-nos Carolina Beatriz Ângelo (16h00 & 17h30). O espetáculo conta a história desta corajosa mulher, médica e feminista portuguesa, inserido no Ciclo AntiPrincesas, que a criadora tem vindo a desenvolver em torno de figuras históricas femininas.

 

Dia 13 de julho, a artista setubalense Inês Oliveira leva On the Road: Das Subtilezas ao Jardim do Éden até à Gráfica, pelas 21h00, uma produção da Monstro Colectivo. Segue-se o concerto Huesos del Nino & Carlota Oliveira, sob a curadoria da Associação FOmE. No dia seguinte, no mesmo local, realiza-se o concerto de Museum Museum & Tiago Hesp. Ambos os concertos integram a candidatura Mural 18 (Programação Cultural em Rede).

 

No campo do experimentalismo artístico, num momento de partilha com o público de uma peça que ainda está em processo criativo, Diego Bragà traz-nos Geografia do Amor (dia 15, 21h00 n’A Gráfica). Oportunidade para conhecer o universo irreverente e desafiante de Diego Bragà que, a partir da sua história pessoal e familiar, se aventura numa ode crua e performática à geografia como espaço de diversidade sentimental, espaço do amor filial e erótico. 

 

Dia 16, ainda n’A Gráfica, o espetáculo Urna – CeAtchim! Ne Pàs! Un Sssspe Taque!Ie é apresentado às 21h00. A direção artística, coreografia e interpretação é de Camilla Morello. Urna é a unidade primária, mais pequena e indivisível da qual se compõe a nossa sociedade. É a realidade atomizada em loop, ou uma forma de se ver a realidade, filtrada pelas questões do biopoder, da biotecnologia, do pós humano e da tecno-solidão.

 

No dia 17 o MAPS ocupa as ruas da Baixa da Cidade ancorado ao projeto “Bairro das Ideias”, utilizando como “palco”: montras de lojas, janelas, portas e varandas de casas particulares que serão “ocupadas” por 12 performances em simultâneo, a decorrerem entre as 16h30 e as 18h00.  No percurso entre a Praça de Bocage e A Gráfica, passando pela Rua Arronches Junqueiro, o público é desafiado a ser um espectador/participante.

 

Dos artistas já confirmados constam: Ana Quintino, André Moniz, Carlota Oliveira, Gruppo di Due, Helena Reis, Joana Bom, Joana Chandelier, Maria Inês Costa, Márcio Pereira, Pedro Luzindro, Tatiana Gomes e o projeto Branco & Cante Alentejano. Ao chegar à Gráfica pode participar no projeto artístico 5 Minutos para te conhecer, com o ilustrador Manu Romeiro.

 

Ainda na lógica dos projetos participativos, no último dia, encerramos esta edição com o GLUM – Grupo de Limpeza Urbana Musical do Largo Residências, que ao longo de vários meses desafiou os funcionários da Higiene Urbana da Câmara Municipal de Setúbal e comunidade local, a transformar utensílios de limpeza em instrumentos musicais, revelando os mais improváveis artistas e valorizando os trabalhadores de higiene urbana que realizam, no dia-a-dia, um trabalho tão duro e fundamental para cuidar do bairro de cada um de nós.

 

No decorrer da MAPS, apresentam-se 2 instalações artísticas na Rua Arronches Junqueiro: A.braço.te da Paula Moita e Patrõa e o tempo sob a curadoria da Ghost Creative Productions.

 

Há ainda lugar a três encontros com a curadoria da FOmE, assentes na importância da programação cultural nos territórios, artivismo, projetos artísticos colaborativos e residências.

 

Todos os eventos são de entrada livre mediante reserva para maps@mun-setubal.pt

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