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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Márcio Vilela | Satellites

 

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© Márcio Vilela, Haruka, 2019, impressão jato de tinta sobre papel fine art Baryta, 150x120 cm 

 

Até dia 9 de junho pode ser visitada a exposição Satellites de Márcio Vilela, no MNAC-Museu do Chiado, com curadoria de Adelaide Ginga. 

Satellites é um projeto de longa duração, iniciado em 2012. Uma parte do resultado é apresentada agora, pela primeira vez, nesta exposição, organizada em três grupos:
“O primeiro núcleo reúne um conjunto de peças que introduzem e contextualizam o projeto. Destaque-se o desenho primordial Origin, que apresenta uma simples linha branca num pequeno papel preto. Este desenho foi realizado quando o artista se colocava a seguinte questão: ‘Seria possível usar satélites em órbita da Terra como ferramenta de desenho através de um meio fotográfico?”’
O segundo grupo é composto por uma série de fotografias que Márcio Vilela recolheu diretamente de diferentes satélites em órbita. A impressionante ampliação resulta em imagens anamórficas, em que a inevitável abstratização não impede de percecionar objetos tridimensionais que estão a mais de 2.000 km da terra. A par, é apresentado um vídeo em plano fixo, com o desenho de um traço verde em direção à Estrela Polar, a única estrela fixa no firmamento celeste.
A terceira e última parte convida à imersão. Aceite o desafio, o espectador acaba “transportado” para o espaço de consumação do caminho percorrido ao longo do projeto. Um espaço de dimensão poética, de sublimação de uma estética minimal que valoriza as subtilezas. Ao explorar a dicotomia entre a representação e a abstração, o virtual e o real, Márcio Vilela afirma um caminho artístico que promove o diálogo da arte com a tecnologia, inscrevendo o satélite como elo de ligação e convertendo-o em instrumento de uma das mais antigas e primordiais linguagens do Homem, o desenho.”

Adelaide Ginga

 

MÁRCIO VILELA (1978, Recife, Brasil)
 vive e trabalha em Lisboa. 
É licenciado em fotografia pela Escola Superior de Tecnologia de Tomar e mestre pelo European Master of Fine Art Photography no IED Madrid. 
Em 2008 foi um dos sete artistas selecionados para o prémio Anteciparte. Em 2010 desenvolveu uma residência artística de dois anos no Carpe Diem-Arte e Pesquisa, da qual resultou a exposição individual Mono, em 2012. Neste mesmo ano foi selecionado para o prémio Abre Alas 8, promovido pela galeria A Gentil Carioca, no Rio de Janeiro. Ainda em 2012 participou de uma residência artística
na Ilha de São Miguel, nos Açores, a convite da Galeria Fonseca Macedo. Desta residência resultou, em 2014, a exposição Azores e o lançamento de um livro de artista com o mesmo nome. No mesmo ano, realiza, a convite do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães uma residência artística na cidade do Recife, com o intenção de desenvolver um novo trabalho artístico sobre paisagem e estudo de cor. Em 2015, integrou a convite as Residências Criativas do Pico do Refúgio, em São Miguel. Em 2018, foi um dos artistas convidados a participar da série Um.Artista, do Canal Arte1 Brasil. Ainda em 2018 apresenta o projeto Estudo Cromático para o Azul no Museu Nacional da República, Brasília. 
Desde 2007 é docente na área da fotografia. 
As suas obras estão representadas 
na Coleção António Cachola, Museu Nacional da República de Brasília, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães e em diversas coleções privadas.
marciovilela.com
 
Esta exposição tem o apoio da Ocupart.
De 12 de abril a 9 de junho | Ter. a Dom. 10h–18h
MNAC - Museu do Chiado, Sala SONAE | Rua Serpa Pinto, 4, Lisboa