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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Março no Teatro da Garagem

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CANTO DO PAPÃO LUSITANO
TEATRO TABORDA

9 - 19 MAR | 21h30 | qui a dom
88ª Criação de // 88th Theatre Production by Teatro da Garagem
Encenação de // Directed by Carlos J. Pessoa
Texto de // Texts by Peter Weiss
 

O Canto do Papão Lusitano de Peter Weiss constitui para nós, Teatro da Garagem, não apenas a oportunidade de revisitar o passado da ditadura fascista, mas a oportunidade de tentar perceber o Papão do presente. Este Papão hodierno como o Papão Lusitano, como todos os Papões, parece-nos, não se basta na caracterização ideológica, seja de esquerda ou de direita, no enunciado das condições politicas que hipoteticamente o determinaram.
Os Papões são figuras monstruosas que, mais que uma dimensão ideológica, possuem uma dimensão patológica que porventura fará sentido perspetivar. Parece-nos que em épocas chave da história da cultura do Ocidente, se configuraram Papões e tentativas de confinamento dos mesmos. De um modo intuitivo e sucinto diremos que o que caracteriza um Papão é tudo aquilo que nos caracteriza enquanto pessoas levado a um extremo de caricatura grotesca. Isto num primeiro momento. O Papão torna-se verdadeiramente Papão, verdadeiramente perigoso, quando encontra a sua vocação, quando a patologia se torna pathos, isto é, quando se torna força incontrolável na ressonância que adquire no comportamento das massas, de um grupo alargado de pessoas que o seguem, o que conduz à abolição de fronteiras, em particular da fronteira entre arte e politica, dando caução a todas as formas de demagogia, numa mistura explosiva e mortal.

Carlos J. Pessoa

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