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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Matosinhos em Jazz

27 e 28 de julho // 22 horas // Praça Guilhermina Suggia

 

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Depois do pitoresco coreto do Jardim Basílio Teles, a décima sexta edição do festival Matosinhos em Jazz muda-se este fim-de-semana para o anfiteatro da Praça Guilhermina Suggia, junto à Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, para dois grandes concertos gratuitos: na sexta-feira, pelas 22 horas, Sérgio Godinho e a Orquestra Jazz de Matosinhos reeditam a colaboração inaugurada há um ano, na Casa da Música do Porto; e no sábado, 28, será a vez de Pedro Abrunhosa e a Orquestra Sinfónica Casa da Música, sob a direção do maestro Baldur Brönnimann, se juntarem para um concerto inédito que reinterpretará temas que marcam a história musical portuguesa dos últimos 25 anos.

 

“O Primeiro Dia”, “É Terça-Feira”, “Com um Brilhozinho nos Olhos”, “Cuidado com as Imitações”, “Liberdade” e “Coro das Velhas” são algumas das icónicas canções de Sérgio Godinho a que os arranjos e os músicos da Orquestra Jazz de Matosinhos conferiram uma roupagem totalmente nova. O concerto de há um ano esgotou a Casa da Música e passou depois por outros grandes palcos do país, como o Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, e a Avenida dos Aliados, no Porto.

 

Recorde-se que o convite lançado a Sérgio Godinho pela OJM vem no seguimento do trabalho que a big band de Matosinhos tem desenvolvido com vozes oriundas dos mais variados universos musicais, entre as quais Dee Dee Bridgewater, Maria Rita, Mayra Andrade, Manuela Azevedo e Manuel Cruz.

 

No sábado, e graças a uma parceria entre a Câmara Municipal de Matosinhos e a Casa da Música, o grande palco montado na Praça Guilhermina Suggia receberá Pedro Abrunhosa, os Comité Caviar e os músicos da Orquestra Sinfónica do Porto, que reinterpretarão temas que têm acompanhado a vida de várias gerações, como “Não Posso Mais”, “Tudo O Que Te Dou”, “Se Eu Fosse Um Dia O Teu Olhar”, “Momento” e “Para os Braços da Minha Mãe”. As canções de Abrunhosa foram, para o efeito, objeto de novos arranjos, a cargo de Pedro Moreira.

 

Formado em Composição pelo Conservatório de Música do Porto, Pedro Abrunhosa fundou, nos anos 1980, a Escola de Jazz do Porto e a respetiva orquestra, tendo trabalhado, enquanto contrabaixista, com nomes como Joe Hunt, Wallace Rooney, Gerry Nyewood, Steve Brown, Todd Coolman, Billy Hart, Bill Dobbins, Dave Schnitter, Jack Walrath, Boulou Ferré, Elios Ferré, Ramon Cardo, Frankie Rose, Vicent Penasse e Tommy Halferty, entre muitos outros.

 

Em 1992, Abrunhosa fundou a CoolJazzOrchestra e a Máquina do Som, fazendo Funk em língua portuguesa. Daqui fez nascer os Bandemónio, coletivo com o qual gravou os seus cinco primeiro discos, incluindo “Viagens”, de 1994, um enorme sucesso que atingiu a tripla-platina. O maxi-single “F”, de 1995, o tema “Se Eu Fosse um Dia O Teu Olhar”, que compôs para a banda sonora do filme “Adão e Eva”, e os discos “Tempo”, “Silêncio”, “Momento”, “Luz”, “Longe” e “Contramão” haviam de confirmá-lo, depois, como um dos principais nomes da música portuguesa contemporânea.

 

Após dois anos de preparação, o próximo trabalho discográfico de Pedro Abrunhosa tem editação marcada para outubro de 2018.