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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Museu do Oriente mostra-se em França | Mais de cem peças da colecção Kwok On integram exposição em Nice

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Esta é a segunda paragem na itinerância da mostra, que se estreou em Abril deste ano em Paris, no prestigiado Musée Guimet, onde foi visitada por mais de 30 mil pessoas e elogiada pela crítica. Segundo o Le Monde, a exposição consegue o “pequeno milagre” de apresentar, de um fôlego, 2.000 anos de tradição performativa. Das quase 300 peças expostas - onde se contam trajes, máscaras e adereços cénicos - 119 pertencem ao Museu do Oriente, um dos principais emprestadores.

 

“Do Nô a Mata Hari, 2.000 anos de Teatro na Ásia” retrata a diversidade e riqueza das expressões dramáticas no continente asiático, incluindo música, dança e ópera, numa exposição “pensada como um espectáculo”, segundo Sophie Makarious, presidente do Musée Guimet. Entre as peças de maior impacto cenográfico contam-se empréstimos do Museu do Oriente como a máscara e traje da dança ritual balinesa Barong, “belo, enorme, assustador, de tal forma vivo que quase o vemos abrir a goela para nos engolir inteiros.”

 

Esta apresentação do espólio da Fundação Oriente vem cimentar o seu estatuto de referência, sobretudo no panorama da arte asiática. A internacionalização tem sido uma aposta do Museu do Oriente desde a sua abertura, em 2008, através de uma política activa de parcerias, empréstimos e colaborações institucionais. 

 

Prova disso são as exposições organizadas na Ásia, em 2012, nomeadamente, em Banguecoque, Pequim e Macau, ou a presença de peças significativas do seu acervo, em grandes exposições, como “Giaponne, Terra di Incanti”, em Florença, e também este ano, “Treasure Ships: Art in the Age of Spices”, na Austrália e “Do Nô a Mata Hari, 2.000 anos de Teatro na Ásia”, em Paris e agora Nice.

 

“De entre os nossos vários acervos”, explica a directora do Museu do Oriente, Manuela d’Oliveira Martins, “a colecção Kwok On é considerada única no contexto museológico europeu e asiático, pela sua representatividade e qualidade. São mais de 13 mil testemunhos das artes performativas de toda a Ásia, das grandes mitologias e religiões populares. É uma colecção viva, não apenas por retratar práticas e rituais ainda em existência, muitas das quais património cultural imaterial, cujo registo e conservação é cada vez mais uma prioridade.”

 

São algumas destas peças que estão agora em exposição em Nice, na exposição “Do Nô a Mata Hari – 2000 Anos de Teatro na Ásia”, para ver até 30 de Março de 2016.