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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

MUSEU NACIONAL DA MÚSICA | Aniversário dos 150 anos de Vianna da Motta

DOMINGO, 22 de Abril, a partir das 16h, 
no MUSEU NACIONAL DA MÚSICA | Entrada Livre
No próximo Domingo, o Museu Nacional da Música abrirá excepcionalmente para celebrar os 150 anos do nascimento do pianista e compositor Vianna da Motta (1868-1948).
As comemorações terão início por volta das 16h, com uma breve introdução da directora do museu, Dra. Graça Mendes Pinto, e de Elvira Archer, especialista no estudo da vida e obra do compositor.
Segue-se um recital de João Costa Ferreira, pianista que lançou recentemente um CD áudio dedicado a obras para piano solo de Vianna da Motta na editora Grand Piano (Naxos).
No museu estará exposta alguma documentação, como partituras, programas, postais e fotografias de Vianna da Motta.
 
 
Entre 1919 e 1938 Vianna da Motta exerceu funçōes de director do Conservatório Nacional, instituição que albergava, nessa altura, a actual colecção do museu. No início da década de 30 foi, com Tomaz Borba, uma das vozes mais infuentes para que o Estado Português comprasse aquela que é hoje uma das partes mais importantes do nosso acervo: o espólio do museu privado (Museu Instrumental de Lisboa) que Carvalho Monteiro tinha feito com Lambertini e que incluía, entre outros valiosos instrumentos, o espólio do Alfredo Keil.
 
 

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Texto de Elvira Archer

José Vianna da Motta grande virtuose internacional do piano, nasceu na ex-colónia portuguesa da ilha de S. Tomé a 22 de Abril de 1868 e faleceu em Lisboa a 1 de Junho de 1948.

Ainda não tinha dois anos quando veio com seus pais para a metrópole que se instalaram  em Colares, concelho de Sintra, onde deu os primeiros sinais da sua musicalidade precoce que, tornando-se notória, foi levado com seis anos ao paço real, acompanhado do seu harmónio feito à sua medida, para fazer uma audição, não sabendo ainda uma nota de música, mas tocando de ouvido melodias que ouvia a seu pai.

Impressionados com tal talento, D. Fernando II e sobretudo a Condessa d’Edla prontificaram-se a auxiliar os custos do ensino no Conservatório Real de Lisboa, onde iniciou o curso de piano com perto de sete anos e terminou com treze.

Os seus progressos e o sucesso com que se apresentou no seu primeiro concerto que teve lugar no Salão da Trindade, facultaram-lhe obter dos seus mecenas uma bolsa para, em 1882, ir continuar na Alemanha os seus estudos humanísticos e musicais, estes no Conservatório Scharwenka em Berlim. Foi nesta cidade, onde manteve o seu domicílio durante cerca de 32 anos e onde colaborou com artistas famosos como Ferruccio Busoni ou Pablo de Sarasate, que desenvolveu a sua carreira de pianista e de pedagogo.

Recebeu os ensinamentos de Franz Liszt no último curso de verão, dado em Weimar em 1885, frequentou o curso de aperfeiçoamento interpretativo de Hans von Bülow de 1887, em Frankfurt, e tornou-se adepto de R. Wagner quando assistiu pela primeira vez, ainda estudante, ao Parsifal em Bayreuth.

Com o deflagrar da Primeira Guerra Mundial foi obrigado a abandonar a Alemanha em 1914, tendo então aceite o lugar de “professor superior” da classe de virtuosidade de piano do Conservatório de Música de Genebra.

Em 1917 regressou definitivamente a Portugal, onde fundou a Sociedade de Concertos de Lisboa e onde, em 1919, lhe foi conferido o cargo de professor e director do Conservatório Nacional de Lisboa que exerceu até 1938,  realizando a desejada reforma europeizante daquela instituição com uma nova orientação pedagógica.

Como compositor, no âmbito da Música de Concerto, é considerado o iniciador da música de carácter nacional em Portugal, sendo a sua obra mais relevante a Sinfonia À Pátria.

José Vianna da Motta, figura de grande vulto cultural, aplaudido por reis, imperadores, presidentes de vários países e nas melhores salas da Europa e do Continente Americano de norte a sul, embora tenha sido um prestigiado divulgador da música alemã, também o foi, mundo fora, da portuguesa.

 

Elvira Archer

PROGRAMA do RECITAL

 

Obras de José Vianna da Motta

 

Pensée Poétique, Rêverie op. 36

Amizade, Mazurca

Singela, Polca-mazurca op. 17

Elegia, op. 45

Três Romances sem palavras, op. 51

Meditação

O Crepúsculo

Lamentação

Les Inondations de Murcie, Scène caractéristique op. 28

Fantasiestück, op. 2

1ª Rapsódia Portuguesa, "Fados"

 

JOÃO COSTA FERREIRA é um pianista português detentor do prestigiado “Diplôme Supérieur d’Exécution” da École Normale de Musique de Paris / Alfred Cortot, instituição onde estudou com Marian Rybicki e Guigla Katsarava. É também investigador, titular de uma Licenciatura e de um Mestrado de Investigação em Música e Musicologia pela Université Paris-Sorbonne, instituição onde lecionou enquanto tutor. Atualmente, prossegue os seus trabalhos de investigação em Doutoramento nessa universidade sob a direção da musicóloga e filósofa Danielle Cohen-Levinas, estudando, nomeadamente, a escrita, técnica e interpretação pianísticas na obra de José Vianna da Motta.

É detentor de vários prémios, destacando-se o 2º prémio (1º prémio não atribuído) no XVº Concurso Internacional de Piano Maria Campina e o 1º prémio “Musicologia” no 8º Concurso “Jeunes solistes de la Sorbonne”. Em 2015, João Costa Ferreira foi galardoado pela Cap Magellan com o prémio “Melhor revelação artística” numa gala para a celebração da República Portuguesa realizada nos salões do Hôtel de Ville de Paris.

Actua regularmente em Portugal, França e Holanda, tendo gravado várias vezes para a RDP-Antena 2. Apresentou-se, enquanto solista, com a Orquestra de Sopros e a Orquestra de Cordas do Conservatório de Artes do Orfeão de Leiria e com a Orquestra Filarmonia das Beiras, sob a direção dos Maestros Alberto Roque e Ernst Schelle. Trabalha também em projetos de interpretação de obras para piano a quatro mãos com o pianista Bruno Belthoise.

Iniciou a sua actividade de pedagogo em 2009 sendo convidado como assistente do pianista francês Jean Martin (discípulo de Yves Nat) para leccionar no âmbito de masterclasses realizadas em França. Além disso, João Costa Ferreira é frequentemente convidado a orientar masterclasses em conservatórios de música de Portugal.

João Costa Ferreira é artista da AvA Musical Editions e colabora com a editora para a publicação de obras de José Vianna da Motta tendo já revisto e prefaciado várias dezenas. Lançou recentemente um CD áudio dedicado a obras para piano solo deste compositor na editora Grand Piano (do grupo Naxos).

Iniciou os seus estudos musicais aos onze anos no Conservatório de Artes do Orfeão de Leiria com o professor de piano Luís Batalha.

 

Apoio: Associação dos Amigos do Museu Nacional da Música

 


PRÓXIMOS EVENTOS NO MUSEU NACIONAL DA MÚSICA:

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