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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

MUSEU NACIONAL DA MÚSICA | DIA de SANTA CECÍLIA | 22 de Novembro, 19h, entrada livre

DIA DE SANTA CECÍLIA
 
QUARTA, 22 de NOVEMBRO, 19H | Entrada Livre

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Duarte Pereira Martins (piano Bechstein de 1925), 
Daniel Bolito (violino Galrão, 1794) e Nuno Cardoso (violoncelo Dinis, 1797)
 
interpretam 
 
Haydn, Schubert e Beethoven
 
 
 
 
PROGRAMA 
 
Joseph Haydn (1732 – 1809)
Trio em Dó menor, Hob. XV: 13 (1788-89)
I. Andante
II. Allegro spiritoso
 
Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)
Sete Variações sobre “Bei Männern welche Liebe fühlen” da Flauta Mágica de Mozart, WoO. 46, para Piano e Violoncelo (1801)
- Tema. Andante
- Var. I. – VII.
 
- Pausa -
 
Ludwig van Beethoven
Sonata Op. 12 – 1, para Piano e Violino (1797-98)
I. Allegro con brio
II. Tema con variazioni. Andante con moto
III. Rondo. Allegro
 
Franz Schubert
Valsas Nobres, D. 969 – versão de Julius Zellner (1832 – 1900) para trio
 
 
 
Duarte Pereira Martins
Licenciado em piano pela Escola Superior de Música de Lisboa, concluiu o curso de piano do Conservatório Nacional com a classificação máxima. Fundou e é o vice-presidente do MPMP, dirigindo a sua temporada de eventos. É igualmente o director artístico das duas inéditas gravações integrais das sonatas de Carlos Seixas (por José Carlos Araújo) e João Domingos Bomtempo (por Philippe Marques) e o director executivo da Glosas – revista de música.
Premiado em diversos concursos de piano, apresenta-se regularmente em concerto por todo o país e estrangeiro, em diversas formações, com especial destaque para a divulgação do património musical português e o repertório para canto e piano. Gravou em diversas ocasiões para a Antena 2, para a TV Brasil, no âmbito de uma digressão pelo país feita em 2014, e para a etiqueta do MPMP. Frequentou, paralelamente, o curso de Engenharia Física Tecnológica no Instituto Superior Técnico e, actualmente, o Mestrado em Empreendedorismo e Estudos da Cultura, no ISCTE, em Lisboa.

Daniel Oliveira Bolito
Iniciou os estudos musicais aos oito anos na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (EMNSC), onde estudou com Paula Fernandes. No ano lectivo de 2000/2001 ingressou na
Academia de Música de Santa Cecília (AMSC), onde estudou com Lígia Soares, tendo concluído o 8º grau. No ano lectivo de 2004/2005 ingressou na Escola Superior de Música
de Lisboa (ESML), onde estudou com Khatchatour Amirkhanian. Paralelamente, continou a frequentar a Academia de Música de Santa Cecília (AMSC) na classe da Profª Lígia Soares,
em regime livre. No ano lectivo de 2007/2008 ingressou na Universidade de Évora (UE) na classe do Prof.
Valentim Stefanov, na qual finalizou um ano de pós-graduação com a classificação de 20 valores. Desde cedo iniciou a sua presença em orquestras, tendo sido várias vezes concertino em
orquestras tais como a Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra da Universidade de Évora e a Orquestra de Câmara Portuguesa da qual é membro regular. Com esta apresentou-se em
vários festivais tais como “City of London Festival” em Londres, no também já conceituado festival “Dias da Música” no CCB, no festival de Alcobaça “Cistermúsica”, entre outros.
Colabora regularmente com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e Orquestra de Câmara de Almada. Faz parte do Ensemble MPMP, projecto de promoção de música erudita
portuguesa, enquanto solista, concertino e músico de câmara. Já foi dirigido por maestros de renome, tais como Pedro Carneiro, Joana Carneiro, Rui Massena, Francesco La Vecchia, Heinrich Schiff, Ernst Schelle, Alberto Roque, Jan Wierzba, Luís Carvalho, Álvaro Cassuto, entre outros.
Apresentou-se a solo e em recital em salas como a Aula Magna, Grande Auditório do CCB, Salão Nobre do Teatro Nacional de S. Carlos, Teatro Camões, Europarque, Grande Auditório
da Reitoria da Universidade de Aveiro, Teatro Aberto, Teatro-Cine Torres Vedras, entre muitos outros. De realçar entre elas a apresentação com a Orquestra Filarmonia das Beiras
sob a batuta do maestro Ernst Schelle com o concerto para violino de Tchaikovsky e também pela Orquestra Sinfónica Juvenil, tocando a obra “As Quatro Estações” de Vivaldi.
Já em 2013 apresentou-se como solista com a Orquestra de Câmara Portuguesa e com a West Europe Orchestra.
Foi premiado em diversos concursos, entre eles o Concurso Internacional José Augusto Alegria. Frequentou Masterclasses com Gerardo Ribeiro, Gareguine Aroutiounian, Pavel Arefiev, Daniel Rowland, Ulf Hoelscher, Felix Andrievsky e Valentim Stefanov. Frequentou também cursos de direcção com os Profs. Roberto Perez e Vasco Negreiros. Foi convidado a gravar a Banda Sonora de um DVD sobre a artista plástica Ana Vieira, num projecto com
Pedro Carneiro, para Violino e Marimba.
Actualmente lecciona no Conservatório de Cascais. Leccionou no ano lectivo de 2009/2010 a disciplina de Violino no Conservatório Regional de Setúbal. Leccionou também durante o ano 2011 as disciplinas de Violino e Orquestra no Conservatório de Música de Mação. No ano lectivo, 2013/2014 leccionou no Conservatório de Música de Alcobaça. Em Dezembro de 2012 integrou a Orquestra Fundação Estúdio em Guimarães, no âmbito
“Guimarães – Capital Europeia da Cultura”.

Nuno M. Cardoso nasce em Lisboa em 1990. Inicia os estudos de Música aos quatro anos de idade na Fundação Musical dos Amigos das Crianças, ingressando aos oito na classe de Violoncelo de Luís Estêvão da Silva, curso que viria a completar em 2009, na mesma instituição, sob a orientação de Luís Sá Pessoa, obtendo a máxima classificação e recebendo o Prémio Adriana de Vecchi.
Posteriormente, licenciou-se pela Academia Nacional Superior de Orquestra (Metropolitana) na especialidade de Violoncelo, onde estudou sob a orientação de Paulo Gaio Lima entre 2010 e 2014.
Frequentou, paralelamente, a Licenciatura em Matemática na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Estuda presentemente na Musikhögskolan i Malmö (Universidade de Lund), na Suécia, tendo sido admitido na classe de Violoncelo de Mats Rondin, e onde tem trabalhado ultimamente sob a orientação de Torleif Thedéen.
Nos últimos anos tem-se apresentado regularmente em contexto de orquestra sob a direcção de maestros como Leonardo de Barros, Jean-Marc Burfin, Pedro Neves, Sebastien Tewinkle, Michael Zilm, Per Borin ou Peter Spissky, tendo também frequentado, em Portugal e no estrangeiro, masterclasses com reconhecidos mestres, como Márcio Carneiro, Xavier Gagnepain ou Hans Jørgen Jensen.
No âmbito da Música de Câmara, estudou com Vasco Gouveia, Alexei Eremine, Paul Wakabayashi, Paulo Pacheco e Hans Pålsson.
É co-fundador do MPMP – Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, em cujas actividades e concertos pela difusão de obras do repertório musical português e de cultura lusófona tem colaborado empenhadamente. Neste âmbito, salientam-se a primeira audição em Portugal da obra integral para violoncelo e piano de Henrique Oswald e os recitais nos ciclos Um Músico, um Mecenas, no Museu Nacional da Música, em Lisboa, nos violoncelos históricos de H. Lockey Hill (ca. 1800, Colecção Suggia) e J. J. Galrão (1769, Colecção Real), actualmente conservados naquela colecção instrumental.
É membro da Comissão de Redacção da revista Glosas, a única publicação em Portugal exclusivamente dedicada à Música erudita de tradição portuguesa e de cultra lusófona.

#EntradaLivre
 

Sobre os instrumentos musicais

Embora exista ainda pouco conhecimento sobre as oficinas de cordofones portuguesas do séc. XVIII e XIX, podemos afirmar que a sua grande maioria não era especializada, e que os guitarreiros ou violeiros (assim chamados dependendo do ramo a que se dedicavam mais), faziam instrumentos de corda de vários tipos, inclusive de corda friccionada. A construção de violinos em Portugal desenvolveu-se, sobretudo, por imitação de modelos vindos de fora e, simultaneamente, através de técnicas próprias e adaptações locais, como é o caso paradigmático da rabeca.
Na colecção do Museu Nacional da Música estão, contudo, representadas três oficinas que ficaram conhecidas pela construção de violinos e violoncelos de grande qualidade: a de Joaquim José Galrão em Lisboa (séc. XVIII), a dos Sanhudos no Porto (séc.XIX) e a dos Capelas em Espinho (já do séc. XX/XXI, ainda em actividade).

Os violinos e violoncelos de Joaquim José Galrão (considerado o mais reputado construtor português de violinos e violoncelos da sua época) foram várias vezes tocados no ciclo Um Músico, Um Mecenas, tendo alguns dos exemplares pertencido ao rei D. Luís I (1838-1889), como é o caso do violino de 1780 (nº inv. MM 75; etiqueta Joachinus Josephus Galram/Fecit Olisipone A. 17[]), que irá ouvir pelas mãos de Daniel Bolito.

O violoncelo de Félix António Dinis (nº inv. MM 43, datado de 1797), proveniente da colecção de Alfredo Keil, que irá ser tocado por Nuno Cardoso, tem no seu interior uma etiqueta impressa onde se pode ler Felis Antonio Dinis a fes em casa/da Viuva de Galram Anno de 1797/. É assim provável que Dinis tenha sido discípulo de Galram (ou Galrão),e que pela casa do mestre tenha permanecido antes de se mudar para uma oficina por conta própria, activa na primeira metade do séc. XIX em Lisboa.

O piano de cauda Bechstein (inv. nº MM 659) é de 1925 e foi fabricado na Alemanha.
 

 
 
PRÓXIMOS EVENTOS NO MUSEU NACIONAL DA MÚSICA: