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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

MUSEU NACIONAL DA MÚSICA | Sexta, 8 de Dezembro, 19h | Concerto do ciclo Músicas no Acervo - Compositores Portugueses e seus Contemporâneos - Recital de António Luís Silva, piano | Entrada Livre

Associação dos Amigos do Museu Nacional da Música apresenta:

 
Sexta, 8 de Dezembro |19.00h
#EntradaLivre

2ª Temporada 

Ciclo Músicas no Acervo - Compositores Portugueses e seus Contemporâneos

António Luís Silva, piano

 

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Programa
 
Franz Liszt (1811-1886) —

Anos de Peregrinação – primeiro ano: Suíça, S.160:

Vallée d’Obermann

 

 
Manuel Ivo Cruz (1901-1985) –

Aguarelas(1922):

Dançam Moiras Encantadas

Caem Miosótis

Canto de Luar

Palácio em Ruínas

 

Leopold Godowsky (1870-1938) —

Java Suite: Phonoramas — Tonal Journeys for the Piano Forte: (1924-25)

Gamelan

Chattering Monkeys at the Sacred Lake of Wendit

Boro Budur in Moonlight

Bromo Vulcano and the Sand Sea at Daybreak

 

António Luís Silva (1991-) – [improvisação]

 

 

 

Músicas no Acervo, terceiro recital

Notas de programa

Que veux-je? que suis-je? que demander à la nature?... Toute cause est invisible, toute fin trompeuse; toute forme change, toute durée s’épuise: (…) je sens, j’existe pour me consumer en désirs indomptables, pour m’abreuver de la séduction d’une monde fantastique, pour rester atteré de sa voluptueuse erreur.

Étienne de Sénancour: Obermann, carta 63 

O terceiro concerto do ciclo "Músicas do Acervo: Compositores Portugueses e seus Contemporâneos" inicia-se com um dos máximos representantes da escrita romântica para piano. Os Anos de Peregrinação de Franz Liszt (1811-1886) – e muito concretamente a peça Vallée d’Obermann, do primeiro ano (Suíça) – foram escritos em meados do séc. XIX, a meio da vida do compositor húngaro, virtuoso pianista que encantava plateias nas suas inúmeras viagens por toda a Europa. A inspiração poética de grande parte das obras de Liszt pode considerar-se resultado destas viagens, quase sempre reflectidas numa componente bucólica, e da sua busca incessante pela reflexão artística e filosófica. O texto de Étienne de Sénancour que acima transcrevemos, e que foi escolhido para anteceder a edição da partitura (na casa Henle), demonstra bem essa interrogação constante sobre o objectivo da vida, numa interminável meditação bem audível nesta peça em particular, em que algumas passagens têm um carácter de quase improvisação.

O recital continuará com duas obras praticamente contemporâneas, e ambas devedoras aos caminhos programáticos que Liszt, acima de todos os compositores românticos, abriu ao séc. XX. As quatro Aguarelas (1922) são uma obra inicial de Manuel Ivo Cruz (1901-1985), compositor português que pertenceu ao movimento Renascimento Musical, cujo objectivo era a investigação e divulgação da música antiga portuguesa, e que dirigiu o Conservatório Nacional logo depois de José Vianna da Motta. Todas elas reportam directamente para uma imagem, numa linguagem pós-romântica que integra já alguns elementos musicais exóticos e de influência francesa.

Poucos anos volvidos, Leopold Godowsky (1870-1938) recria em música uma viagem marcante que fez à ilha de Java, na Indonésia. O compositor polaco, depois naturalizado americano, era conhecido à época por diversas transcrições e arranjos de obras românticas, normalmente de uma intensa dificuldade técnica. No entanto, hoje as suas obras estão incompreensivelmente praticamente caídas no esquecimento. Da exuberante suite “Java”, um ciclo de doze peças, António Luís Silva apresentará quatro, escritas numa linguagem bastante rica e extremamente trabalhada, onde revela as suas diversas influências exóticas. O final do recital apresenta um improviso do pianista.

 

 

Duarte Pereira Martins 

(Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa)

 
MÚSICAS DO ACERVO, 2ª Temporada

Neste ciclo de entrada livre, o público tem a oportunidade de conhecer extraordinários compositores portugueses, cujas obras são pouco conhecidas do grande público. Ao contrário de alguns compositores de diferentes países da Europa, cujo trabalho é hoje globalmente reconhecido, a pouca divulgação da música erudita portuguesa remeteu muitas partituras ao esquecimento. Nestes concertos, a par da música portuguesa, será também possível ouvir música de consagrados de outros países, contemporânea da primeira. O objectivo do ciclo – que conta com o apoio doMovimento Patrimonial pela Música Portuguesa e com a preciosa ajuda de músicos convidados que tocam pro bono - é que exista uma maior divulgação do acervo de partituras do Museu Nacional da Música e do património musical português. 


No primeiro concerto o público será convidado a ouvir composições de António Fragoso (1897 – 1918), Claude-Achille Debussy (1862 – 1918), Edvard Grieg (1843 – 1907), Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) e Béla Bartók (1881 – 1945). A pianista norueguesa Anne Kaasa, descrita pela revista francesa Le Monde de la Musique como “uma pianista que se destaca no abundante mundo de solistas pela profundidade das suas interpretações, pela fluidez do seu discurso musical e pela delicadeza do seu toucher”, guiar-nos-á através de um repertório modernista, ao qual quis associar a comemoração dos 150 anos da morte do poeta Charles Baudelaire. “Convite à Viagem“ é um título que tem como referência directa o poema “L'Invitation au voyage” do escritor francês.

O ciclo terá lugar todos os meses, até Junho de 2018, às 19 horas da data designada no programa, que desde já vos desafiamos a consultar.

 

 

Programa da 2.ª Temporada do ciclo Músicas do Acervo

 

13 de Outubro - Anne Kaasa 

28 de Outubro - Paulo Meirelles (BR/FR)

08 de Dezembro - António Luis Silva

19 de Janeiro - Arthur Nesrala 

02 de Fevereiro - Felipe Mello (Brasil)

23 de Fevereiro - Ricardo Martins

09 de Março - Bernardo Santos

13 de Abril - Duarte Pereira Martins

04 de Maio - Philippe Marques

01 de Junho - Academia de Música de Telheiras

08 de Junho - Diego Caetano (BR/USA)

 


Sempre às 19 horas

Comissário: Adriano Nogueira 

Parceria: 

MPMP - Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa
Revista Glosas

 


 

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