Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

MUSEU NACIONAL DA MÚSICA: Soldier's Trio e Ciclo Músicas do Acervo com Nuno Cardoso e Duarte Pereira Martins (compositor Armando José Fernandes em destaque)

 

JUL10

Soldier's Trio | Recital de clarinete, violino e piano

 
 
#EntradaLivre

O trio é constituído pela violinista Mariana Gomes, pelo pianista Tomás Matos e pelo clarinetista Guilherme Batalha.
Soldier's trio foi formado no ano letivo de 2017/18 na Academia Nacional Superior de Orquestra (Metropolitana), na classe de música de câmara do professor Artur Pizarro. Na altura, a violinista encontrava-se a frequentar o primeiro ano da licenciatura e o clarinetista e o pianista o terceiro e último. No presente ano lectivo, o clarinetista Guilherme Batalha encontra-se a frequentar o mestrado em performance pela California State University Fullerton e o pianista Tomás Matos ocupa, neste momento, uma posição de pianista acompanhador (professor) na Academia Nacional Superior de Orquestra - Metropolitana de Lisboa.
 

soldiers trio.jpg

 

 
PROGRAMA
Jean Françaix - Tema con Variazioni para clarinete e piano
Alexander Glazunov - Grand Adagio para violino e piano
Charles-Marie Widor - Introduction et rondo, Op.72 para clarinete e piano
Robert Schumann - 3 Romanzen, Op.28 para piano solo
Niccolò Paganini - Capricho n.° 21 em lá maior para violino solo
Gian Carlo Menotti - Trio for clarinet, violin & piano

NOTAS DE PROGRAMA
Jean Françaix - Tema con Variazioni para clarinete e piano
Jean René Desiré Françaix (Le Mans,1912- Paris,1997). Compositor, pianista e orquestrador francês, tem sido apresentado como um compositor neoclássico, cujo estilo é caracteristicamente marcado pela leveza e clareza. Compôs o seu Tema con Variazioni para clarinete e piano em 1974 numa encomenda do Conservatório de Paris. Embora usada como a peça de concurso desse ano no departamento de clarinete, Françaix dedicou o Tema con Variazioni ao seu neto Olivier. O tema está sobriamente apresentado num tempo marcado como Largo, e é seguido por um impressionante e colorido conjunto de seis variações. A peça é genericamente festiva, com um sentimento jazzy e de adesão imediata, algo inesperado num compositor contemporâneo.
Alexander Glazunov - Grand Adagio para violino e piano

Alexander Konstantinovitch Glazunov (São Petersburgo, 1865 – Neully-sur-Seine, 1936) foi compositor, professor de Música e Diretor do Conservatório de São Petersburgo.
Composto em 1898 para o bailado Raymonda, "Grand Adagio" acompanha a cena em que a protagonista, Raymonda, sonha com um encontro com o seu noivo, o cavaleiro Jean de Brienne.
O andamento foi composto para violino e orquestra, executado no bailado pelo concertino. A redução da parte de orquestra para piano foi feita posteriormente e esta é, hoje em dia, executada como uma peça de recital para violino e piano.
Charles-Marie Widor - Introduction et rondo, Op.72 para clarinete e piano
Charles-Marie Jean Albert Widor (Lyon, 1844 – Paris, 1937). Compositor, organista e professor, compôs a Introdução e rondó para clarinete e piano em 1898. Constituiu um trabalho obrigatório para os exames finais desse ano e foi dedicado a Cyrille Rose, clarinetista na Ópera de Paris e professor no conservatório dessa cidade. Por isso, não é surpreendente que a Ópera de Paris a tenha escolhido como peça obrigatória nas suas audições, exemplo esse seguido por numerosas orquestras. A composição, usando uma introdução lenta seguida por uma parte rápida, encontra-se frequentemente na escrita virtuosa romântica e especialmente nos trabalhos obrigatórios levados a exame no Conservatório de Paris. Fauré, Enescu e muitos outros usaram esta forma com esse objetivo. A influência de Wagner em algumas linhas melódicas e na linguagem harmónica é inegável nesta peça. A fórmula rítmica habitual de uma tercina seguida por duas colcheias (ou vice-versa) é muito típica deste período encontrando-se, por exemplo, em Ravel, Bizet ou Bruckner. No fim da sua vida, em 1935, Widor também criou uma versão deste trabalho para clarinete e orquestra.

Robert Schumann - 3 Romanzen, Op.28 para piano solo
Robert Alexander Schumann (Zwickau, 1810 – Bonn, 1856). Compositor, pianista e crítico musical, é considerado como um dos expoentes da música do Romantismo.
Os três romances foram compostos em 1839. Schumann compô-los para oferecer à sua futura esposa Clara Wieck (posteriormente Clara Schumann) nesse Natal, mas não os queria publicar, pois achava que não eram bons o suficiente. Estes foram apenas publicados por insistência de Clara.
O primeiro, Sehr markiert (“Muito marcado “), é uma peça sem fôlego. O final é marcado por contrastes de dinâmica e por um ambiente severo. O segundo, Einfach (“Simples“) é uma peça relativamente curta com algumas repetições, cuja métrica de 6/8 lembra uma barcarolle. Termina com o seu lirismo a desvanecer-se com a dinâmica em síncopas. O terceiro, Sehr markiert (“Muito marcado “), é o mais longo dos três. Obedece à forma rondó (refrão alternado com episódios), e é de caráter rítmico. Termina com uma calma e lirismo que contrastam com resto do andamento.

Niccolò Paganini - Capricho n.° 21 em lá maior para violino solo
Niccolò Paganini (Génova, 1782 – Nice, 1840) foi um compositor e violinista virtuoso. Conseguiu, juntamente com o pianista húngaro Franz Liszt, uma excelente aceitação do público, que os tornaram os virtuosos mais famosos da época. Chegou a dizer-se que tinha vendido a alma ao Diabo para adquirir os seus dotes musicais, tal era a impressão causada nos seus ouvintes. O seu virtuosismo e a maneira como o incluiu nas suas peças influenciou muitos compositores contemporâneos e posteriores, tais como Franz Liszt, Fryderyk Chopin, Sergei Rachmaninoff e Witold Lutosławski.
Os 24 Caprichos de Paganini constituem os pilares da formação musical dos violinistas devido à exploração de uma vasta gama de potencialidades técnicas do violino, sem menosprezar o lirismo e elegância musicais, características da música italiana.
O Capricho 21 constitui um ótimo contraste desta elegância e do virtuosismo violinístico e exuberante que tornaram Paganini tão famoso.

Gian Carlo Menotti - Trio para clarinete, violino & piano
O italo-americano Gian Carlo Menotti (Cadegliano-Viconago, 1911 – Mónaco, 2007) foi um compositor e libretista que escreveu libretos, nomeadamente, para óperas de Samuel Barber, compositor com o qual viveu.
Esta peça foi escrita para o Verdehr Trio, o principal trio pioneiro de violino-clarinete-piano, para ser apresentada no concerto de comemoração do 50º aniversário da Organização das Nações Unidas no Weill Recital Hall do Carnegie Hall, em Nova Iorque, realizado em 1995, no qual foi apenas apresentado o segundo andamento, visto ter sido o único escrito até àquela data. O compositor comprometeu-se a escrever os restantes até ao Natal, mas uma queda impediu-o de os concluir. A 7 de julho de 1996, no Festival de Spoleto (Itália), o trio apresentou apenas o primeiro e o segundo andamentos. O terceiro seria estreado num concerto em setembro para comemorar o 85º aniversário do compositor. O acorde final terá sido escrito no próprio dia do concerto.
O trio tem uma linguagem francesa que lembra François Poulenc, embora ainda mais acessível, clara e agradável para o público. Este é constituído por três andamentos. O primeiro, Capriccio. Allegro, é marcado por contrastes entre o tema principal rítmico e vivo e as secções e tema contrastante lírico e cantado. O segundo, Romanza. Andante expressivo, é o mais introspetivo dos três, lembrando uma canção lírica, triste e melancólica. O terceiro, Envoi. Allegro, tem uma qualidade enérgica que lembra a música de Sergei Prokofiev e é marcado pela interação entre os instrumentos.
 
 
 
 
JUL11

Ciclo Músicas do Acervo | Compositor Armando José Fernandes

 

sim 11 julho.jpgJUL11

Ciclo Músicas do Acervo | Compositor Armando José Fernandes

 

 

Ciclo Músicas do Acervo 2019
É objectivo da terceira temporada do ciclo de piano “Músicas do Acervo: Compositores Portugueses e seus Contemporâneos” a divulgação e valorização do repertório da música erudita portuguesa, bem como a sua contextualização nas estéticas musicais ocidentais dos séculos XIX e XX, tendo por base partituras ou compositores portugueses representados no acervo do Museu Nacional da Música.
Comissário: Adriano Nogueira

Nuno Cardoso, violoncelo
Duarte Pereira Martins, piano


Compositor em destaque: Armando José Fernandes

PROGRAMA:

Claude Debussy (1862-1918) |

Sonata para Violoncelo e Piano, n.º 1, em Ré menor
I. Lent
II. Modérément animé
III. Finale: Animé

Beau Soir


Sergei Rachmaninov (1873-1943) | *

Não cantes, beleza minha, op. 4 n.º 4
Que belo este lugar, op. 21 n.º 7
Vocaliso, op. 34 n.º 14


Alexander Scriabin (1872-1915) |

Romance, para trompa e piano


Armando José Fernandes (1906-1983) |

Sonata para Violoncelo e Piano
I. Assai animato
II. Scherzo e Trio
III. Adagio, con ampia espressione
IV. Allegro non troppo


*arranjo para violoncelo e piano pelos intérpretes

CURRÍCULOS

Nuno M. F. Cardoso (nunomc@mpmp.pt ) nasceu em Lisboa e iniciou os estudos de violoncelo na Fundação Musical dos Amigos das Crianças com Estêvão da Silva e Luís Sá Pessoa. Licenciou-se, em 2014, pela Academia Nacional Superior de Orquestra na especialidade de Violoncelo, onde estudou sob a orientação de Paulo Gaio Lima. Paralelamente, frequentou a Licenciatura em Matemática na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Em Portugal e no estrangeiro, tem beneficiado de masterclasses com reconhecidos mestres, como Márcio Carneiro, Xavier Gagnepain, Hans Jørgen Jensen, Jan-Erik Gustafsson ou Rainer Zipperling. No domínio da música de câmara tem trabalhado com Paul Wakabayashi, Paulo Pacheco, Olle Sjöberg e Hans Pålsson. Co-fundador do MPMP – Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, é membro da Comissão de Redacção da revista Glosas. Tem vindo a afirmar-se o duo que mantém com o pianista Duarte Pereira Martins, salientando-se os recitais nos ciclos Um Músico, um Mecenas, no Museu Nacional da Música, em Lisboa, nos violoncelos históricos de H. Lockey Hill (ca. 1800, Colecção Suggia) e J. J. Galrão (1769, Colecção Real), actualmente conservados naquela colecção instrumental, e também recitais na Suécia e na Dinamarca. Na Suécia, trabalhou interpretação de música barroca com Peter Spissky, direcção orquestral com Patrik Andersson e efectou os estudos de Mestrado em Violoncelo na Musikhögskolan i Malmö da Universidade de Lund, na classe de Torleif Thedéen.

Duarte Pereira Martins – duarte.pmartins@gmail.com
Licenciado em piano pela ESML, concluiu o curso do Conservatório Nacional com a classificação máxima. Premiado desde o início do seu percurso musical em diversos concursos de piano, apresenta-se regularmente em concerto por todo o país, em diversas formações, com destaque para a divulgação do património musical português. É de notar a importância que dá às obras de compositores contemporâneos, tendo já apresentado estreias de João Pedro Oliveira, Sérgio Azevedo, Hugo Ribeiro ou Amílcar Vasques-Dias.
A convite da ESML, gravou, em 2013, obras de Debussy e Freitas Branco para a Antena2. Forma um duo regular com o violoncelista Nuno Cardoso, tendo participado por quatro ocasiões no Ciclo de Instrumentos Históricos do Museu da Música, no apoio à recuperação de vários instrumentos históricos.
Apresenta-se igualmente com regularidade no estrangeiro, destacando-se os concertos que apresentou em Paris, Copenhaga, Malmö e numa digressão pelo Brasil em 2014, a solo e com o pianista Philippe Marques. Neste âmbito, gravou um programa para a TV Brasil. Em 2016, gravou novamente para a Antena2, também na companhia de Philippe Marques, um programa inteiramente dedicado a compositores portugueses e brasileiros.
Fundou o MPMP, projecto em que vem desempenhando várias funções artísticas, de programação e de produção. É director executivo da Glosas. Frequentou o curso de Engenharia Física Tecnológica do IST e conclui, actualmente, o mestrado em Empreendedorismo e Estudos da Cultura do ISCTE.
 

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.