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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Música do século XVIII para escutar amanhã em Matosinhos

Música do século XVIII para escutar amanhã em Matosinhos

 

 

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Amanhã, 5 de maio // 21h30 // Igreja do Bom Jesus de Matosinhos

 

 

Espiritual, delicada e com todo o esplendor do barroco, a música europeia do século XVIII foi maioritariamente composta para cravos, violinos e alaúdes, e tem alguns dos seus momentos mais elevados nas composições para os órgãos das igrejas que seguiram os cânones arquitetónicos daquele período histórico. Nas vésperas de acolher outra vez a romaria e devoção dedicadas ao Senhor de Matosinhos, os arabescos dourados da Igreja do Bom Jesus de Matosinhos acolhem amanhã, por isso, um concerto exclusivamente dedicado à música barroca portuguesa, espanhola e italiana, dedilhados pelo organista Rui Paiva. A entrada é livre.

 

Parte do programa Música em Matosinhos, que há vários anos promove a difusão e divulgação das sonoridades mais eruditas junto do público geral, o concerto de Rui Paiva revisitará algumas das obras-primas compostas para órgão, colocando em evidência o brilho e a vivacidade de um repertório acessível a todos os ouvintes. O recital abrirá, de resto, com a gloriosa “Aria detta Balletto”, que Girolamo Frescobaldi compôs para órgão, mas que adquiriu posteriormente versões para alaúde e até para guitarra moderna.

 

Rui Paiva interpretará também composições de Georg Muffat (“Toccata X”), Domenico Scarlatti (Sonata K. 224 em Ré Maior e Sonata K. 58 em Dó menor), Juan Bautista José Cabanilles (“Pasacalles III”, de 3º tono), Ramón Ferreñac (“Tempo de minué”), José Lidon (Sonata em Sol), Carlos Seixas (Sonata em Fá menor), Soror Piedade (“Discurso de 1º Tom”), Francisco Xavier Bachixa (Sonata em Ré Maior) e ainda a “Tocata para Corneta e Clarim” de um anónimo português da segunda metade do séc. XVIII.

 

Para além de organista de excepção, com carreira em países como Espanha, França, Bélgica, Itália, Holanda, Inglaterra, Croácia, Eslovénia, Polónia, E.U.A., Brasil e México, Rui Paiva concluiu também o curso superior de cravo, atuando regularmente com diversos conjuntos instrumentais e vocais, entre os quais os Segréis de Lisboa, o Coro e Orquestra Gulbenkian, a orquestra barroca Capela Real, o grupo de música barroca La Caccia e o Quarteto Arabesco.